BLOG DA SUZANE JALES


Suzane Jales é Engenheira Civil, Jornalista, Palestrante e Escritora, tendo mais de 10 livros publicados (é especialista em Biografias).

Na área de Desenvolvimento Humano, é Coach (Life & Executive – especialista em Coaching em Grupo), Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) e com formação em Hipnose Eriksoniana, Eneacoaching (Eneagrama aplicado ao Coaching), Terapias Naturais (Medicina Tradicional Chinesa), Emotional Freedom Techniques (EFT) e Reiki.

Leia os artigos, assista aos vídeos, ouça os podcast e, se gostar: curta, comente e compartilhe com os amigos.

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♥ A IMPORTÂNCIA DE ACREDITAR

Passei as últimos semanas envolvida entre médicos, exames e cirurgia… E com uma briga com o Plano de Saúde para que tudo fosse pago por ele (isso foi só para colocar pimenta no caldo!).

Com isso, fiquei completamente ausente do resto, inclusive deixei de escrever meus artigos. Meu foco estava exclusivamente na minha saúde.

Tudo correu exatamente como eu acreditava desde o início: o plano terminou pagando tudo, a operação foi um sucesso, a biópsia deu sem malignidade e já estou quase no ponto de trabalhar novamente.

E é sobre acreditar e fazer disso algo tão natural na sua vida que eu quero falar neste meu retorno.

É claro que eu tive fagulhas de preocupação e medo… Mas, sempre que isso acontecia, eu usava técnicas de PNL e voltava a minha crença potencializadora: tudo vai dar certo. E mais: eu ainda tenho muito a fazer e preciso ter saúde para poder tocar esses projetos que fazem parte de minha Missão.

Acredite: pensar assim fez mesmo toda a diferença.

Mas tem outra dica: acredite com paixão, porque a crença faz acontecer, mas a paixão é que faz os olhos brilharem… e isso nos motiva, criando um círculo virtuoso.

Foi assim comigo. E olha que essa foi a 17ª cirurgia da minha vida! Mas do que nunca, sou só Gratidão!

Finalizo deixando um xêro (na minha terra, isso significa um carinho, um beijo e um abraço apertado) para você e sugiro um filme sobre isso que falei, baseado em fatos reais: Até o último homem (tem no Netflix, para quem é assinante).

Depois de assistir, use a sua imaginação: o que pode conquistar acreditando em você mesmo?

É isso! Se gostou, deixa aí o seu comentário e compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach


♥ QUE PÉROLAS VOCÊ ANDA GUARDANDO?

Contaram para mim uma história que achei muito interessante e quero compartilhar com você:

Era vez uma mulher que possuía várias pérolas. Como ela não sabia ao certo de que modo poderia usá-las e tinha medo de perdê-las, decidiu guardá-las no fundo de um baú e proibiu qualquer pessoa da casa de sequer tocar nesse baú.

No começo, todo dia ela abria o baú para dar uma olhada nelas. Mas, com o passar dos anos, os afazeres do dia tomando todo o seu tempo, deixou de olhar para seu tesouro e até se esqueceu que o possuía.

Muito anos depois, ela lembrou de suas pérolas e abriu o baú, que, nessas alturas, estava em um quartinho, no fundo da casa. Para surpresa da mulher, não tinha nada lá dentro.

Ah, ela ficou extremamente raivosa e começou a bradar bem alto, lamentando que fora roubada.

Vendo-a naquele estado, o esposo disse-lhe: “Para que tanto desespero e tristeza? Coloque uma bijuteria no mesmo lugar e finja que são suas pérolas. Vai dar na mesma, pois quando elas estavam aí, você não usava pra nada”.

Aí foi que a mulher se lastimou mesmo, dizendo: “Quem dera eu pudesse voltar o tempo…”.

Agora, imagine que essa mulher é você. Como seria essa história?

Vamos além: troque as pérolas pelos seus talentos, ou dons, como também chamamos e o baú pela sua mente inconsciente. Quantos você não usou e “guardou no fundo de um baú”?

Se não relembrar, é só pensar um pouco na sua infância e adolescência… O que as pessoas com quem você convivia diziam que você fazia bem?

Pode até não ser fácil recordar assim de cara. Sem problema: faça outras vezes mais tarde. Quanto mais difícil lembrar, mais profundamente você os “escondeu”.

Nas sessões de Coaching, esse é um ponto fundamental e às vezes a gente usa várias ferramentas para ajudar o coachee (cliente) nesse processo.

A ideia aqui é que você resgate esses seus talentos e comece a usá-los no seu dia a dia.

Você vai se surpreender com o que é capaz.

Aliás, esse é o grande objetivo de um Processo de Coaching: ajudar o coachee a encontrar a melhor versão de si mesmo. E isso passa por

E aí, que tal dar uma olhada no seu “baú” e começar a usar as suas “pérolas”?

Depois, conte-me as suas descobertas.

É isso! Agora, deixa o seu comentário aí embaixo.

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Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach


♥ ESTAR NA ZONA DE CONFORTO É BOM OU RUIM?

Essa é uma pergunta que muitos gostariam de fazer, mas talvez não externem por medo de se sentir “fora do comum”. Mas, creia, é uma pergunta genuína. Para muita gente, se é algo ruim, seria fácil descartar, certo? Hummmm, não é bem assim…

Nem sempre é fácil entender e sair dessa tal de zona de conforto – que às vezes aparenta ser espaçosa, tranquila, arejada conhecida e de portas abertas (posso sair na hora que quiser).

Mas, sair disso não é nada fácil…

O problema é que esse conforto é, na verdade, uma forma de evitar os problemas e conquistar o que se quer. E é aí que está o X da questão.

Então, muita gente fica se martirizando: quero, mas não consigo sair!

Mas, e se, ao invés de tentar sair da zona de conforto você começasse expandindo-a?

Isso mesmo: você pode aumentar a sua zona de conforto para que ela inclua outras áreas, inclusive aquelas onde você pode encontrar as soluções que tanto busca para seus problemas e o objetivo que tanto almeja…

Para isso, a mudança não precisa ser radical – o que muitas vezes dá medo. Ela pode ser feita no seu ritmo, no seu tempo…

Por exemplo: a sua zona de conforto vai crescendo à medida que você avança no processo de autoconhecimento, quando aumenta o seu mapa de mundo, quando desenvolve suas habilidades e competências, quando conquistas pequenas vitórias… Tudo o que vai lhe tornar uma pessoa mais segura, o que lhe permite seguir em frente.

Sai o medo, entra a determinação!

Como você viu, podemos ultrapassar a barreira do medo da mudança radical da zona de conforto, mas não dá para ficar sentado esperando que as mudanças aconteçam. É preciso agir, dar um passo… nem que seja um primeiro passo: depois, de repente, a magia acontece e você não mais estará na zona de conforto.

Uma das formas de você passar por essa transformação é fazer um processo de Coaching. E se quiser conhecer aquele que eu coordeno online e lhe ajudo nessa travessia, conheça o Dia de Coaching: 100 dias de transformação, no seu ritmo, no seu tempo, na hora que melhor lhe convir.

É isso! Agora, deixa o seu comentário aí embaixo.

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Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach


♥ VOCÊ ANDA LAVANDO AS MÃOS?

Eu estava fazendo uma pesquisa e, nem sei bem como, me deparei com a cena de Pôncio Pilatos quando ele ordenou que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante da multidão e exclamou sobre Jesus: “Estou inocente do sangue deste homem justo. Esta é uma questão vossa!”

Embora tivesse o poder (como interventor e governador da Judéia) de libertar, ele decidiu lavar as mãos para fugir a sua responsabilidade, se isentando de qualquer culpa ou prejuízo.

Agora, esqueça o lado religioso desse episódio e reflita…

Essa história se torna mais interessante quando sabemos que um estudo da revista Science revelou que a lavagem das mãos está associada intimamente com a absolvição da culpa da mente, podendo apagar dúvidas sobre as escolhas diárias.

E é esse o ponto que eu quero chegar: quantas vezes andamos “lavando as mãos” apenas para não tomar decisões ou para justificar uma escolha?

Isso já aconteceu com você?

Comigo, várias vezes…

É que tem decisões que não são fáceis de tomar… assim, lava-se as mãos e empurra-se com a barriga na esperança de que o problema se resolva.

Como se isso acontecesse fácil…

Infelizmente, uma hora, a “fatura” vem e temos que “pagar” pelas nossas decisões tomadas…

Ah, e não devemos esquecer de que não tomar decisão também é uma decisão: você está decidindo não agir.

Outra coisa: se você não decide, alguém pode decidir por você.

Ouvi certa vez que muita gente, mesmo tendo as mãos lavadas, não está limpa. Faz sentido…

Reflita, agora, se você tem alguma decisão importante e anda empurrando com a barriga:
– O que anda lhe impedindo:
– O que você pode fazer a respeito?

Se possível, faça uma lista de opões do que você pode fazer para resolver essa questão. Não economize criatividade e, acima de tudo, não faça pré-julgamentos.

Em seguida, veja os prós e contra de cada uma: o que você perde e o que você ganha.

Agora, está nas suas mãos: se toma a decisão ou se lava as mãos mais uma vez.

É isso! Agora, deixa o seu comentário aí embaixo.

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Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach


♥ VOCÊ SE PERMITE…?

Toda vez que fico em frente ao computador para escrever um artigo, eu me pergunto sobre o que pode ser interessante compartilhar que, de alguma forma, contribua com a melhoria de vida das pessoas que seguem comigo nessa jornada…

Algumas escolhas recaem sobre aprendizados nos meus estudos de desenvolvimento humano; outros dos fatos que vejo e/ou vivencio; uns vêm de conversas com amigos; e tem, ainda, os que me foram despertados de várias maneiras: ao assistir a um filme ou palestra, ao ler um livro e folhear uma revista, dentre outros.

O texto de hoje é uma mistura: tem por base um aprendizado anterior, mas que foi despertado pela fala de um colega. Estava guardado lá no fundo do baú da memória… e, na verdade, tem o foco em uma simples palavrinha: PERMISSÃO.

A reflexão começa pela pergunta que é título desse artigo: você se permite?

A pergunta é importante porque muita gente não se permite e, com isso, perde muita coisa na vida. Vou explicar…

Imagine uma pessoa que, no trabalho, é mandada para outro prédio da empresa, sem que isso represente um ganho de salário. Ao chegar lá, ela sente falta dos colegas da sala anterior, não conhece ninguém, ainda não está acostumada com a nova rotina e fica super chateada.

E tá tudo bem com o fato dessa pessoa se sentir chateada… É o que ela está sentindo, mesmo (mas sabemos que alguns fingem não sentir).

A partir daí, ela tem alguns caminhos a seguir.

Um deles é começar a achar o trabalho uma porcaria e iniciar a sessão resmungo: se lastima da má sorte de ter sido mandada para lá, não quer fazer amizade com ninguém e vai ficando cada vez mais chateada…

Outro é deixar esse sentimento apenas fluir de maneira natural… vir e ir embora. A partir de então, ela pode começar a se permitir a fazer novas amizades e até a gostar desse novo desafio.

Exatamente isso tem acontecido agora com alguns amigos meus: com a crise, muitas empresas fecharam setores e quem não foi demitido foi enviado para um novo setor, alguns até em cidades diferentes.

Comigo mesmo, aconteceu algo assim, há cerca de oito anos atrás. Eu era gerente de marketing de um shopping center e fui destacada para trabalhar em outro setor do mesmo grupo empresarial, em um prédio bem distante do shopping e fazendo um novo serviço.

Mas, aqui, eu não quero falar apenas de trabalho…

Pense bem: quantas vezes uma situação semelhante a essa – estar em um local/situação que não quer/gosta – não aconteceu com você? Seja no que for: uma festa que só toca músicas de estilo que você não gosta; uma reunião chata (tipo de condomínio); uma viagem de negócio decidia às pressas sem tempo de planejar nada; uma mudança de estado civil e/ou de residência…?

Como você se sentiu?

Você se permitiu sentir raiva, tristeza, chateação… etc.?

Você se permitiu deixar esses sentimentos virem e irem embora de maneira fluida e natural?

E se permitiu abrir-se a novas possibilidades na sua vida a partir dessa nova situação?

Quando não nos permitimos sentir e ficamos “brigando” contra esse sentimento, mais forte ele fica dentro de nós. Lembre-se do que já falamos aqui: tudo que colocamos nosso foco, amplia. Então a saída não é por aí…

É sempre importante lembrar que permitir-se é o primeiro passo para superar qualquer obstáculo e alcançar o que se quer. Permita-se!

Ah, detalhe que eu quero compartilhar com você: eu tremi nas bases quando deixei o trabalho no shopping, que eu tanto amava. Mas superei ligeirinho e, hoje, não passa nem longe pela minha cabeça a ideia de voltar para lá algum dia.

Tenho um segredo que faço toda vez que me vejo em uma situação de raiva, tristeza, chateação, especialmente quando é por conta de alguma mudança que eu não queria ou não estava preparada para ela. São 4 passos:
– primeiro, eu me permito conhecer a nova situação a fundo e sentir o que passar pelo peito (veja que eu disse PASSAR: vem e vai);
– depois, eu me permito ver as novas possibilidades a partir dessa nova situação;
– na sequência, eu me permito ficar “apaixonada” pela conquista que posso ter dentro dessas novas possibilidades;
– finalizo me permitindo mergulhar de cabeça para chegar a esse objetivo que quero conquistar.

Essa é a minha maneira. Descubra a sua!

Fácil? Nem sempre. Mas tudo é uma questão de hábito. Comece dizendo várias vezes para si: Eu me permito (tal coisa). Repita até que, realmente, sinta isso de verdade.

Por hoje é só! Agora, deixa o seu comentário aí embaixo :). Se gostou, aproveita para compartilhar com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach


♥ QUAL É A SUA RELAÇÃO COM O TRABALHO?

O filósofo chinês Confúcio (551 a.C.- 479 a.C.) dizia: “Busque um trabalho que você ame e nunca mais terá que trabalhar um dia em sua vida”.

Isso é muito legal e vejo que, cada vez mais, as pessoas procuram um trabalho assim…

Só que esse pensamento também dá margem para duas questões importantes… e é o que vamos refletir juntos aqui.

O primeiro deles é que, em um país com crise econômica, instabilidade política, conflitos sociais e desemprego galopante, muita gente está trabalhando no que aparece. Muitos, inclusive, bem diferente da formação que fez ou do talento que tem. É uma questão de necessidade. E aquela história de trabalhar com o que se ama vai ficando cada vez mais distante.

Para elas, talvez o importante hoje seja encontrar alegria na obrigação. E isso pode vir do propósito: ver nesse trabalho, que pode até não gostar muito, uma finalidade clara: pode ser sobreviver, passar essa “tempestade” e até mesmo juntar uma grana para depois fazer o que realmente quer.

A outra questão tem mais a ver comigo, que tive a sorte de só trabalhar onde e com que eu gostava. O problema aqui é o necessário equilíbrio.

Por anos a fio, eu mergulhava nos meus trabalhos e até esquecia do tempo. Cansei de ultrapassar meus limites físicos para garantir que aquele trabalho que eu amava fazer ficasse “perfeito”.

Naquela época, ser chamada de workaholic – viciada em trabalho – era até um elogio para mim. E, confesso, consegui muito do que sou e tenho hoje consegui graças a esse estilo de trabalhar: os bens materiais, a credibilidade… e também os problemas de saúde.

Exatamente isso: o trabalho em excesso pode gerar problemas de saúde e tem levado muita gente a consultórios de analistas e a grupos de auto ajuda. Tem até um programa no Reino Unido chamado de Workaholics Anônimos (WA), que tem muita semelhança com o já conhecido Alcoólicos Anônimos (AA).

Aliás, tem até um ditado inglês que diz: “All work and no play makes Jack a dull boy” (trabalhar sem parar e nunca brincar faz de Jack um sujeito sem graça).

