Família denuncia abuso de autoridade de PM contra menor em Cajueiro da Praia

 

A família do ex-secretário de Turismo de Cajueiro da Praia, Marcos Cazuza, abriu procedimento contra policiais militares por agressão ao menor de iniciais M.V. C V., pelos crimes de abuso de autoridade e de submeter menor a constrangimento.

O fato ocorreu na madrugada do dia 15 de dezembro de 2017, quando o jovem, de 17 anos, em companhia de sua professora, Ana Claudia Lopes, amigos e familiares voltavam das festividades de comemoração do aniversário da cidade de Cajueiro da Praia-PI. Segundo o menor e os presentes, um policial que atuava naquele dia abordou o menor próximo à igreja matriz, onde acontecia a festa. O Policial teria se irritado porque o jovem fez sinal de que não possuía nada de errado para ser revistado. A partir daí, o policial teria puxado o jovem pela camisa, tendo rasgado a vestimenta do menor, arrastando-o para detrás da igreja, deferindo-lhe um tapa em seu rosto, na presença de todos.

A agressão somente parou após a intervenção da professora Ana Claudia, que informou que o menor era seu aluno e se colocou no meio do policial, que já estava com cassetete na mão pronto para continuar a agressão.

O fato causou indignação em toda a comunidade, tendo em vista que o menor é pessoa conhecida em Barra Grande e atleta do Projeto Vivo de Kitersurf. Segundo a família, M.V.C V. é estudioso e pela primeira vez saía à noite, por estar acompanhado de sua professora e amigos.

A família contratou advogado para tomar todas as providencias contra o policial agressor e informa que já fez um Boletim de Ocorrência (BO), acionou o comando da Policia Militar e a promotoria de justiça. Eles afirmam que vão ajuizar ação de indenização por danos morais contra o Estado.

Nesta terça-feira (19/12), a família esteve com M.V.C V. na companhia CIPTUR, em Luís Correia-PI, onde foram recebidos pelo Major Palhano. Lá, o Major ouviu o menor e abriu um Boletim de Ocorrência Administrativa.

O Major Palhano explicou para o Barra Grande News que “A Polícia Militar como instituição não compactua com qualquer tipo de comportamento contrário a legalidade e moralidade nas ações de seus agentes. Um desvio de conduta, um comportamento agressivo e abusivo é passivo de punição e nossa legislação castrense é muito rígida quanto a aplicação de penas para aqueles policiais que saem da linha da legalidade e do respeito ao ser humano. A orientação do Comando Geral é que esses casos sejam apurados sempre e sendo comprovada a autoria e materialidade da ação irregular deve ser aplicada a punição correspondente e se comprovada a existência de crime seja o procedimento encaminhado à justiça para o julgamento legal e então a aplicação da pena correspondente“.

Sobre o caso, o Major Palhano informou disse: “Nós, do comando da CIPTUR, recebemos a denúncia e já encaminhamos o boletim de ocorrência à corregedoria a fim de que sejam apurados os fatos e que se chegue a uma conclusão em conformidade ao prescrito na legislação militar e comum, se for observada a existência de prática de crime comum. Agora, esperaremos a conclusão do procedimento pela corregedoria e, enquanto isso, o policial será substituído para evitar represálias ou qualquer outro tipo de atrito advindo do episódio em tela“.

 




 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pin It on Pinterest