O pior é que o isso ainda não é considerado oficialmente uma doença (nem é reconhecido pelo Manual de Distúrbios Mentais) e não tem muitas pesquisas nessa área. Mas existe. Ah, se existe!

Mais: vem piorando graças a tecnologia e o acesso fácil a e-mails e redes sociais da empresa onde quer que se esteja.

Segundo o jornal Extra, que produziu uma reportagem especial sobre o assunto, “Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR) mostrou que 23% dos profissionais brasileiros têm tendência ao “workaholismo”, como também é chamado o vício em trabalho. Entre executivos que ocupam altos cargos, o índice chega a espantosos 90%, conforme apontou um estudo do Centro Psicológico de Controle do Stress (CPCS) feito há cerca de três anos”.

Na reportagem, o psiquiatra Roberto Shinyashiki, diz que é preciso diferenciar o worklover (aquele que ama o trabalho) do workaholic: “O worklover trabalha muito, mas também relaxa e se diverte muito. O workaholic não consegue se divertir nem relaxar e, principalmente, tem dificuldade de se relacionar com as pessoas”.

Estas são pessoas que deixam de tirar férias ou tiram pouquíssimos dias (esquecem que o cérebro precisa de descanso), comem um lanche rapidinho (muitas vezes enquanto trabalham), deixam de ir alguns eventos sociais, quase nunca se desligam do trabalho.

E não estão aproveitando o que conquistaram

O X da questão é saber se você é workaholic ou worklover. Para isso, é bom se observar e se conhecer mais. Porque o comum é que o viciado em trabalho não admita que está com problemas. Em geral, só descobre quando adoece. Sabe aquela história de que quando você não para, o seu corpo pode lhe parar? É por aí…

Reproduzi, no final deste artigo, um questionário feito pelo Extra para você saber se é workaholic. Faça o teste!

Outra questão que devemos observar é a cobrança com os filhos. A psicóloga Marilda Novaes Lipp, diz que as práticas adotadas por pais na educação dos filhos estão contribuindo para que mais pessoas se viciem em trabalho: “As crianças modernas estão sempre em alguma aula, se preparando para uma vida de ocupação. Os pais estão ensinando que o lazer não é importante”.

Tudo isso passa por algo que já falamos muito aqui: crença. O workaholic acredita que essa é a única (ou a correta) forma de se trabalhar. E isso se torna uma verdade para ele, que vai procurar argumentos para justifica-la… e fica cego quanto os contraditórios.

Nessa história toda, é sempre bom lembrar que, como em tudo na vida, o equilíbrio é o ponto central. Quanto a esse aspecto, o filósofo Mário Sérgio Cortella lembra que “É evidente que você precisa se dedicar à carreira, mas não pode deixar que apenas um aspecto da vida obscureça todos os demais. É preciso buscar um equilíbrio entre as diversas faces da existência. E esse equilíbrio é igual ao necessário para andar de bicicleta: você precisa estar sempre em movimento para não cair. Equilíbrio significa ser capaz de ir aos extremos sem se perder neles… Uma pessoa que passa o tempo todo obcecada pela carreira está adoentada. É preciso cautela, porque isso vai torná-la infeliz. Há momentos na vida em que você vai se dedicar mais aos filhos do que à sua carreira. Em outros, você precisará trabalhar por 12,13 horas por dia e ficará menos tempo com a família. O importante é não se perder nos extremos, mas saber transitar entre eles”.

Ah, eu disse no começo que ERA workaholic. Deixei de ser. Essa foi uma das mudanças que eu fiz na vida depois de ter feito um Processo de Coaching, aliás, Autocoaching – o mesmo que hoje ensino as pessoas a fazer no Dia de Coaching.

É isso! Agora, deixa o seu comentário aí embaixo.

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Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach


♥ REFLITA: O QUE AINDA DÁ PRA FAZER?

No último sábado, entramos no mês de julho. Já se passaram 6 meses de 2017… e faltam exatamente 6 meses para ele terminar.

Em datas como essa, eu costumo refletir sobre os passos que dei durante o ano e lhe convido a fazer o mesmo:
– Terei feito o meu melhor para garantir que este seja um ano produtivo?
– Se sim, como posso maximizar isso nos meses que estão por vir?
– Se não, o que me impediu? E o que ainda posso fazer para mudar esse quadro?

Ainda no 1º de julho, eu estava assistindo a versão brasileira do programa “Quem quer ser um milionário?”, quando me lembrei do filme que leva esse nome.

Se você não o assistiu (e eu super recomendo), é uma bela história de amor, simples, forte, marcante e envolvente.  Na película, Jamal Malik, de 18 anos, vem de uma família das favelas de Mumbai, Índia, e está prestes a ganhar o prêmio de 20 milhões de rúpias no programa “Quem Quer Ser Um Milionário?”, um feito que nenhum participante jamais conseguira até então. Como é visto por toda a população através da televisão, Jamal acaba sendo preso por suspeita de trapaça. Afinal, como um rapaz que morou toda a vida na rua pode ter conhecimento suficiente para vencer o jogo? Teria ele roubado? Ou seria apenas sorte? Para provar sua inocência, Jamal começa a contar a sua história e de onde ele tirou a resposta para cada uma das perguntas, relembrando da sua infância com seu irmão na favela e falando da sua paixão pela jovem Latika.

O detalhe interessante é que esse filme, rodado totalmente na Índia e com um elenco desconhecido, tornou-se o grande vencedor do maior prêmio de Hollywood de 2009: “Quem Quer Ser Um Milionário?” arrebatou nada menos do que oito dos dez Oscars a que estava indicado: melhor filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, mixagem de som, edição, trilha sonora original e canção original.

Pense num filme espetacular!

O melhor é que podemos tirar muitas ideias ao assisti-lo, o que pode potencializar a reflexão que propus no início desse artigo. A principal delas é algo que ouço muito de meus mestres: Tudo o que lhe acontece tem um propósito! Mas eles afirmavam claramente que você precisa se superar para conseguir “aproveitar”  quando a hora certa chegar. Se você se dispersar por um instante, pode colocar tudo a perder.

No filme, Jamal sabia as respostas das perguntas porque ele era um grande observador daquilo que acontecia a sua volta. E mostra que capacidades como observação, concentração, boa memória, perspicácia, jogo de cintura, determinação e persistência tornam-se cruciais para o sucesso ou fracasso de qualquer jornada.

É no mundo que ele encontra as respostas para as perguntas do jogo… e da sua própria vida.

Então, o convite aqui é para que você aprenda a observar suas ações e suas atitudes, bem como o que acontece com você, sempre verificando os fatos que se repetem ao longo da sua vida. É que tudo tem uma lição e um ensinamento a nos oferecer, ainda que não entendamos e só a utilizemos no futuro.

É sair do “Por que isso aconteceu comigo?” e ir para o “Para que isso aconteceu comigo?”.

Lembro que no meu curso gratuito de autoconhecimento, “Conhecendo por dentro, conquistando por fora”, tem um vídeo onde eu abordo essa questão bem a fundo.

É importante dizer que quando aprendemos com o que acontece conosco, deixamos de cair na mesma esparrela várias vezes…

Lembre-se que o nosso cérebro aprende pela experiência e a repetição gera o hábito.

Outra reflexão que podemos tirar do filme é que Jamal revela suas ambições e deixa claro que seu amor por Latika era o seu “Bem Maior”.

E você, qual é o seu bem maior? Ou, em outras palavras: Pelo o que você luta?

Finalizo lembrando que somos os únicos responsáveis pelas escolhas que fazemos na vida e, mais: como é incrível a nossa capacidade de recriar a própria realidade.

Aproveite essa data que marca o meio do ano para refletir sobre o que passou e o que você pode fazer daqui para a frente para criar uma realidade onde você realize o que quer e, ao final de dezembro possa dizer: esse ano tinha tudo para ser ruim, mas foi fantástico!

É isso! Agora, deixa o seu comentário aí embaixo.

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Suzane Jales,
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♥ DIANTE DE ALGO, VOCÊ PERGUNTA SE QUER OU PRECISA DELE?

Recentemente, eu vi uma discussão entre formadores de opinião sobre a felicidade, que aconteceu em um programa de TV. Achei muito interessante e decidi compartilhar com você alguns pontos dessa discussão.

Nela, muito se falou da confusão que fazemos entre desejo e necessidade, sobretudo porque a indústria do consumo nos confunde o tempo todo ao criar desejos artificiais que são vendidos como necessidades sem as quais não poderemos ser felizes.

Na discussão, ficou claro que a gente sofre muito mais porque as coisas não são como a gente gostaria que elas fossem. Assim, felicidade tem a ver com a expectativa que se tem daquilo que se procura alcançar na vida.

E ultrapassar essa questão tem a ver com autoconhecimento – que foi citado com o mais difícil dos conhecimentos. É que quanto mais distante estamos de nossa essência, mais difícil entender o que é, realmente, uma necessidade e não um desejo em nossa vida.

Fomos lembrados que podemos ser “orientados” pelos outros do que é bom pra nós… mas quando conseguimos definir isso, nós mesmos, descobrimos a chave de vários problemas…

A grande questão é que confundir desejo com necessidade é um dos principais obstáculos do nosso equilíbrio interior, da nossa harmonia e, por conseguinte, da nossa felicidade.

E essa confusão não é só quanto a questões materiais. Muitas vezes, a carência afetiva nos leva a acreditar que “precisamos” de um determinado relacionamento para ser feliz.

Quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra!

Na discussão, o Lama Michel, que era um dos debatedores, lembrou que “a felicidade não é um objetivo que a gente tem que alcançar, mas é um estado interior que a gente pode desenvolver dentro de nós”. Pra ele, o objetivo é, dentro desse contexto, estar bem consigo mesmo e com os outros que estão à sua volta, independentemente de onde estiver, com quem estiver e em qual contexto se encontrar.

Não é fácil chegar nesse ponto, não!

Mas Lama Michel lembrou que existem pequenas coisas que podem nos ajudar a diferenciar o que queremos (desejo) do que precisamos (necessidade): “Diante de algo que eu vou comprar, ou diante de um objeto que eu tenho em casa, ou diante de qualquer coisa, é fazer essa simples pergunta: eu quero ou eu preciso? Se eu preciso, vamos fazer o que é necessário para obtê-lo. Se eu quero, se der e não for muito difícil, tá bom; mas se isso tiver que levar um grande esforço e tiver um preço a se pagar muito grande… como a minha saúde, o meu tempo, a minha saúde emocional e todo o resto, aí não vale a pena.”

Ele diz também que outra coisa importante é a aceitação: “Aceitação quer dizer colocar a nossa energia na solução e não ficar preso no problema… É dizer: estou diante de uma situação que eu não gosto e, em vez de ficar reclamando, procurando culpado e ficar apenas preso ao problema, a gente precisa, na verdade, é dar um passo pra trás, ver qual é o tamanho dele e ver por onde eu posso passar. Ou seja: colocar a nossa energia na solução”.

Isso eu tenho falado muito aqui, não é verdade? Foco na solução, sempre!

Mas, e se ainda não se tem solução?

Lama Michel responde: “Abra a mente, relaxe e espere para que algo surja”.

É isso! Achei muito legal esses ensinamentos do Lama Michel , um monge budista brasileiro que, desde os 12 anos despertou para sua espiritualidade. Hoje, vive pelo mundo e é respeitadíssimo.

Agora, aproveite para deixar o seu comentário sobre essa discussão aí embaixo.

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Suzane Jales,
sua coach


♥ COMO MUDAR O FOCO DE FORMA IMEDIATA

Um amigo contou-me sobre um professor dele que tinha um hábito muito interessante: procurar erros de português nas provas dos alunos. E olhe que ele era professor de matemática.

Meu amigo diz que ele às vezes nem conseguia enxergar a forma que os alunos haviam resolvido a questão: conferia se o resultado estava certo… e se concentrava na parte escrita da resposta para ver se tinham erros. Aí ele marcava com caneta vermelha e colocava ao lado a forma correta de escrever.

Sabendo disso, os alunos aproveitavam para “colar” a resposta final e faziam um cálculo qualquer para disfarçar. Alguns, até cometiam erros de português de forma proposital, para atrair o foco do professor…

Entenda, não acho que querer que os alunos escrevam de forma correta seja algo ruim, muito pelo contrário: é louvável. O problema se dá na forma como isso era feito e que tornou-se o foco exclusivo do professor.

Lendo essa história pode-se pensar que esse professor era muito bobo, não é verdade? Mas, quantas vezes não agimos dessa mesma forma?

Você não acredita?

Então, lembre-se de quantas vezes você ficou com o seu foco nos problemas e nem sequer conseguia ver as soluções que existiam…

E aí vem o medo de não conseguir resolver o problema, a tristeza, a ansiedade… Enfim, o problema vai aumentando e vira uma grande bola de neve que se retroalimenta.

Estranho pensar que tem gente que age assim, mas é a pura verdade. E muitas vezes nós agimos assim!

Mas, o que fazer para melhorar o foco?

Já abordei esse tema outras vezes e dei dicas de como faço isso. Hoje, tenho mais uma dica bem interessante para compartilhar com você: mudar o foco para os pés.

Isso mesmo!

A autora do livro “The Charisma Myth” (O mito do carisma), Olivia Fox Cabane, dá como sugestão para melhorar o foco e a concentração algo bem simples: colocar nosso foco nos dedos de nossos pés na hora que sentirmos que estamos “divagando” à ermo…

Parece brincadeira, mas é isso mesmo. Ela diz que esse gesto aparentemente simples ajuda a colocar rapidamente a nossa atenção no “agora”, o que melhora o nosso foco.

Eu faço algo parecido quando estou meditando: quando sinto que começo a ser levada pelos pensamentos, trago meu foco para a entrada/saída de ar nas minhas narinas. Volto a minha conexão no mesmo instante.

Se você quer fazer algo a mais, eu tenho um curso express que ensina uma técnica que vai ajudar você a ter mais presença, centramento e consciência das diversas partes de seu corpo, o que ajuda muito a melhorar o foco e a concentração: Minicurso Relaxamento e Consciência Corporal.

Ele é acessado através de uma Área de Membros Exclusiva na Internet e tem uma vídeo-aula e um  áudio em MP3. Esse áudio você pode baixar e ouvir onde quiser (inclusive no celular). Tudo muito prático e de fácil assimilação. O curso express custa R$ 27,00 e pode ser pago em até duas vezes no cartão.

É isso! Aproveita e deixa o seu comentário aí embaixo.

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Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach


♥ EM BUSCA DA NOSSA ESSÊNCIA

Em “Barca de Gleyre”, obra que reúne a correspondência ativa de Monteiro Lobato com o escritor mineiro Godofredo Rangel, entre 1903 e 1943, o criador de Sítio do Pica-pau Amarelo dá um conselho para o amigo: “Seja você mesmo, porque ou somos nós mesmos ou não somos coisa nenhuma”.

Essa é uma verdade inconteste.

Ainda assim, é impressionante ver como muita gente ainda se veste, trabalha, fala, pensa… enfim, fazem sua existência segundo a opinião dos outros. São pessoas que vivem de aparência… Só esquecem que você É o que você FAZ e não o que você PENSA que é, o que você DESEJA ser ou o que você DIZ que é.

Isso está às nossas vistas todos os dias, concorda?

Tem também aquelas que fingem ser um tipo de pessoa para esconder algo que elas não gostam. Por exemplo, aquela pessoa que diz: “Eu não sou preconceituoso, MAS…” e completa a frase com algo preconceituoso. É isso: essa pessoa pode falar mil vezes que não é preconceituosa… e isso não a torna sem preconceito. Porque é algo que está impregnado internamente nela. Só que como é politicamente incorreto, ela finge que é assim.

Finge e acredita no seu fingimento.

Mas é preciso citar também aqueles que não vivem seguindo os ditames dos outros, mas ainda não aprenderam a enxergar e dar valor ao seu próprio conteúdo. Estão numa espécie de limbo.

Tenho um amigo que diz não conseguir seguir em frente em alguns aspectos de sua vida porque se sente como se estivesse num palco, sem ter repertório. E vive em busca dessa sua essência que não consegue ver. Na minha percepção, qualquer um que lhe conheça bem sabe que ele tem um repertório enorme, apenas não acredita nele.

E se não acredita, é como se ele não existisse mesmo.

Em todos os casos que citei, no fundo, no fundo, são pessoas tristes. Afinal, nada é mais doloroso do que o peso de afastar-se de sua essência e até carregar um “outro” dentro de si.

O bom é saber que este caminho tem volta. Pode até não ser muito fácil, mas é possível encontrar um retorno, sim!

Os passos passam por auto-observação, reconhecer esse distanciamento de si e, claro, ação de ir em busca de sua essência.

Vamos falar de cada um deles. E vamos fazer isso através das palavras do psiquiatra, escritor e palestrante Roberto Shinyashiki.

Auto-observação: “Se você perceber o que acontece em sua vida, vai observar que existe um padrão de sucesso e outro de fracasso.” (Roberto Shinyashiki)

Cabe a nós fazer essa auto-observação sem julgamentos. O bom é que isso seja feito com o sentimento de acolhimento e carinho. Seja carinhoso(a) com você!

Reconhecimento: “Na simplicidade aprendemos que reconhecer um erro não nos diminui, mas nos engrandece, e que as pessoas não existem para nos admirar, mas para compartilhar conosco a beleza da existência”. (Roberto Shinyashiki)

Aqui, Shinyashiki fala em erro, mas podemos estender também como passos que damos que nos levam para longe de nossa essência. É importante que, depois da auto-observação, possamos, de verdade, reconhecer esses “passos em falso”. Mais: entender que é preciso fazer algo a respeito.

Ação: “A grande verdade é que você é a pessoa que escolhe ser. Todos os dias você decide se continua do jeito que é ou muda. A grande glória do ser humano é poder participar de sua auto-criação” (Roberto Shinyashiki)

É… todo dia é dia de decisão. Que tal dar uma mexida na sua vida? Então, comece fazendo as perguntas poderosas de Coaching:
– O que quero ao invés disso?
– Que passos posso dar para conseguir?
– O que está me impedindo?
– O que vou fazer a respeito?

Finalizo esse artigo ainda com as palavras de Roberto Shinyashiki: “Seja uma pessoa que valoriza a essência, não a aparência, cultive os valores mais profundos e não caia na tentação de se tornar um ‘super’ em um mundo de estrelas sem brilho próprio”.

É isso! Aproveita e deixa o seu comentário aí embaixo. Se gostou, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach


♥ “A BASE DE UM CÉREBRO SAUDÁVEL É A BONDADE”

Quantas vezes você não se pegou tendo um desânimo quanto ao futuro por conta dos últimos acontecimentos, não só no Brasil, mas em todo o mundo? Muita gente acredita até que é difícil manter uma vida saudável com tantas notícias ruins que povoam nosso cotidiano… e terminam nos atormentando.

Por isso, resolvi pesquisar um pouco e cheguei até o trabalho do PhD em neuropsicologia, pesquisador na área de neurociência afetiva e membro do conselho do Foro Econômico Mundial de Davos Richard Davidson que afirma: “uma mente calma pode produzir bem-estar em qualquer tipo de situação”. É sobre o trabalho dele o foco do nosso artigo.

Em uma entrevista publicada no site do La Vanguardia, ele é categórico ao dizer só poderemos reduzir o sofrimento no mundo se a política se basear naquilo que nos une: “Acredito na gentileza, na ternura e na bondade, mas temos que nos treinar nisso”, afirma.

Então dá pra treinar isso? Essa é uma boa notícia!

Até 1992, Davidson se dedicava a investigar os mecanismos cerebrais ligados à depressão e à ansiedade: “Quando me dediquei a investigar, por meio da neurociência, quais são as bases para as emoções, fiquei surpreso de ver como as estruturas do cérebro podem mudar em tão somente duas horas”, diz Richard Davidson.

Foto: Jeff Miller

Ele e sua equipe levaram meditadores ao laboratório; e antes e depois da meditação, tiraram uma amostra de sangue deles para analisar a expressão dos genes. Com isso, ele viu, por exemplo, como as zonas com inflamação ou com tendência à inflamação tinham uma abrupta redução. Essas foram descobertas muito úteis para tratar a depressão.

Mas, em 1992, ele conheceu o Dalai Lama que fez o que muito falo nos artigos que escrevo: mudou o foco do pesquisador do problema para a solução…

“Admiro seu trabalho, mas acho que você está muito centrado no estresse, na ansiedade e na depressão. Nunca pensou em focar suas pesquisas neurocientíficas na gentileza, na ternura e na compaixão?”, disse-lhe Dalai Lama. A partir daí, isso passou a ser o centro da pesquisa de Richard Davidson.

E ele fez grandes descobertas nesse campo, jamais citado em um estudo científico. Descobriu, por exemplo, que há uma diferença substancial entre empatia e compaixão e os circuitos neurológicos que levam à cada uma delas sãos diferentes.

É bom lembrar que a empatia é a capacidade de sentir o que sentem os demais. Já a compaixão é ter o compromisso e as ferramentas para aliviar o sofrimento dos outros. “Umas das coisas mais interessantes que tenho visto nos circuitos neurais da compaixão é que a área motora do cérebro é ativada: a compaixão te capacita para agir, para aliviar o sofrimento”, revela Davidson.

Mas ele mesmo diz que umas das coisas mais importantes que descobriu é que gentileza e ternura é algo que se pode treinar em qualquer idade: “Os estudos nos dizem que estimular a ternura em crianças e adolescentes, melhora os resultados acadêmicos, o bem-estar emocional e a saúde deles”, revela.

E Richard Davidson ensina como fazer esse treinamento passo a passo: “Primeiro, levando a mente deles até uma pessoa próxima, que eles amam. Depois, pedimos que revivam um momento em que essa pessoa estava sofrendo e que cultivem o desejo de livrar essa pessoa do sofrimento. Logo, ampliamos o foco para pessoas não tão importantes e, por fim, para aquelas que os irritam. Estes exercícios reduzem substancialmente o bullying nas escolas”.

Ele nos lembra que fechar-se nos próprios sentimentos e pensamentos é uma das causas da depressão, por isso, está empenhado em implementar no mundo o programa Healthy Minds (mentes saudáveis) que tem como pilares a atenção; o cuidado e a conexão com os outros; o contentamento de ser uma pessoa saudável; e ter um propósito na vida.

Richard Davidson diz que é preciso levar às pessoas o que a ciência sabe sobre o bem-estar: “A base para um cérebro saudável é a bondade. E treinamos a bondade em um ambiente científico, algo que nunca tinha sido feito antes… Tenho mostrado a eles, por exemplo, o resultado de uma pesquisa que temos realizado em diversas culturas diferentes: se interagirmos com um bebê de seis meses usando fantoches, sendo que um deles se comporta de forma egoísta e o outro de forma amável e generosa, 99% dos bebês prefere o boneco que coopera”, relata.

Ele vai além e diz que cooperação e amabilidade são inerentes às pessoas, mas que isso é algo frágil e se não são cultivadas, se perdem. “Por isso, eu, que viajo muitíssimo (o que é uma fonte de estresse), aproveito os aeroportos para enviar mentalmente bons desejos a todos com quem cruzo no caminho, e isso muda a qualidade da experiência. O cérebro do outro percebe isso. A vida é só uma sequência de momentos. Se encadearmos essas sequências, a vida muda”.

Reflita sobre isso e, se concordar, que tal colocar em prática?

Aproveita e deixa o seu comentário aí embaixo. Se gostou, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach


♥ SOBRE OS OUTROS E NOSSOS SONHOS

“Nós não precisamos de muita coisa. Só precisamos uns dos outros e de sonhos”. Essa foi a frase de Carlito Maia que ficou martelando na minha cabeça durante toda a semana… Como entender isso da maneira mais clara e cristalina possível?

Fiz o que mais gosto: além de pensar bastante sobre o assunto, pesquisei em livros e na internet. Encontrei em duas figuras bem diferentes, mas ambas iluminadas, as indicações de que Carlito Maia está certíssimo. E é essa minha reflexão que quero compartilhar com você.

Osho nos lembra que “Cada relacionamento é um espelho; ele revela sua identidade a você”.

Lembra como você sente compaixão quando vê uma pessoa sofrendo, passando necessidade? O outro revelou esse sentimento que existe em você. É por isso que o outro funciona como um espelho: mostra o que tem dentro de você.

Mas não é só revelado o seu lado bonzinho. Ele mostra também as sombras que você tenta esconder (dos outros e de você mesmo!).

Ah, e aqui, cabe lembrar de todos os relacionamentos que você tem e não apenas os amorosos. Por exemplo, como estão os relacionamos com os seus colegas de trabalho?

É que não adianta ser bonzinho com a pessoa que você ama e viver “puxando o tapete” dos colegas no ambiente do trabalho, seja por inveja, medo ou outro sentimento qualquer.

Ah, Suzane, mas é que o fulano me desperta uma raiva danada por isso, aquilo… BINGO! Aí está o que essa pessoa revelou da sua identidade.

Deu para entender?

É claro que, em algumas ocasiões, é preciso se isolar, fazer uma introspecção, para um trabalho de autoconhecimento. Mas isso não elimina a importância do outro tem em nossa vida.

Aliás, o Papa Francisco diz: “Ninguém se salva sozinho”.

Perfeito! A gente precisa do outro para enxergar essas máscaras que vamos colocando ao longo da vida. Se quiser enxergar, é claro 🙂

E aqui entra outra importante parte da reflexão: que “salvação” é essa que ele fala?

O Papa Francisco é católico, mas podemos extrapolar, lembrando que a palavra latina de onde se deriva a palavra portuguesa “salvar” é salvare, que se refere a qualquer tipo de salvamento. No sentido teológico, é livrar de algum perigo ou mal, incluindo aí a do “juízo final”, juntamente com a provisão de bem-estar espiritual e que é definido de muitos modos nos vários sistemas religiosos, como iluminação, essência divina… Afinal é para isso que estamos neste mundo, não é verdade?

E já que estamos neste mundo, vamos continuar por aí nossa reflexão…

O Papa Francisco disse em Cuba: “A capacidade de sonhar é o que nos torna capazes de trabalhar por um mundo melhor. Quanto maior é a capacidade de sonhar, mais seremos capazes de realizar”.

E Osho complementa: “Esteja aberto aos sonhos.”

Nem preciso dizer o quanto acho importante sonhar. Para mim, o sonho é o combustível da vida. Mas o que eu tenho visto de gente que tem medo de sonhar, de se entregar e que coloca limite nos seus sonhos, não está escrito.

Lembro que sonho não precisa ser realista. Sonho é sonho. Realista é o planejamento. Falamos neste blog sobre isso no artigo sobre a ESTRATÉGIA DISNEY.

Então não tenha medo de correr risco. Se você não correr risco atrás dos seus sonhos, como vai saber se eles valiam a pena ou não? Não desperdice a sua capacidade de sonhar e de realizar seus sonhos! Depois, pode ser tarde demais e você se arrepender…

Falando nisso, eu lembro o que disse Osho: “A vida é aqui e agora, esse instante mesmo. Se você sempre deixar o presente para o amanhã, você vai desperdiçar a sua vida.

É isso. E você, vai deixar para agir quando?

Agora, aproveita e deixa o seu comentário aí embaixo. E se gostou, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach


♥ O MEDO ESTÁ DO CONTROLE DE SUA VIDA?

Na última semana, por conta do meu aniversário, tive a alegria de conversar com vários amigos. Alguns que eu vejo sempre; outros, nem tanto…

Duas dessas conversas chamaram minha atenção e quero compartilhar com você porque, acredito, podem geram ótimas reflexões. Por razões óbvias, vou omitir os nomes. Vou chamá-los de João e José.

O primeiro que encontrei foi João. É amigo de longas datas. Tenho por ele um carinho enorme e uma admiração imensa pela sua integridade e inteligência aguçada. Suas tiradas são certeiras e precisas. Conversar com ele é sempre um privilégio.

Ele está sempre em movimento. Viaja muito. E aproveita bastante as oportunidades que aparecem. Creio que fez o que gostaria de ter feito ao longo da vida, ou pelo menos parte do que se propôs a fazer. Agora, já depois que entrou na fase dos ENTA (quarenta, cinquenta, sessenta, setenta…), disse que vive um ciclo diferente: “Eu acredito em inferno e céu e agora só quero salvar minha alma”. Isso é o que lhe move atualmente.

Depois, a minha conversa foi com José. Conheço-o há menos de dez anos, mas parecem décadas, tal a nossa sintonia.

Desde que nos tornamos amigos, ele me contou algo especial: sentia que tinha como Missão algo muito grande, embora ainda não soubesse definir bem o que era…. e esperava que com o tempo isso se revelasse.

Ele também já está na fase dos ENTA só que, diferente do meu outro amigo, gosta mais do seu cantinho, é muito mais quieto. Sempre preferiu não correr muitos riscos: tem medo do que possa encontrar. Ou melhor: diz ter medo das decisões que possa precisar ter que tomar com as coisas que possa vir a encontrar.

A conversa com ele é sempre um patamar acima e falamos de coisas que raramente converso com outras pessoas. Muitas vezes, eu recorro a ele quando preciso me aprofundar num tema… Sinto que ele é um ser iluminado, mas é só me lembrar dele que eu recordo da parábola sagrada: “não se acende uma candeia para se esconder debaixo da cama”. É por aí…

Aqui acaba a parte da conversa e vou mais fundo na parte da minha percepção…

Não pense que vou criticar a vida de nenhum dos meus amigos… longe de mim. Cada um escolhe como quer viver. Apenas vou compartilhar com você as reflexões que fiz a partir das nossas conversas e de algo que, acredito, os dois têm em comum: o medo.

Sinto, do fundo do meu coração que um age por medo; o outro paralisa-se por medo; e ambos acham que estão no controle de suas vidas… E isso pode estar acontecendo com você!

Essas duas conversas ficaram no meu pensamento por horas…

Peguei meu caderninho de anotações e vi que MEDO é exatamente o segundo ponto mais pedido na pesquisa que fiz com os participantes do projeto gratuito Coaching de Bolso sobre o que eu deveria abordar em meus artigos. Só lembrando, o primeiro foi ANSIEDADE, que falei em duas oportunidades:
Técnicas simples para combater a ansiedade e
Atitudes que controlam a ansiedade

Para mim, isso soou como um sinal. Sempre é assim que funciono (só sei escrever quando vem a inspiração).

E são vários os tipos de medo. Quando gravei a série Fatores que impedem você de conquistar o que quer (confira pesquisando a palavra FATORES no blog) lá estavam mais dois deles: o Medo de fracassar e o Medo do sucesso. Super recomendo que você confira.

Lembro que sentir medo é algo completamente saudável e natural, pois o medo costuma nos proteger de algum tipo de perigo quando nos sentimos ameaçados.

Hoje em dia, por exemplo, o que tem de gente com medo por conta da situação das empresas e do país, não está escrito. E esse medo é real…

O problema é o medo em excesso, quando ele atrapalha a nossa vida. É desse medo que estamos nos referindo…

Li certa vez uma frase de Thich Nhat Hanh que dizia: “A única maneira de aliviar o nosso medo e ser feliz é reconhecer nosso medo e olhar profundamente para sua fonte. Em vez de tentar fugir do nosso medo, podemos convidá-lo até nossa consciência e olhar claramente e profundamente”.

Depois dessa reflexão, fica a pergunta: O medo tem algum controle na sua vida?

Se sim, é hora de virar esse jogo a seu favor…

A grande dica para quem tem medo é investir em autoconhecimento. Sei que bato muito nessa tecla, mas é que essa é a melhor forma de conseguir forças e “munição” para enfrentar o que vier pela frente.

Finalizo compartilhando algumas ferramentas que são muito usadas para combater o medo. Confira a melhor para você e dê os primeiros passos. Importante: se o seu problema de medo for grande demais, procure um especialista para lhe ajudar.

  1. Meditação

Dedique um tempo a você mesmo, sentindo a sua respiração, aquietando a sua mente. Isso irá purificar a suas emoções e pensamentos, libertando-o do medo.

  1. Visualização Criativa

Imagine-se de forma bem clara e nítida enfrentando a situação que lhe causa medo e sentindo-se completamente curado.

  1. Linha do tempo

Volte o pensamento para o passado onde provavelmente tenha começado (desencadeado) o seu medo e busque tranquilizar a sua mente, deixando para trás o que passou. Gradualmente, vá avançando no tempo/espaço com o pensamento até o presente, imaginando a superação do medo e a visualização do futuro com a cura completa de qualquer sofrimento.

  1. Mudança de foco

Quando sentir medo, mude o foco de atenção. Tenha domínio sobre o foco da sua própria atenção. Escolha para onde você estará olhando, no que estará pensando e em que estará se concentrando. Passe a ser senhor de si próprio.

  1. Escrita

Anote os pensamentos e tente reorganizá-los no papel. Isso costuma ajudar a reorganizar a mente também.

  1. Respiração profunda

Normalmente, a pessoa que tem medo tende a ter um grau maior de ansiedade para lidar com o que lhe causa esse mal estar. Respirar profundamente, de forma serena e tranquila pode ajudar nesse processo de cura.

  1. Relaxamento corporal

O medo gera tensão mental e corporal. Nessas horas, saber relaxar o corpo pode ser extremamente útil nesse momento. Que tal colocar uma música e relaxar?

  1. Diminuir o diálogo interno

Sabe aquela “conversa interna” que temos conosco mesmo? Quem sente medo costuma ter esse diálogo interno muito “alto”. Em outras palavras, essa conversa (que é normal) fica um pouco intensa e nos impede de pensar de forma coerente. Então, diminua esse diálogo quando ele começar a incomodar.

  1. Modelagem

Técnica básica da programação neurolinguística (PNL) que consiste em observar uma pessoa que é bem sucedida naquilo que você quer conquistar. Então, se você tem medo de alguma coisa, observe alguém que não tem medo: Como ela lida com a situação? Como é sua postura corporal? Como é sua respiração? O que ela pensa sobre o tema? Como ela se sente?

É isso aí.

Aproveita e deixa o seu comentário. Vou adorar saber o que você achou.

E se gostou, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach


♥ QUEM GANHA O PRESENTE É VOCÊ

Dia 8 de maio meu aniversário e quem ganha o presente é você!

Ok! Eu sei que a frase é bem batida, mas eu sempre tive vontade de usá-la… 🙂

E cá estou eu!

E já que eu tinha vontade, pensei em fazer de uma maneira eficiente.

Assim, decidi, neste mês de maio, para comemorar meu aniversário, fazer uma oferta especial para propiciar às pessoas que me seguem e têm vontade de investir no autoconhecimento e dar uma mexida geral na vida e dar passos firmes em buscas de seus objetivos e fazer o meu programa Dia de Coaching (se você não conhece ainda o meu programa, que é 100% online e você tem 1 ano para fazer – mas pode concluir em 100 dias – clica aí e dá uma olhada) por um preço especial.

E é uma oferta mesmo imperdível, pois está por menos de um terço do preço e ainda dividido em até seis vezes.

Minha equipe achou que eu estava ficando louca. Mas é que além de meu aniversário, tem dia das mães. Aí já viu, né?

Então, se você ficou interessada, corre, porque essa oferta tem os dias contados: somente até o dia 31 de maio.

Veja aqui a oferta!

É isso!

Um super beijo e até a próxima!

Suzane Jales,
sua coach


♥ UMA EXCELENTE ESTRATÉGIA PARA REALIZAR SEUS SONHOS

Não sei se você viu a campanha da Samsung “Do What You Can’t” (ou seja: Faça o que você não pode fazer), lançada recentemente. Ao som do belíssimo Rocket Man, de Elton John, uma avestruz se afasta de seu grupo e, ao comer uns grãos que estão em uma mesa, acidentalmente, coloca um simulador de voo nos olhos… Aí começa a aventura: ela se imagina voando e sente como é boa essa sensação.

Ela vai além: acredita que isso é possível e começa a se preparar para voar… até o dia que consegue realizar seu sonho sob os olhos atônitos de todos da sua espécie que achavam que avestruzes não podiam voar (uma verdade biológica que ela não respeita).

No fim a mensagem de destaque no comercial é: “Nós fazemos o que não poderia ser feito, para que você faça o que não poderia fazer.”

Isso me lembrou da frase mundialmente famosa de Walt Disney: “Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade”.

Esse tema foi tão forte na vida desse grande realizador, que ele fundamentou todo seu pensamento empresarial da seguinte forma: “Eu sonho, testo os meus sonhos, mesmo contra as minhas crenças, ouso correr riscos e executo o meu plano para que esse sonho se torne realidade”.

Podemos mesmo resumir o pensamento de Walt Disney em quatro palavras mágicas: sonhe, acredite, ouse e faça.

Você não tem ideia do quanto isso me encanta!

Só que, para conseguir isso, Walt Disney não vivia com a cabeça nas nuvens ou esperando que as coisas caíssem do céu. Ele seguia uma metodologia própria, onde colocava toda a sua criatividade. Isso ficou conhecido como “Estratégia Disney”.

Essa estratégia é o que quero compartilhar com você hoje. Tenho certeza aprender isso vai lhe trazer um ganho nos seus projetos pessoais e profissionais.

Entretanto, não vai ser algo apenas teórico. A ideia é você já ir testando a estratégia em um projeto pessoal seu.

Topa? Se sim, vamos lá!

A ESTRATÉGIA DISNEY

A estratégia Disney utiliza-se basicamente de um CICLO com três diferentes perspectivas sobre uma questão ou plano que se quer fazer: o sonhador, o realista e o crítico.

Numa visão geral, o sonhador gera as novas ideias; o realista transforma essas ideias em expressões concretas; e o crítico vem para filtrar, estimular ou refinar o propósito final.

Perfeito!

Agora, caderno e caneta nas mãos, e simulador de voo nos olhos. Que tal sentir que você também pode realizar sonhos?

Lembrando: Se tiver dificuldade de fazer isso só, já sabe que pode contar comigo num programa de Coaching, certo?

Vamos lá? Bom voo!

O SONHADOR

O sonhador é o início de todo processo criativo. Disney tinha para essa primeira fase uma sala colorida, com diversas pinturas e desenhos pendurados nas paredes para lhe inspirar . Ali não tinha espaço para crítica: todo sonho era permitido… Não existia certo ou errado.

É aqui que se pensa no que se quer, estabelece as novas metas e avalia os possíveis ganhos, criando um quadro de como seria o projeto realizado. É a fase de sonhar…

FAÇA A SUA FASE DE SONHADOR(A):

  • Descreva em detalhes o seu sonho.
  • Descreva em detalhes como será sua vida quando você já tiver realizado seu sonho.
  • Qual é a razão para você querer isso?
  • Quais serão os ganhos e vantagens que você vai ter ao conquistá-lo?
  • Como é que isso vai beneficiar aqueles que estão próximos de você?
  • Em que prazo você espera conseguir conquistá-lo?

O REALISTA

A diferença entre as pessoas que realizam e aquelas que não saem do lugar é a capacidade de transformar sonhos em realidade. Para essa segunda fase, Disney tinha uma sala bem grande onde colocava todos conversando e procurando encontrar juntos a solução do que precisavam.

É aqui que entra a importância do realizador: ele procura o como fazer para especificar o objetivo em termos positivos a fim de operacionalizar o sonho. Ele estabelece parâmetros de tempo e marcadores de progresso, encontra alternativas para ver o sonho colocado em prática, planeja, orça, viabiliza parceria, certifica-se de que pode ser feito e mantido, transforma a fantasia em realidade.

FAÇA A SUA FASE DE REALIZADOR(A):

  • Como, especificamente, essa sua ideia será implementada para fazer esse sonho acontecer?
  • Quando você vai começar os novos passos propostos?
  • Como você vai saber que está avançando a cada passo?
  • Quais as fases que você vai implementar para conseguir realizar seu sonho?
  • Qual é a importância de cada fase do projeto?
  • Quando e como vai ser implementada cada fase?
  • Que recursos (tempo, pessoas, dinheiro, etc.) você vai precisar para fazer isso acontecer?
  • Quais são os critérios para avaliar o seu desempenho?
  • Qual o seu comprometimento com o resultado?
  • Esse seu comprometimento garante o resultado que você espera?

O CRÍTICO

Por fim, temos o papel do crítico. Para essa terceira fase, Disney tinha uma sala pequena, abaixo da escada. Era lá, naquela sala estreita que ele criticava a execução do projeto (e não o sonho – o que é uma grande diferença!).

Aqui não é hora do cricri que pega no nosso pé, mas do que avalia o trabalho feito para encontrar possíveis falhas, pontos fracos, desafios, problemas, ameaças ou onde pode dar errado. Tudo com a intenção de melhorar o planejamento e execução do projeto para o seu sucesso.

FAÇA A SUA ETAPA DE CRÍTICO(A):

  • O que é inadequado nesse seu projeto?
  • Quais são os pontos fracos do seu projeto?
  • Que problemas podem ocorrer?
  • Quem poderia se opor ao seu projeto?
  • O que você perde com a realização desse projeto?
  • Quem será afetado desfavoravelmente por ele?
  • Quando e onde ele pode não funcionar ou não ser desejável?
  • O que ainda pode faltar no seu projeto?
  • Falta algo ou tem mais alguma deficiência no seu projeto?
  • O que você precisa fazer para manter os ganhos do projeto?

O CICLO CONTINUA

Detalhe importantíssimo: a estratégia Disney é um CICLO. Assim, após ter completado o estágio do CRÍTICO mova-se de volta para o lugar do REALISTA. Avalie o plano feito com base nos comentários do CRÍTICO e veja o que pode ser feito, traçando um novo plano para realizar seu sonho.

Em seguida, volte para o lugar do CRÍTICO e avalie novamente o plano revisado, fazendo nova crítica. Volte para o REALISTA. Trace novo plano. Volte para o CRÍTICO e continue assim até não ter mais nenhuma crítica ao plano.

Então, fica assim:

SONHADOR →  REALISTA → PLANO FEITO →  CRÍTICO → REALISTA → PLANO REVISADO →  CRÍTICO → REALISTA → PLANO REVISADO →  CRÍTICO → REALISTA → PLANO REVISADO …

Outra coisa: se você fizer muitas vezes esses ciclo REALISTA→CRÍTICO e ainda tiver falhas, talvez precise voltar no sonhador e verificar se não está faltando algo que precise ser acrescentado no seu sonho… e o ciclo continua.

Depois de chegar a um PLANO ESPETACULAR, é só COLOCÁ-LO EM PRÁTICA. Como ele foi revisado várias vezes, a possibilidade de erros e problemas foi minimizada ao máximo.

Só fechando: essa é uma estratégia que pode ser usada de maneira pessoal ou em equipe.

É isso ai! Dá um trabalhinho, mas é uma técnica excelente.

Ah, deixa aí o seu comentário, tá legal? Vou adorar saber o que você achou.

Beijos mil e até a próxima!

Suzane Jales,
sua coach


♥ AMPLIANDO SEU MAPA DE MUNDO

Na semana passada, uma cliente de coaching (que chamamos de coachee) fez uma pergunta interessante: como posso ampliar meu Mapa de Mundo?

Achei o questionamento dela tão importante que decidi fazer esse artigo.

Mas, vamos ao início desse assunto, especialmente para quem está chegando a meu site agora: o que é Mapa de Mundo?

Lembra do mapa do Brasil, que você estudou na escola? Aquele mapa é uma representação do território brasileiro e, claro, não o território em si. Essa é a base de um dos pressupostos da PNL: O mapa não é o território.

Isso vale para nosso mundo pessoal. Cada um de nós conhece o mundo através dos nossos 5 sentidos. Assim, vemos, ouvimos, sentimos, cheiramos e provamos o gosto de que nos rodeia.

Só que estes sentidos funcionam como filtros. Vamos vivendo e filtrando tudo: isso eu gosto, aquilo eu não quero nem ver, aquela outra coisa eu não acredito, esse é igual a tudo que já vi, etc. etc. etc.

Em outras palavras: usamos nossos filtros e vamos dando sustentação para avaliações, crenças, julgamentos e conclusões.

Isso acontece por conta de vários fatores, como, por exemplo, a personalidade, a combinação pessoal de experiências e conhecimentos, a interpretação dada para as vivências, a maneira de lidar com as próprias emoções e as dos outros, o autoconhecimento, a autoconfiança, o otimismo, o pessimismo… e por aí vai.

Então, tudo o que nós conhecemos do mundo externo, que a PNL chama de território, aprendemos de mapas internos que fazemos deste território. Está criado o nosso Mapa de Mundo.

Só fechando: o mapa que eu faço do mundo externo é diferente daquele que você faz do mesmo mundo. É que a realidade para cada um de nós é diferente pelo que percebemos dela (cada um de nós conhece um mundo que é único para nós).

Voltando ao mapa do Brasil, sabemos que seu território tem uma área com 8.511.996 km2, dividida em 26 estados e um Distrito Federal. Os mais velhos sabem que esse mapa mudou: até alguns anos, o território brasileiro era subdividido em 23 estados, 3 territórios e um Distrito Federal.

Assim também pode acontecer com nosso mapa: podemos expandi-lo e torná-lo mais rico e detalhado… E isso vai modificar positivamente a sua vida.

É aqui que entra a pergunta da minha coachee: como posso ampliar meu Mapa de Mundo?

O primeiro passo para isso é entender que existe bem mais do que seus olhos podem ver. Isso é fundamental, porque já lhe deixa com mais abertura para o diferente do que você “acha” que viu.

Depois de ter entendido isso, é preciso acreditar que você tem a capacidade de mudar seu mundo e transformar a sua vida. Pode até precisar de ajuda para despertar essa capacidade, mas que a tem, isso não tenho dúvidas. Aliás, SOMENTE você tem essa capacidade.

O passo seguinte é trabalhar para ampliar a sua visão e fazer disso um hábito. Existem várias técnicas de PNL usadas no Coaching para isso e eu compartilho algumas dicas que você pode aplicar mesmo estando só:
– Comece colocando-se no lugar do outro para perceber como ele vê o mundo;
– Use a sua imaginação e perceba as possíveis formas diferentes de sentir e “responder” aos fatos;
– Invista na flexibilidade: a rigidez só te paralisa;
– Esteja aberto(a) ao novo: aprenda coisas diferentes e conviva com pessoas que pensam diferente de você;
– Tenha projetos, objetivos e novas conquistas no seu horizonte. Sonhar é uma dádiva. Ir em busca dos sonhos é uma bênção!

Finalizo com perguntas básica de Coaching: E você, está precisando ampliar seu Mapa de Mundo para transformar sua vida e conquistar seus objetivos? O que tem lhe impedido? O que tem feito a respeito?

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales
sua coach


♥ COMO SUPERAR A DECEPÇÃO?

Neste artigo, eu quero lhe ajudar a superar uma decepção, quando você estiver diante desse sentimento de tristeza, descontentamento ou frustração pela ocorrência de fato inesperado, que representa um mal.

Para ser franca, eu não conheço uma só pessoa que não tenha ficado no maior baixo astral por conta de uma decepção. Pense numa coisa que nos tira do prumo!

Ela pode vir de vários locais: de um colega de trabalho, de um parceiro comercial, de um amigo, de um parente, de um companheiro… Quanto mais próxima a pessoa for da gente, pior o tombo que levamos, não é verdade?

Pois é, só que a gente sabe que nós temos o poder de determinar como nos sentimos em relação ao que nos acontece… Então, porque deixamos que esse sentimento ruim tome assento em nossos pensamentos e se instale em nosso coração?

Há muito que venho esquentando minha cabeça com essa questão. Cheguei a algumas conclusões que trouxe para a minha vida e quero compartilhar com você.

Acredito que a maioria das decepções é devido a expectativas que temos em relação às outras pessoas. Em outras palavras: esperamos que as pessoas hajam segundo os critérios que estabelecemos em nossa mente inconsciente (e até consciente). Se, por acaso, elas não agirem dessa forma, nos decepcionamos.

Para esses casos, a solução é simples: é não criar expectativas. Se vier algo bom, ótimo. Se não, paciência…. não estávamos esperando nada mesmo!

Só que isso não é tão fácil. Na verdade, é preciso praticar bastante até que agir assim se torne um hábito. Afinal, quantas vezes não fazemos algo e ficamos esperando que o outro retorne na mesma moeda?

Só lembro aqui que, se dou algo para alguém, é doação. Se espero retorno, aquilo se tornou moeda de troca… deixou de ser doação!

Bem, se você prestou atenção, deve lembrar que eu disse: “a maioria das decepções é devido a expectativas que temos em relação às outras pessoas”. E as outras, que embora sejam em menor quantidade, também acontecem?

Para mim, essas são aquelas feitas por pessoas que, deliberadamente, querem nos fazer o mal, querem que nos sintamos pra baixo, querem que a gente fique no fundo do poço. São poucas, mas doem à beça…

Sabem o que essas pessoas merecem? Nosso perdão!

Como assim, Suzane? A pessoa quer nosso mal, nos prejudica e nós a perdoamos?

Pois é: ela quer que fiquemos super pra baixo. Se a perdoamos, não deixamos que aquilo nos deprima e mandamos um recado para o universo de que queremos continuar bem. Isso sem falar que o mal – um “presente” que não aceitamos – fica com quem quis nos entregá-lo.

Ainda mais difícil, não é verdade?

Mas esse é um grande caminho, uma verdadeira conquista que você vai trilhando passo a passo. E quando conseguir agir assim, vai sentir uma sensação de liberdade indescritível. Aquele mal lançado contra você não vai mais ter a força que tinha.

Confesso que até hoje eu continuo praticando… e, vez por outra, ainda pego uma rasteira. Mas aí eu uso uma daquelas dicas que já compartilhei aqui para mudar meu astral.

A informação final é que todas essas formas de ação se tornam mais fácil se você se conhece, entende seus potenciais e sabe como melhor ultrapassar os obstáculos da vida usando os seus talentos.

Por isso, se você quiser experimentar navegar no mar do autoconhecimento e vivenciar um Programa de Coaching profundo, revelador e transformador, conheça o Dia de Coaching, o meu programa. Você terá 30 dias para assistir aos primeiros módulos e colocar em prática tudo o que verá lá. Depois disso, você continua apenas se acreditar que esse é o seu momento de dar um passo importante na vida e que o Coaching pode lhe ajudar nessa jornada.

Por hoje, é só. Beijos mil e até o próximo.


♥ CRÍTICO INTERIOR: SEU MAIOR INIMIGO

Sabe aquela vozinha que vem lá do fundo da sua mente inconsciente, com questionamentos e afirmações negativas, e que aparece em determinadas situações da sua vida, sobretudo quando você está com um tantinho de dúvida, receio ou resistência de dar um passo importante?

É a voz do seu maior inimigo: o crítico interior! Ele geralmente não fala nada que preste, só critica…

Acontece mais ou menos assim: você começa a pensar em fazer uma mudança importante na vida e ele aparece. “Será que vai dar certo? E se não der?”, martela na sua cabeça. Ou tem uma prova/ apresentação para fazer e ele surge: “Acho que você não está preparado(a)”. Isso sem falar que, no final, ele capricha: “Não foi tão bom… você podia ter feito melhor!”.

Você já passou por isso?

Não é de estranhar que, por causa do crítico interior, muita gente fique “paralisada” ou acabe fazendo exatamente o contrário do que queria. E quando ele vem cheio de crenças limitantes, então… aí é que o bicho pega.

Em muitos casos, para se livrar dele, pode ser necessária uma ajuda especializada de um Coach, Psicologo ou Terapeuta.

A questão é que, de tanto “conviver” com essa vozinha (e lhe dar ouvidos!), o crítico interior meio que se torna um “amigo” que aparece para lhe “proteger e prevenir do mal”.

Aí a pessoa fica na zona de conforto… e nem percebe.

Por isso mesmo, é super importante aprender a identificar e controlar nosso crítico, não deixando que ele nos atrapalhe.

Existem técnicas de Coaching, inclusive com PNL, para lhe ajudar nesse trabalho de reconhecimento e controle. Por isso mesmo, eu dediquei um módulo inteiro do Programa Dia de Coaching só para resolver essa questão.

Mas, aqui, dá para lhe dar uma ideia de como são alguns passos importantes desse combate:

  1. Primeiro é preciso verificar a existência do crítico e identifica-lo. Muita gente nem sabe que tem esse inimigo jogando contra…
  2. Depois, é necessário entender como ele age dentro de você e quais são as situações em que ele surge para te perturbar. Anote as “frases desanimadoras” usadas por ele.
  3. Agora é hora de preparar a sua estratégia de defesa. Uma delas é criar uma frase motivadora para cada frase desanimadora que você observou que é dita pelo seu crítico interior e ficar com elas na ponta da língua.
  4. Quando o crítico aparecer e começar a perturbar, imediatamente use suas frases motivadoras.

É isso aí. Essa é uma das técnicas que usamos no processo de Coaching.

Use à vontade, mas não espere resultados rápidos. Lembre-se que foram anos e anos deixando esse crítico crescer dentro de você. É preciso disciplina, paciência e persistência para lhe livrar dele ou enfraquecê-lo o suficiente para que ele não lhe cause mal.

Finalizo com um aviso importante, descrito pelo meu mestre Nicolau Cursino: “E mesmo que a cabeça recue, o coração avança. Agir pelo coração, coragem (coeur = coração, age = ação), é também não ouvir seus próprios pensamentos, quando não te levam ao caminho mais alto. É preciso saber distinguir a voz interna que critica e paralisa (inner critic) da voz interna que orienta e encoraja (inner coach).”

Beijos mil,

Suzane Jales
sua coach


♥ REFLETINDO SOBRE MUDANÇAS E TRANSFORMAÇÕES INTERIORES

Quando sentei em frente ao computador para escrever e compartilhar minhas reflexões com você, lembrei-me de quando, anos atrás, estava escrevendo a biografia de Dom Miguel Fenelon Câmara, que foi arcebispo de minha cidade, e fiz algumas entrevistas com ele.

Em uma dessas entrevistas, eu perguntei sobre suas impressões a cerca de outros grandes líderes religiosos, de modo especial, o Dalai Lama. Ele, então, falou do respeito que tinha por todos aqueles que trabalham para que as pessoas vivam em paz, façam o bem e sejam generosas, independente da religião que possuem.

Achei perfeito, pois é assim que eu também sinto. Mas, confesso, foi uma surpresa ouvir isso de um arcebispo da igreja católica. Acho que imaginei outro tipo de resposta que nem ouso dizer…

Essa história veio à minha memória por um motivo especial: não é que eu estava estudando um pouco sobre essa minha ânsia de trabalhar na construção de um mundo melhor (e, muitas vezes, acho que estou fazendo pouco), quando me deparei exatamente com dois pensamentos de Dalai Lama?

No primeiro, ele disse: “Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior. Essas atitudes se refletirão em mudanças positivas no seu ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudanças se expandirão em proporções cada vez maiores. Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum impacto”.

No segundo, falou o seguinte: É muito melhor perceber um defeito em si mesmo, do que dezenas no outro, pois o seu defeito você pode mudar… Antes de sair apontando o dedo para os defeitos alheios, saiba reconhecer as suas falhas e tente corrigi-las. É muito fácil criticar os outros, mas assumir os seus próprios defeitos pode ser um dos principais desafios da sua vida! E nunca esqueça, os defeitos dos outros não dependem de você, os seus, sim!”

Com isso, minha reflexão ampliou-se: a busca do autoconhecimento é contínua. Precisamos estar atentos ao que mudou no nosso interior e checar como podemos nos aperfeiçoar dentro da nova realidade que se descortina a cada dia…

Muitas perguntas passaram a ecoar dentro de mim… e lhe convido a também fazer essa reflexão comigo.

Será que estou tão preocupada com o exterior e esquecendo-me do que vem se passando no meu interior? Mais: o que estou fazendo para melhorar as coisas dentro da minha própria família?

Essa última pergunta teve muito a ver com o fato de termos reunidos nossos parentes na última semana para comemorar os 94 anos de minha mãe, Miriam. E quando se junta todo mundo é uma ótima oportunidade para se observar como, mesmo sendo da mesma família, as pessoas são tão diferentes…

A essas alturas, meu pensamento voou e percorri algumas cenas que vivi. De modo especial lembrei-me de um fato que aconteceu com meu pai, Cleanto Jales, e meu irmão mais velho, Carlos Roberto, ambos falecidos e que deixaram uma enorme saudade. Carlos, sempre muito correto, era candidato a prefeito de uma pequena cidade do interior do meu estado. Ele havia ficado muito chateado com a atitude de uma adversária e foi contar para o papai. O patriarca da nossa família pensou um pouco e deu um veredito que não era exatamente o que nós esperávamos: “É… fico aqui imaginando que, se eu estivesse no lugar dela, será que não faria do mesmo jeito?”.

Pois é… Quantas vezes nós criticamos a ação de uma pessoa, sem ter feito um esforço para entender seu “Mapa de Mundo”? Quantas vezes, estando em seu lugar – e com a carga das experiências que ela teve/viveu – não faria da mesma forma ou talvez até pior?

Quantas vezes nos lamentamos de algo que está acontecendo e que não podemos controlar e esquecemos de agir nas coisas que estão ao nosso alcance?

Não é brinquedo, não! O mundo muda, as pessoas mudam… E nós? Estamos abertos a essas mudanças, sobretudo em nosso interior? O que estamos fazendo a respeito?

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales
sua coach

OBS.: Originalmente publicado no site www.suzanejales.com.br/blog 


♥ DICA PARA MANTER A SERENIDADE QUANDO AS COISAS VÃO MAL

Para mim, a semana que passou foi uma loucura, daquelas que é difícil ter tranquilidade por alguns minutos…

Primeiro, descobri que havia goteira no meu escritório (e tem chovido muuuuito na minha cidade). Então, o início da semana foi um tal de afasta móveis, coloca os livros que molharam para secar, contrata serviço, compra telha, limpa tudo… aff!

Quando pensei que teria sossego, veio, literalmente, o golpe: meu celular ficou mudo, minha conta do banco foi hackeada e levaram praticamente tudo dela.

Foi a vez de ir na agência para conferir o furto, prepara documento, ir às delegacias (fui a três), resgatar o chip, formatar o celular, baixar de novo os aplicativos que tinha… Pense num sufoco! E olhe que eu já estava cansada com os primeiros problemas… e tive que enfrentar mais perrengues.

Como eu disse para as pessoas que participam do projeto Coaching de Bolso, a tendência foi ficar no maior baixo astral. para evitar isso, primeiro eu usei uma técnica de PNL para mudar esse estado. Depois, lembrei de um ensinamento que recebi em um curso e que gerou um vídeo que está lá no meu canal do YouTube: Topou? Vigia!

É uma dica super legal para que a gente não se deixe levar pelos nossos pensamentos quando acontece algo negativo inesperado e encontre a serenidade que precisa para resolver o que precisa. Foi o meu caso na semana que passou.

E é esse vídeo que eu lhe convido a assistir, Assim você já fica com uma informação preciosa nas mãos (para mim vale ouro e uso sempre que necessário). Confira aqui:

Ah, se você quiser a técnica de PNL que falei (e que enviei para a turma do Coaching de Bolso que acompanhou meu último perrengue), é só me informar enviando um e-mail para contato@suzanejales.com.br.

É isso! Que venham dias melhores!

Beijos mil e até o próximo.


♥ TÉCNICAS SIMPLES PARA COMBATER A ANSIEDADE

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Quem tem ansiedade, sabe bem o que é conviver com sintomas como irritação, angústia, tensão constante, nervosismo, dificuldade de concentração, preocupação excessiva, insônia, agitação, sentimentos fora de foco, dificuldade de concentração, tremor nas pálpebras, sensação de que o peito encolhe, pensamento de que tudo é negativo, perda de prazer pela vida e uma sensação de que tudo está fora de controle…

Claro que muita gente ansiosa sente só alguns desses sintomas. Mas tem pessoas que encaram todos eles…

É bom frisar que a ansiedade é um alerta de que devemos ficar atentos para alguma coisa em nossa vida. Em outras palavras: é um aviso de que alguma coisa está acontecendo e merece a nossa atenção. Então, a princípio, ela não é um transtorno.

O problema é quando esse estado esporádico, torna-se frequente. Aí o bicho pega!

Quem tem ansiedade passa a concentrar a atenção em possíveis eventos futuros, esquecendo do presente e do passado. Com isso, não consegue ter acesso aos seus recursos internos para poder usá-los de maneira eficaz. E dá em criança, adolescente, adulto, homem, mulher…

Lembro que há anos já se vem falando que a ansiedade seria o mal do século. Hoje estamos constatando que as previsões, infelizmente, estavam certas. Só para se ter uma ideia, em 1989, Beletsis já dizia que “ansiedade é um estado emocional que irá trazer mais seres humanos para tratamento psiquiátrico do que qualquer outra coisa”. Isso há 28 anos!

Pois é, mas ainda tem muita gente que não considera a ansiedade digna de preocupação, de necessidade de tratamento… Tem alguns que acham até que é “frescura”. Uma pena!

O site Como Sou? Tem um teste bem simples para conferir qual é o seu grau de ansiedade. Você pode conferir AQUI.

Ah, é comum que o ansioso tenha uma ânsia por uma solução rápida, tipo tomar um remédio que resolva. Isso está na própria natureza da ansiedade… E tem muitos casos complexos que talvez necessitem mesmo de psicoterapia e, em alguns casos, de uso de medicamento. Nesses casos, recomendo procurar ajuda externa.

Neste artigo, estamos falando de casos que sejam mais simples e que a própria pessoa possa trabalhar essa questão para, no mínimo, minimizá-la.

Então, vamos lá!

A essas alturas, talvez você já esteja até pensando nisso… Se sim, acertou: o autoconhecimento é o primeiro passo para a superação da ansiedade. Num processo de Coaching, esse é sempre o início de tudo. Nele, vai-se a questões pessoais de maneira mais profunda…

Tenho um Curso Básico de Autoconhecimento Grátis que, antes, era entregue via e-mail e que, agora, reformulado, é feito em uma área de membros especial, 100% online. Se você tiver interesse, faça sua inscrição AQUI e receba imediatamente em seu e-mail o link de acesso. É um ótimo começo!

Por estar ligada diretamente aos nossos pensamentos, podemos usar a Programação Neurolinguística (PNL) para ajudar no controle da ansiedade. A prática tem conseguido excelentes resultados em muitos casos.

Vou compartilhar aqui técnicas bem simples da PNL que uso nos processos de Coaching quando detecto que esse problema está afetando a conquista do objetivo do coachee. Experimente fazer essa sequência abaixo:

1. Identifique o gatilho que lhe faz se sentir ansioso(a)

Faça uma reflexão para descobrir em quais situações a ansiedade aparece. Depois, analise essas situações para ver o que é possível mudar, no que se refere à produção da situação que leva ao processo ansioso.

2. Faça uma Ressignificação

Ressignificar é dar um novo significado, nesse caso, aos gatilhos que disparam a ansiedade.  Talvez essa seja a fase que leve mais tempo, mas é importantíssimo para o controle desse problema. Então, é hora de encontrar o centro disparador da ansiedade e entender o que faz com que você fique ansioso(a) e mudar a sua percepção sobre ele. Pergunte-se: Porquê isso me deixa ansioso(a)? Que significado isso tem em minha vida, para me deixar assim? Que forma diferente eu tenho de ver/perceber essa situação?

3. Dissocie o padrão da ansiedade

Dissocie o padrão da ansiedade com exercícios de visualização e mentalização feitos antes de dormir e, ao levantar. Feitos nesses horários são ainda mais poderosos e eficazes. Se possível, use uma agenda para fazer as suas anotações. Pela manhã, ao levantar, pergunte-se quais são as 3 coisas mais importantes que você espera do seu dia. À noite, ao deitar, pergunte-se quais foram as 3 coisas mais importantes que você realizou no dia. Isso vai lhe ajudar a criar crenças potencializadoras ao perceber o seu dia de uma forma mais positiva.

4. Perguntas poderosas de Coaching

Faça-se sempre as perguntas poderosas de Coaching que são determinantes na mudança de estado de ansiedade: Vai resolver alguma coisa eu ficar ansioso(a) com isso? Posso mudar esta situação ou não? O que quero ao invés disso? O que eu posso fazer a respeito?

Agora é fazer o que o grande atleta João do Pulo falava sempre: treinar, treinar, treinar.

Aproveito essa oportunidade para informar que eu tenho um minicurso que ensina como combater a ansiedade, mas usando usando uma outra técnica, a EFT (Emotional Freedom Techniques – técnica de libertação emocional, também chamada de acupuntura sem agulhas).

O curso é 100% online: São dois vídeos + áudio desses vídeos + Bônus: E-book Viva em Paz. Confira AQUI os detalhes.

No próximo artigo, vou compartilhar outras técnicas de PNL para serem usadas no combate à ansiedade.

Beijos mil e até lá!


♥ A DIFÍCIL TAREFA DE MUDAR UM HÁBITO RUIM

Na semana passada, as pessoas que participam de um projeto que faço com muito carinho – o Coaching de Bolso – refletiram sobre mudança de hábito.

Mas o assunto rendeu tantas perguntas, que decidi aprofundar mais nesse tema e escrever um artigo sobre isso.

Primeiro, lembro que mudar não é fácil. É só lembrar que muitas das promessas de mudança que fizemos no Ano Novo não duraram nem até o Carnaval que começa esta semana… já saíram pelo ralo.

Segundo uma pesquisa americana da Universidade Duke, eles estão presentes em 40% do nosso tempo. Ou seja: os hábitos fazem parte do nosso dia a dia. Eles são atitudes tomadas conscientemente e que podem ser mudadas, por mais difícil que pareça e podem ser bons ou ruins.

Isso mesmo. A gente esquece, mas existem hábitos bons. Minha mãe, por exemplo, tem o excelente hábito de fazer palavras todos os dias. E isso com quase 94 anos… Imagino que depois disso você deve ter lembrado de vários deles.

É bom que se lembre que hábitos bons podem nos ajudar a ter uma vida mais saudável, a ter mais conhecimento, a ter sucesso carreiras em nossa vida… Vamos falar neles mais a frente.

A questão é que existem hábitos ruins que podem nos limitar e impedir nossas conquistas. E são esses que talvez você considere a possibilidade de mudar.

Na reflexão do coaching de Bolso da semana passada, a dica era clara: é importante começar aos poucos, com hábitos mais simples e a partir de metas possíveis de serem alcançadas. É importante também dar um prazo para conseguir isso. Nosso cérebro trabalha melhor tendo esse detalhamento.

Por exemplo: uma cliente de Coaching queria livrar-se do hábito de se empanturrar de doces em 3 meses e estabeleceu que seu primeiro passo seria diminuir a quantidade de sobremesa de uma das suas refeições. Em seguida, ela eliminou por completo as guloseimas de uma das refeições. Hoje, ela só come nos finais de semana. E está feliz com isso.

Se você quiser experimentar, procure ver qual será a melhor forma pra você. Esse é um caminho.

A ajuda de amigos e familiares nessa hora também é importante nesse momento, bem como manter a persistência.

Outra dica legal, é criar uma nova rotina positiva na sua vida até formar um novo hábito, só que saudável. Com isso, mesmo que que você dê uma “escorregada”, o hábito velho se torna mais controlável.

Nessa tarefa, a Programação Neurolinguística (PNL) nos ensina que devemos identificar a “intenção positiva” que esse hábito ruim traz. Pode ser proteção, aliviar a ansiedade, dar prazer, ser admirado(a)… Enfim, é buscar a “recompensa” que se ganha mantendo esse hábito.

Aí é introduzir um nosso hábito com esse mesmo ganho (o da intenção positiva) para, de maneira natural, ir acontecendo a tão esperada mudança.

Lembro, ainda, o livro O Poder do Hábito (Editora Objetiva), de Charles Duhigg, que mostra algumas formas de criar novos hábitos. Um deles parte dos quatro pontos:
– Rotina: identificar o comportamento que quer mudar.
– Recompensa: confira o que você realmente busca com esse hábito.
– Gatilho: descobrir o que desencadeia a ação do hábito e anotar os padrões que se repetem no momento anterior ao impulso da ação.
– Plano de ação: entendendo o que está por trás de um hábito, trocá-lo por outro.

Por fim, é insistir, persistir e não desistir. Em caso mais complicados, lembro que um bom processo de Coaching pode ser fundamental para conseguir essa mudança.

Por hoje é só. Beijos mil e até o próximo!


♥ RECONEXÃO, ENERGIA E EQUILÍBRIO

Final das férias. Sentei para escrever um texto e compartilhar com você sobre a pequena comunidade da Barra Grande, com apenas 2.500 pessoas, onde passei os últimos dias… Pensei em falar de como as pessoas de lá se mobilizaram para garantir a limpeza do local, como cuidam dos animais de rua, como se preocupam com o tipo de educação que querem para as crianças, como as mulheres buscam autoconhecimento e autoestima, como todos estão se mobilizando para ter uma vida com mais qualidade e como criaram uma rede de ajuda usando o WhatsApp, dentre outras coisas.

Mas, ao começar as primeiras frases, vi que, na verdade, eu queria mesmo era falar da experiência de reconexão comigo mesmo que tive esses dias e que podem geram algumas ideias para você.

Foram 22 dias onde eu não era a filha, a mãe, a dona de casa, a Coach, a profissional… Era apenas EU.

Não sei se acontece com você, mas no meu dia a dia, essas coisas se misturam muito. Além disso, tem sempre muito “barulho” que desvia a nossa atenção do que realmente importa, não é verdade? Sem falar que, com isso, o ambiente externo passa a nos influenciar muito mais.

Eu nunca havia passado tanto tempo vivendo uma sensação de presença absoluta. Eu fazia o que queria ou precisava fazer focada apenas no que estava fazendo: sem ansiedade, sem preocupações, sem cobranças, sem julgamentos.

Você não tem ideia de como isso foi espetacular!

E eu decidi escrever sobre isso porque, sinceramente, eu acredito que a gente precisa mesmo desse tempo para aquietar a mente e se manter em contato consigo. Essa é uma conquista pessoal e cada um deve procurar (e encontrar) a sua forma de fazer isso. No meu caso foi vendo o dia nascer e o sol se pôr; foi caminhando na beira do mar; foi ouvindo uma música que acalma o meu espírito; foi me balançando numa rede ouvindo o barulho do vento nas árvores; foi meditando…

Isso me relaxou, trouxe serenidade, me reconectou, e me deu uma grande sensação de equilíbrio. Sinto que mudou até meu ritmo (externo e interno).

Um detalhe: eu senti que estava precisando dessa reconexão e fui me preparando para que quando tivesse uma chance, eu pudesse viajar. E compartilho com você alguns desses “sinais” que me deixaram em alerta de que eu precisava desse tempo para mim:

– Eu estava me sentindo acelerada, como se estivesse “plugada” o tempo todo.

– Estava dormindo pouco e mal.

– Estava me sentindo cansada com facilidade.

– Sentia que meu humor estava oscilando com mais frequência que o normal.

– Estava com dificuldade para meditar.

– Minha intuição estava falhando muito (eu acredito muito nela).

Será que você não está com alguns desses sinais ligados?

Então, é isso. Fui em busca de mais clareza, conexão e deixar a energia fluir mais livremente na minha vida. Voltei com tudo nos seus eixos e pronta para compartilhar os aprendizados da vida com você.

Vamos que vamos!


♥ REFLETINDO SOBRE EXPECTATIVAS E DESAPEGOS

Depois de uns dias na praia curtindo a virada do ano, estou de volta com nossos e-mails. E quero começar falando de algo que vi muito nesse final de um ano e começo de outro: expectativas.

É o seguinte: nesse período, a gente reacende a esperança. Afinal, mais um ciclo que se fecha e outro que começa. Perfeito!

A questão é que, junto com isso podem vir as famosas expectativas… e aí é que mora o perigo.

Li um texto do médico, professor e escritor Eugenio Mussak onde ele mostra as suas reflexões a cerca da imagem de um homem com seu cão que ele viu no Facebook. Os dois estavam de costas caminhando e olhando para o sol que se punha no horizonte. Bem acima da foto tinha uma pergunta: “Você sabe por que seu cão é mais feliz do que você?”. As dicas para responder estavam nos balões de pensamento acima da cabeça dos dois: no balão do homem tinham seus desejos de ter um carro novo, dinheiro, viagens etc. e na do cachorro tinha exatamente o que ele estava fazendo naquele momento: andando com seu dono vendo o sol se pôr…

Eugenio Mussak conclui: “A metáfora tem a ver com o desapego das coisas e a valorização das experiências. Enquanto o homem se ocupava em pensar sobre as coisas e as conquistas que queria ter, o cão tratava de viver aquele momento e aproveitar a experiência de estar vivo.”

Bonito de se falar… mas bem difícil de se viver. Até porque a gente fica numa dúvida cruel: afinal, se eu planejar e estabelecer metas eu estou criando ou não expectativas? E mais: desapego tem a ver com não ter posses?

Aqui eu recordo uma historinha de um homem que, para sentir-se completamente desapegado, tinha se desfeito de tudo que tinha. Ficou apenas com duas tangas: uma no corpo e uma para sua troca.

Imagine, então, como ele ficou  ao saber que existia, longe de onde morava, um sábio, considerado o mestre dos mestres do desapego… mas que tinha muitas posses. E foi lá para conferir esse desatino.

Ao chegar, completamente estupefato, observou a casa fantástica do sábio. Era quase um palácio! Foi recebido cordialmente e levado para seus aposentos. Lá, lhe entregaram roupas novas e ele aproveitou para lavar as sus duas peças de roupa.

Quando já estava se dirigindo para falar com o sábio, que estava em um dos jardins fabulosos com seus alunos falando sobre desapego, ouviu um funcionários gritando que estava havendo um incêndio e que iria queimar tudo. O sábio continuou conversando com os alunos… e o visitante correu desesperado para salvar suas duas tangas.

É isso aí!

Aproveito para compartilhar com você um áudio que gravei tempos atrás e que tem tudo a ver com esse texto de hoje: “Relaxamento para se desapegar”. Ele vai lhe ajudar a deixar ir alguns sentimentos que possam estar lhe impedindo de seguir em frente… É um outro desapego importantíssimo a se conquistar.

Clique aqui para acessar ao áudio

Cá entre nós, esse assunto é bem vasto e ainda dá muitos panos para as mangas…

E que tal você compartilhar comigo a sua experiência sobre o desapego? Vou adorar saber!

Beijos mil e até o próximo.


♥ UM ALMOÇO QUE RENDEU EXCELENTES REFLEXÕES

Na minha infância, na rua da Estrela, fomos acostumados a comer rodeados de muita gente. A mesa da nossa casa era enorme, típica das fazendas, com dois bancos grandes nas laterais. Era sempre uma festa!

Levei isso para minha vida: adoro estar com os pessoas queridas às refeições, seja no almoço ou jantar.

Então, não foi novidade receber o telefonema de um amigo chamando-me para almoçar com ele… se não fosse uma frasezinha de nada no final: “Eu quero me despedir de você”.

Ok. Isso poderia até soar normal. Só que eu sei que ele está com um CA em estágio bem avançado.

A partir desse momento, e durante os 5 dias que antecederam ao encontro, eu fiquei refletindo sobre esse convite inusitado.

De cara, lembrei que uma amiga compartilhou comigo a frase de Richard Bowell: “Qual o valor de uma vida que dura por 70 ou 80 anos se nós não fizermos nada, não acrescentarmos nada, tendo só oferecido nosso tempo e permanecido próximo de casa, aderindo ao que os outros nos dizem que é prudente e seguro? Não é isso que todos tememos: viver sem deixar um traço?”.

Perfeito! Para mim, essa é mesmo uma questão central! Nossa vida precisa ter um significado maior: um propósito para que ela valha a pena ser vivida. Independente da quantidade de anos.

Esse meu amigo construiu um legado incrível, vive sua Missão todos os dias e, por isso mesmo, estava bem tranquilo para seu estado. E continuou fazendo o que gosta: reunir-se com os amigos durante uma refeição. O fato de ser uma “despedida” nem foi citado: comemos, conversamos muito e nos abraçamos no final.

Ele não sabe quanto tempo de vida tem. Mas, afinal de contas, quem sabe?

Recordo ter ouvido uma história de que Francisco de Assis, o grande missionário cristão da Idade Média, estava tratando de seu jardim, quando um amigo aproximou-se e perguntou-lhe: o que você faria se soubesse que iria morrer hoje? Na sua simplicidade, Francisco respondeu que continuaria a fazer o que estava fazendo: cuidando do meu jardim!

Esse almoço com meu amigo reascendeu a minha crença da importância de conhecer nossa Missão, de estarmos em estado de presença e fazer o que acreditamos ser importante que seja feito naquela hora, naquele momento.

Então, alguém pode até pensar que esse artigo foi sobre morte, mas, na verdade, foi sobre como viver de maneira plena,

Espero que essa história também lhe provoque uma boa reflexão sobre a sua vida. O período natalino é ideal pra isso, não é verdade?

Aproveito para lhe desejar um Feliz Natal!

Gostou? Se sim, deixe seu comentário e compartilhe com os amigos.

Beijos mil e até o próximo.


♥ OS PERFUMES QUE VOCÊ CARREGA

Um amigo enviou-me um texto de Paramahansa Yogananda que ele traduziu. É a história do almiscareiro do Himalaia. Uma coisa linda que compartilho com você no final deste artigo.

Após ler, eu tive a curiosidade de checar no Google a figura desse animal, um grande desconhecido para mim… e dei de cara com o site de um biólogo onde ele nos dá uma grande aula sobre o almíscar – nome dado a um perfume obtido a partir de uma substância de forte odor, secretada por uma glândula do veado-almiscareiro (o da história que meu amigo traduziu e que é a comercializada), de outros animais, chamados de almiscadaros, como uma espécie de boi (Ovibos moschatus), de pato (Biziura lobata) e até rato (Ondatra zibethicus), dentre outros animais. Tem até em algumas plantas.

Na história do almiscareiro do Himalaia, Paramahansa Yogananda conta que ele fica saltitando por toda parte, farejando em busca da origem daquele perfume maravilhoso. Só esquece de procurar dentro de si!

No final, ele nos compara com o almiscareiro… Boa!

Pois eu lhe convido a fazer isso também, mas sob uma outra percepção. Use a sua imaginação e visualize a cena: você exalando aquele cheiro maravilhoso… e sem sentir! Assim, nem sequer ia procurar por ele.

Aqui vale uma pausa. Aprendemos lá nos bancos escolares que o sentido do olfato ajuda-nos a detectar sinal de alerta assim que entramos em contato com um cheiro diferente. É quando o sentimos mais forte, pois é um sinal do cérebro para verificarmos se este cheiro vem de algo de nosso interesse, como um possível alimento ou algum tipo de ameaça, por exemplo.

Acontece que, quando permanecemos no mesmo ambiente, sujeitos ao mesmo cheiro por um certo tempo, o cérebro entende que este cheiro não é interessante, que não iremos reagir a ele, então a sensação começa a diminuir, até mesmo para que possamos prestar atenção a novos cheiros que venham a surgir.

Você lembra de ter chegado a algum ambiente com cheiro ruim ou bom e que as pessoas que já estavam lá nem percebiam mais esse odor? É exatamente assim que acontece…

Dito isso, voltemos a sua imaginação: você exalando um perfume maravilhoso, mas, por este fazer parte do seu dia a dia, nem o sente mais.  

Você deve estar se perguntando: onde ela quer chegar com essa história?

Estamos quase lá!

No curso Líder Coach – Liderança com a Filosofia do Coaching, que ministro nas empresas, tem uma hora que considero fundamental: o resgate da motivação que cada um possui… e desconhece. É impressionante a surpresa que muita gente tem ao descobrir uma força fantástica, capaz de mudar a própria vida (e ajudar a mudar o mundo, por que não?), que está lá: guardadinha, escondida em seu interior e nem se dava conta.

Isso acontece com a motivação e outras tantas coisas que você tem dentro de si e talvez já nem perceba mais… Como alguns talentos, por exemplo. É que talento é algo que se faz de maneira tão natural que, às vezes, nem percebemos que os temos.

Será que isso também não está acontecendo com você?

Você sabe os perfumes que carrega e nem percebe?

É por isso que  reforço sempre a importância do autoconhecimento. Quando você se conhecer melhor, vai descobrir tanta coisa boa…

Tá bom: da mesma forma, vai descobrir coisas ruins. Mas isso também é bom. Afinal, nós só podemos modificar algo que sabemos existir, não é verdade?

Então, de qualquer forma, conhecer-se é sempre muito bom!

E, por falar nisso, como você anda contribuindo para o seu autoconhecimento?

Ah, você pode ir além com sua reflexão: pense nas pessoas com quem se relaciona e nas coisas que possui… Quantas vezes você já parou para “senti-las”? Muitas vezes, só damos valor ao que temos depois que perdemos…

Essa é a nossa reflexão de hoje. Espero que você tenha gostado… Se sim, compartilha com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

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O almiscareiro do Himalaia

O almíscar é uma substância de extremada fragrância, muito valiosa,  encontrada apenas numa pequena bolsa sob a pele do abdômen do almiscareiro macho, que habita as mais altas montanhas do Himalaia na Índia. De odor inebriante, brota do seu umbigo após determinada idade.  Esse perfume o excita e atrai de tal forma que passa a saltitar por toda parte, farejando em busca da sua origem embaixo das árvores e qualquer outro lugar por dias e até semanas.  Algumas vezes, por não conseguir localizá-la, acaba ficando extremamente nervoso e muito inquieto, e chega a saltar dos altos precipícios para a morte, num último e extremado esforço de encontrar a fonte daquela rara fragrância. No vale, os caçadores recolhem seu corpo e extraem a bolsa de almíscar.

Um Iluminado disse certa vez:  “Oh, tolo almiscareiro, buscastes a fragrância em todos os lugares, exceto em teu próprio corpo. Por isso não a encontrastes. Se ao menos tivesses tocado teu próprio umbigo com tuas narinas, terias encontrado o que tanto buscavas e, assim, escapado do suicídio nas rochas do vale.”

E parecem ser muitos os que se comportam como o almiscareiro. À medida que crescem, buscam pelo perfume da felicidade permanente fora de si mesmos – no jogo, nas tentações, no amor humano, e no escorregadio caminho da riqueza material – até que, finalmente, quando não conseguem mais encontrar a verdadeira felicidade, que reside escondida dentro de si mesmos, nos secretos recantos das suas próprias almas, pulam da colina da mais alta esperança ao encontro das rochas da desilusão.

Se simplesmente voltarmos nossas mentes diariamente para dentro de nós mesmos, em profunda meditação, encontraremos a fonte de toda a verdade e  felicidade eterna que existe precisamente dentro do mais profundo silêncio da nossa própria alma.

Amados buscadores!, não sejam como o almiscareiro que perece buscando a falsa felicidade, buscando no lugar errado!   Despertem! e encontrem o que buscam mergulhando na caverna da profunda contemplação.


♥ SEGUINDO O FLUXO

podcastsuzanejales600Quero compartilhar com você um Podcast que gravei e que tem tudo a ver com o que vivemos nessa época que antecede o Natal e o Réveillon: SEGUINDO O FLUXO.

O foco central deste Podcast é a acomodação que faz com que adiemos o passo que precisamos dar para seguir o fluxo…

O que você está fazendo hoje pelos seus sonhos?

Clique aqui para conferir: PODCAST SUZANE JALES


 ♥ UM GUIA DE COMO VIVER BEM

O gerontologista e professor de desenvolvimento humano na Cornell University (EUA), Karl Pillemer entrevistou cerca de 1500 pessoas com idade entre 70 e 100 anos,  buscando conselhos sobre como viver uma boa vida.

Os entrevistados eram pessoas mais experiências de vida e com boas visões sobre seus próprios caminhos. “Todas essas experiências lhes tornaram especialistas incríveis em como renegociar os problemas da vida”, diz Karl.

Isso gerou o livro 30 Lições para Viver – Conselhos Verdadeiros e Testados dos Americanos Mais Sábios (“30 Lessons for Living – Tried And True Advice From The Wisest Americans”). Nele, Karl Pillemer sintetiza as “lições aprendidas” em grandes temas como família, trabalho, casamento, envelhecimento, arrependimentos, entre outros.

O jornal The New York Times resumiu em poucos parágrafos algumas das lições, veja:

SOBRE OS PAIS: “As exigências da vida moderna geralmente têm um efeito negativo na vida familiar, especialmente quando os objetivos econômicos limitam o tempo que os pais passam com os filhos. O mais importante, dizem os mais velhos, é passar mais tempo com seus filhos, mesmo que você deva se sacrificar para isso. Esteja com eles nas atividades deles e faça as coisas que lhes interessam. Tempo gasto juntos permite aos pais detectar problemas e ensinar valores importantes”.

SOBRE CARREIRA: “Nenhuma pessoa em mais de mil disse que a felicidade veio de trabalhar tão duro quanto você pode pra fazer dinheiro para comprar o que você quisesse. Ao invés disso, a versão quase universal foi resumida por um ex-atleta de 83 anos que trabalhou décadas como um recrutador e técnico de esportes: ‘A coisa mais importante é estar envolvido com uma profissão que você ame absolutamente, uma que você queira ir pro trabalho todo dia’. Apesar de poder levar um tempo pra você chegar a esse trabalho ideal, você não deveria desistir de procurar pelo que lhe faz feliz. Enquanto isso, se você está preso a um trabalho ruim, tente fazer o máximo para mudar e evoluir. E tenha em mente que uma promoção pode ser honrosa e lucrativa, mas não vale a pena se te leva pra longe do que você mais gosta”.

SOBRE O CASAMENTO: “Um casamento satisfatório que dure a vida inteira é mais provável de acontecer quando parceiros são fundamentalmente parecidos e compartilham os mesmos valores e objetivos básicos. Apesar do amor romântico inicialmente reunir a maioria dos casais, o que os mantém juntos é uma amizade crescente, a habilidade de se comunicar, a vontade de dar e receber, e o compromisso com a instituição do casamento assim como um ao outro. Uma mulher de 89 anos que se mostrou feliz de ter mantido seu casamento mesmo quando o comportamento do seu marido era prejudicado por seu serviço militar disse: ‘Cada vez mais jovens hoje estão desistindo cedo demais, rápido demais’”.

Fantástico, não é?

Agora veja como alguns depoimentos são mesmo fantásticos:

FELICIDADE REQUER OTIMISMO

June Driscoll, 89 (uma senhora debilitada que vivia em uma casa de repouso e inspirou o livro): “Bem, é assim: eu cresci no que você pode chamar de barraco, com chão sujo e sem banheiro dentro. Eu tive seis filhos, e meu marido vivia mudando de emprego. Eu trabalhei duro toda a minha vida até não aguentar. Enfrentei a depressão quando mal tínhamos o que comer. Agora aqui estou eu, em um lugar com um teto, três refeições por dia, e pessoas muito legais cuidando de mim. Há muito o que se fazer. Eu acordo e o sol está brilhando na janela. Eu estou viva, apesar de tudo. Eu posso escutar e enxergar ok. Jovem, você irá aprender, eu espero, que felicidade é o que você faz, onde você estiver. Como eu poderia ser infeliz? As pessoas reclamam o tempo todo, mas eu não. É minha responsabilidade ser o mais feliz que eu posso hoje.

FELICIDADE REQUER HABILIDADE

Jane Hilliard, 90: “Minha mãe me ensinou a não chorar pelo leite derramado. Se você  fez besteira, limpe. Se você quebrou, conserte. E se você cometeu um erro, corrija. Ela também me ensinou a manter a minha palavra, ser confiável, não roubar o tempo dos outros ao chegar atrasado, e entregar logo algo que peguei emprestado. O mundo seria um lugar melhor se todos nós aprendêssemos a valorizar o outro, a respeitar a privacidade alheia e as diferenças e, mais importante, não julgar.

Eu tive que simplesmente aprender a viver, mas eventualmente eu percebi qual é o melhor jeito. Saber o que é suficiente, não usar mais do que a minha parte dos recursos naturais, a reconhecer a diferença entre querer e precisa, sentir prazer ao poder usar algo que estava quebrado. Aprender a apreciar os prazeres simples da vida tornou minha vida mais satisfatória e menos problemática. Felicidade não depende do quanto nós temos, mas é baseada no sucesso pessoal em habilidades e técnicas, senso de humor, aquisição de conhecimento, aperfeiçoamento do caráter, expressão de gratidão, satisfação de ajudar os outros, o prazer de estar com os amigos, o conforto da família e a alegria de amar.”

SABOREIE AS PEQUENAS COISAS

Larry Handley, ?: “Deixa eu te dizer, nos anos 30 nós tivemos a Depressão. Se você acha que sabe o que é crise hoje, não é nada como aquela. As pessoas não tinham o suficiente pra comer. Muitos pais da vizinhança estavam sem emprego, e nós compartilhávamos coisas simples porque as pessoas não tinham dinheiro. Vivíamos a uma quadra e meia de um lindo parque, havia muitas atividades para crianças lá e uma grande pista de skate. No verão, aconteciam shows e toda a vizinhança ia.

Havia carrinhos de pipoca por todo o parque. Nós crianças ganhávamos uma moeda e ficávamos um tempão na fila decidindo o que escolher, e os pobres atrás de nós esperando pacientemente a decisão: ‘eu quero pipoca ou sorvete? Ou talvez pirulito de caramelo?’ E às vezes, aos sábados, passava matinés no cinema para as crianças. E depois do filme, ganhávamos uma outra moeda, e mais uma vez escolhíamos entre pipoca e sorvete. Cara, que sábado nós tivemos!”

CARREIRA

Esther Brookshire, 76 (trabalhou em vários empregos interessantes antes de passar 25 anos dirigindo um grande programa de trabalho voluntário): “Minhas netas e filhas dizem ‘oh, eu tenho que ganhar muito dinheiro, para mim é importante ter dinheiro e tal.’ E eu digo para elas: apenas tenha certeza que o que você está fazendo para ganhar dinheiro faz você feliz. Porque um emprego pode pagar 1 milhão de dólares, mas se você não está feliz, você não irá aproveitar. E isso é pra vida toda. Lembre, você tem que acordar de manhã e fazer isso todo os dias.”

TIRE O MELHOR DE UM EMPREGO RUIM

Sam Winston, 81 (ex-engenheiro, trabalhou também como marketing e gerente geral): “Uma coisa importante para os jovens é ser observador. Não importa qual é a tarefa, se você gosta ou não, é importante aprender tudo que você puder sobre o que acontece a sua volta. Você nunca saberá quando isso pode ser útil mais tarde. Eu tive muitas experiências diferentes ao longo da minha vida nas quais eu realmente não gostava do que fazia e tinha a sensação de que era inútil. Mas as lições que aprendi ao fazer essas coisas foram importantes na minha vida. Por exemplo, eu tive que trabalhar durante a faculdade no que muitos consideram trabalhos sem sentido. Mais tarde eles foram valiosos para mim como empregador e me ajudou a compreender as pessoas. Eu diria para os jovens não importa qual experiência é, aprenda.

Nós não aprendemos apenas com os melhores e mais brilhantes, nós aprendemos com os colegas tóxicos e manés. Pessoas são muito importantes. Eu costumo dizer que ‘há algo de bom em cada um’o. Na pior das hipóteses, você pode dizer, ‘esse é um mau exemplo’. Isso não quer dizer que as pessoas não sejam boas, a maioria é boa. A implicação é que mesmo que você ache que ela não seja, ela sempre pode servir como mau exemplo. Você pode aprender de todo mundo, não importa quem seja, não importa seu status. ”

SENDO UM BOM CHEFE

Tim Burke, 87 (fazendeiro): “Seja paciente com cada empregado. Não julgue apressadamente, e lembre que você não vive a vida deles. Há uma porção de coisas que eu gostaria de criticar em meus empregados, mas não faço. Digo pra mim mesmo ‘Tim, você não está lá’. Por isso eu não julgo ou repreendo. As coisas parecem muito diferente pra quem é de fora.

Eu tive três ou quatro indivíduos que sabiam mais do que eu, mas cresceram sobre condições diferentes do que eu. Eu não tentava dizer como o trabalho devia ser feito porque eles sabiam mais sobre aquilo. Eu os indagava — como pode isso? e aquilo? —, mas tinha cuidado pra não chegar botando banca.”

TRABALHO VS ESTILO DE VIDA

Joe McCluskey, 70: “A vida no trabalho é mais importante que estilo de vida. É o que você faz o dia todo que fornece a mais profunda satisfação na vida. É legal viver sob circunstâncias agradáveis, mas não existe substituto para fazer algo que você gosta e faz bem.

Claro que não há problema em ter os dois. Por a mão na massa foi o que me deu a maior satisfação. Uma vez eu trabalhei como gerente corporativo e descobri que era muito chato ficar longe da produção, onde toda a ação estava. Eu, então, abri uma pequena empresa e me empreguei como chefe de produção, e percebi que dobrar minhas mangas todas as manhãs e fazer as coisas era a diversão que eu procurava.

NÃO ESPERE PARA VIVER

Malcolm Campbell, 70 (ex-professor universitário de uma das universidades da Ivy League, se considerava workaholic): “Parece levar uma vida toda para aprender a viver o momento, mas não deveria. Eu certamente sinto que minha vida sempre foi muito voltada pro futuro. É uma tendência natural — claro que você pensa sobre o futuro, não estou dizendo que isso é ruim.

Mas cara, só se tem a ganhar quando se consegue estar no momento e apreciar o que está acontecendo ao seu redor neste exato momento. Eu tenho me tornado cada vez melhor nisso, e tenho gostado. Traz paz e ajuda você a encontrar seu próprio lugar. Mas eu gostaria de ter aprendido isso nos meus 30 anos em vez de nos meus 60 — teria me dado mais décadas para apreciar a vida neste mundo. Essa é a minha lição para os mais jovens.”

DIZER SIM É SINAL DE CORAGEM

Joe Schlueter, 73 (professor de empreendedorismo): “A lição que eu aprendi é que realmente compensa dizer sim, a menos que você tenha uma razão sólida pra dizer não. E na minha vida profissional, eu não dizia não. Eu concordava com as coisas. Não era sempre divertido, mas frequentemente acabava em algo interessante.

O princípio é verdadeiro no trabalho, em voluntariado, e em todas as outras coisas em que as pessoas dizem ‘você quer fazer isso?’ Bom, por que não? A vida fica chata se você diz ‘não, eu não quero tentar nada novo.’ E pessoas não devem privar porque elas não se consideram qualificadas. Eu consigo pensar em várias coisas das quais eu não me sentia qualificado pra fazer, mas se alguém mais faz, você pode aprender. Ou compensar isso em vários outros jeitos. Então, se você é uma dessas pessoas que diz ‘não, não consigo fazer’ ou ‘não, não quero’, está perdendo muita coisa que a vida tem a oferecer. A vida é uma aventura, mas pra aproveitar você tem que dizer sim para as coisas.”

AMOR PARA JOVENS

Allison Hanley, 72: “Eu diria para você conhecer muito bem a pessoa e não se casar cedo. Eu casei muito cedo e fazendo um retrospecto, teria sido melhor pra mim, e eu teria sido mais feliz se eu fosse mais velha e mais forte. Eu achava que podia mudar algumas coisas na pessoa com quem me casei e, infelizmente, não pude. Assim que me casei, fiquei logo grávida e percebi que seria muito difícil sair, por razões financeiras e também pelos valores da minha família. Isso é algo que aprendi ao longo do caminho — que eu jamais poderia mudar alguém. Eu só posso mudar a mim mesmo.”

CASAMENTO

April Stern, 71: “Parece simples, mas vocês têm que gostar um do outro. Ser amigos, tentar passar daquele sufoco inicial e perfeito, e se certificar de que há uma amizade verdadeira por trás. Eu não acho que é preciso ter interesses idênticos, mas é preciso compartilhar valores. Isso é bem importante. Isso foi crítico [pra nós]. É… acho que valores são provavelmente a coisa mais importante.

Valores políticos, a vontade de não querer viver de maneira ostentadora, sobre comprometimento com os outros e com nós mesmos. Nós dois amávamos viajar, e tínhamos um ar de aventureiros. Gostávamos das mesmas pessoas e acho que isso é importante. Nós tínhamos valores muito parecidos sobre nossos filhos e o que queríamos deles. E vocês têm que ter um senso de humor parecido. Essa foi uma parte muito importante na nossa vida a dois. De fato, apenas duas semanas antes dele morrer, nós estávamos conversando e ele disse algo que eu me acabei rindo, e ele olhou para mim com uma sensação de satisfação e disse ‘eu ainda consigo lhe fazer rir depois de todos esses anos’. E ele podia mesmo.

Nós ambos amávamos certos tipos de coisas. Nós amávamos filmes, bons filmes, parte do nosso namoro envolveu ficar acordado a noite toda pensando no que Ingmar Bergman queria passar com aquele filme. Nós ambos adorávamos ler, e amávamos falar sobre o que estávamos lendo. Apesar de termos nos conhecidos nos anos 60, conseguimos nos comprometer com a monogamia e confiar, isso foi muito importante para nós.”

NO CASAMENTO, OU É GANHA-GANHA OU PERDE-PERDE

Sue Bennett, 86: “Bom, casamento não é uma relação 50/50. Às vezes pode ser 90/10. Depende da situação. Você precisa sempre dar muito. Precisa entender de onde ela vem – se colocar no seu lugar. E precisa ter paz na família. Então você decide, bem, ok, é assim. Você cede. Eu aprendi isso com a experiência. Há momentos em que você cede e momentos em que a outra pessoa cede — você não pode ficar sentado contando quem ganha o que.”

Antoinette Watkins, 81: “Ao acordar de manhã, pense ‘o que eu posso fazer para tornar o dia dela(e) um pouco mais feliz?’. Você precisa trabalhar para dar suporte um para o outro e trabalhar com um time — então, dará certo por muitos anos.”

CASAMENTO É COMPROMENTIMENTO

Mark Minton, 72: “Houve momentos em que nós realmente fomos duros um com o outro. Mas casamento precisa de trabalho para ser prazeiroso. É necessário uma esperança teimosa e um comprometimento teimoso que precisa ser levado a sério. Você aguenta, trabalha nisso, e com o tempo você percebe que valeu à pena. Qualquer relacionamento passa por momentos obscuros assim como momentos brilhantes, então os picos são mais valorizados, mas existirão vales que você precisará atravessar e não desistir. Desistir em um relacionamento significa abrir mão de todas as futuras possibilidades. Veja, haverá sacrifício, mas tem que haver sacrifício ou a vida não será vivida integralmente.”

CASAMENTO: AS BRIGAS

Dora Bernal, 86 (casada há 67 anos): “Eu só consigo pensar em uma coisa: não é porque vocês brigaram que é o fim do mundo, entende? Ao final, vocês ainda são duas pessoas morando juntas, vindo de famílias diferentes, com educação diferentes. Mesmo que a religião seja a mesma, vocês são duas pessoas diferentes. E se brigarem, precisam admitir ‘e daí? nós brigamos’. Dez minutos depois vocês esquecem. Conforme se envelhece, viram cinco minutos. Hoje, as pessoas brigam e agem como se fosse o fim do mundo”.

TENHA FÉ

Curtis Mcallister, 74 (um senhor em forma, casado com uma senhora de 73 igualmente atraente. Ambos lidaram com sérios problemas de saúde desde os 30 anos): “Eu lembro quando a Bárbara começou a ter uns sintomas muito malucos em seu abdômen e algum tempo depois ela ela teve câncer no ovário que voltou muitos anos mais tarde. Eu digo que ela é um milagre ambulante. Nós oramos — e agradecemos a Deus.

Talvez ele tenha curado ela, mas é mais uma questão de que estávamos juntos cuidando dela. Se ela morresse ou melhorasse, nós tínhamos fé em Deus, não de um jeito fanático ou algo assim. Ela meditava bastante e fazia coisas que ajudava pessoas a superar, contar com Deus a ajudou. Há muito mais na vida do que sua própria existência. Acho que todos nós precisamos de alguma espiritualidade, ter fé que é mais do que estes anos aqui, do que estes 74 anos.. Tem uma recompensa depois daqui.

Renata Moratz, 77: “É verdade que isso [religião] é uma das raízes da minha essência. Eu não me lembro de quando eu não conhecia que eu era amada por Deus, uma generosa e onipotente divindade. Isso me levou a espalhar a mensagem gospel de Jesus, o Cristo. Mas não importa a que igreja você pertence ou não pertence. Se muçulmanos estivessem aqui, hindus estivessem aqui, budistas estivessem aqui, judeus estivessem aqui, todos lhe falariam que a religião deles diz ‘ame uns aos outros e perdoem uns aos outros’. Esse é o ponto em comum.

Cora Jenkins, 97: “Tenha uma profunda fé, mas não fanática.”

ENVELHEÇA COM ENTUSIASMO

Ramona Olberg, 76: “Eu falo para os jovens que envelhecer é ótimo porque você pode fazer o que tiver vontade e aproveitar qualquer coisa. Você não está presa. Você pode fazer qualquer coisa. Levante e vá a algum lugar sozinho. E se alguém convidar você, você vai. Não fique em casa. Quando mais jovem, se alguém me convidava, eu achava uma desculpa. Mas agora, não! Fui!”

CUIDE DA SUA SAÚDE!

Todd Ouellette, 76: “Bom, eu sei disso: envelhecer é normal. Mas se você precisa ser empurrado em uma cadeira de rodas com um cilindro de oxigênio, e sabe alguma coisa hoje que pode prevenir isso, faça. Porque é quando você envelhece que mais tem oportunidade de sentar e aproveitar a vida. Mas só se você não estiver com a saúde horrível, como obesidade ou algo parecido. O que você puder fazer pra manter sua saúde, faça agora. Fique longe de cigarros ou o que quer que seja, porque isso definitivamente fará diferença mais tarde na sua vida.”

CUIDE DA SUA SAÚDE! PELOS OUTROS TAMBÉM.

Tina Oliver, ?: “Meu marido me prometeu que faríamos 50 anos de casados, e ele mentiu. Ele me deixou depois de 47 anos e meio. Ele estava doente há algum tempo. Ele teve um enfarto, e antes disso uma cirurgia na carótida, primeiro de um lado, depois no outro. Ele fumava. Nenhum dos meus filhos fuma, graças a Deus. Eles viram como o pai deles estava. Ele foi para o hospital, ficou lá por 5 meses e meio depois da cirurgia no coração e nunca voltou pra casa. Cinco meses e meio. Eram 83km todos os dias por 5 meses e meio, e eu fui todos os dias. Sabe, as crianças viram como ele sofreu. E quando você falava algo, ‘não fume assim’ ou do quanto bebia, ele falava ‘o que tem? Todos vamos morrer um dia.’ Mas quem sofre? A família.”

O QUE VOCÊ IRÁ DEIXAR?

Mabel Leutz, 91: “Acho que a principal coisa é o amor. Dê amor, deixe seus filhos e netos convencidos que você ama a eles e às suas famílias. Se eu pudesse fazer uma coisa diferente na minha vida, seria ter demonstrado mais compaixão com as pessoas em geral. Sabe, quando se é muito crítica com certas pessoas… mas agora que eu vejo o que eles estavam passando, eu queria ter sido mais atenciosa.”

Joshua Bateman, ?: “Quem você já ajudou? Que círculos participou? Quem gosta de você? Algumas pessoas que eu conheço nunca ajudaram ninguém. Elas nunca fizeram nada. Nunca participaram de grupos — elas viveram as próprias vidas por conta própria. Sabe o que mais? Ninguém vai ao funeral delas. Vai ser como se elas nunca tivessem passado pela Terra. Elas nunca deixaram nenhuma marquinha.”

É isso. Espero que você tenha gostado…

Eu gostei tanto que quis compartilhar com você. Acredito que vale uma boa reflexão: Como está minha vida hoje?

Beijos mil e até o próximo!


♥ ONDE ESTÃO AS CARTAS DO SEU JOGO?

Meu pai era um apreciador de um bom jogo de buraco. Na época que morávamos na rua da Estrela (nome lindo que a Prefeitura decidiu mudar para o sem sal Desembargador Freitas), fazíamos noitadas desse jogo de cartas em nossa casa.

Eu era pequena, mas via que os amigos de meus irmãos enchiam o nosso lar, que exalava diversão e alegria quase todos os dias. Há pouco tempo, um deles mandou um presente para minha mãe com uma carta que dizia: Vocês foram a minha referência de família!

Isso, realmente, nos enche de orgulho!

Lembrei muito dessa parte da minha vida, quando li a história de um rabino judeu que esteve preso no Gulag – um terrível conjunto de campos de trabalho forçado que Stalin construiu na Sibéria.

Esse rabino contou que, no Gulag, o regulamento era muito rigoroso e, entre muitas coisas, proibia o jogo de cartas. A pena para quem não cumprisse essa regra era uma solitária numa cela subterrânea, o que, com o inverno rigoroso da Sibéria, era quase uma sentença de morte.

Mas os presos preferiam assumir o risco de perder a vida a deixar de jogar: única alegria que tinham nas madrugadas da prisão.

Só que, conta o rabino em suas memórias, eles foram dedurados e os soldados se armaram para pegar os infratores: revistaram todos os presos e seus pertences, mas não encontraram o baralho.

De madrugada, tentaram novo flagrante: todos os presos ficaram nus e foi feita uma revista ainda mais rigorosa… e nada! Não deu outra: os guardas descontaram toda a raiva no preso que havia denunciado a infração.

Depois que foram deixados sozinhos, o rabino perguntou aos colegas de cela como haviam conseguido esconder a “arma do crime” tão bem. Sorrindo, eles disseram que eram “batedores de carteira” e faziam isso como ninguém. Quando a turma da vigilância entrou, o preso que estava com o baralho “escondeu-o” no bolso de um dos guardas. No final da revista, de maneira discreta, outro preso pegou-o de volta. “Eles jamais pensariam em procurar o baralho em si mesmos”, explicou o detento.

Simples assim!

Agora, cá entre nós, isso também não acontece conosco? Quantas vezes a gente não procura a fonte dos nossos problemas nos outros? Quanta vezes também não procuramos a solução fora de nós?

É assim que culpamos o nosso chefe, os clientes, a economia, o mercado, os políticos… Enfim!

É claro que não está em nossas mãos uma porção de coisas. Mas como se sentir com algo que nos aconteça e o que fazer a respeito depende somente de nós.

Fica aqui a sugestão: em nenhum momento, devemos esquecer que temos, internamente, as ferramentas necessárias para dar a volta por cima… apesar do que nos aconteça.

Beijos mil e até o próximo!


♥ SERÁ QUE AINDA DÁ TEMPO?

ainda-da-tempo-sjQuando eu me preparei para escrever este artigo, fiz as contas: faltam menos de 50 dias para 2016 terminar.

O ano passou num como um filme na minha cabeça…

Revi minha listinha de coisas que eu queria fazer, as decisões que tomei, o esforço e o investimento de tempo e dinheiro que fiz no intuito de melhorar a minha vida… Muita coisa legal eu consegui.

É, mas também lembrei do que eu tinha como meta e que não saiu do papel. Outras, eu até mexi, mas não consegui terminar…

Aí pensei: o que eu ainda posso fazer de diferente para cumprir algumas metas e sentir que este ano realmente valeu a pena?

Tá bom: o tempo está curto! Mas, nem tive dúvida: claro que dá tempo! Posso não fazer tudo, mas ainda dá para fazer alguma coisa. E eu vou aproveitar cada segundo!

Lembrei que uma amiga me falava sempre de uma frase do Eclesiastes, que diz “Se o machado está cego e sua lâmina não foi afiada, é preciso golpear com mais força; agir com sabedoria assegura o sucesso.”

Então, já montei uma estratégia para conseguir. A primeira foi definir uma prioridade. Afinal, não dá para conseguir tudo o que em um ano eu não consegui, né?

Acima de tudo, fui realista!

Depois disso, decidi dizer “não” às coisas que  não são importantes. Nesse momento, não quero nada do que só consome meu tempo.

De resto, é foco total!

E você, topa se motivar para ver o que consegue fazer até os fogos do réveillon?

Beijos mil e até o próximo!


♥ ENTÃO, LEVANTA E ANDA!

proibido-resmungarEu li, certa vez, que a congregação Beneditina, como todas as outras, tem suas regras. Antes de tudo, quero dizer que, como era um texto da internet, não sei se era verdadeiro, mas, independentemente disso, a regra 34 chamou a minha atenção: É proibido resmungar!

Veja que legal! Lá não está escrito que é proibido discordar, discutir, reclamar, debater… Tudo isso é permitido. Só é proibido resmungar!

Aí fiquei pensando: sou meio arisca a regras, normas, dogmas… mas essa eu gostei!

Não sei se você lembra, mas resmungar é falar entre dentes e com rabugice. É dar sinais de descontentamento dizendo coisas desagradáveis em voz baixa, murmurando meio que pra si mesmo.

Quem resmunga, fala, fala, fala… e nada faz para mudar o que não está lhe agradando.

É uma questão de atitude!

Quem resmunga é o tipo de pessoa que fica amaldiçoando a escuridão ao invés de levantar e procurar acender a vela.

É uma questão de decisão!

Agora, vamos pensar juntos: nós estamos agindo para resolver nossos problemas, sejam eles pequenos ou grandes, ou só resmungamos?

Que tal colocarmos a regra Beneditina em nossa vida?

Finalizo com a letra de Emicida e Rael da Rima, que sugere o que podemos fazer:
Quem costuma vir de onde eu sou
Às vezes não tem motivos pra
Seguir
Então levanta e anda, vai…
Mas eu sei que vai, que o sonho te traz
Coisas que te faz
Prosseguir
Vai, levanta e anda, vai…

Reflita aí e depois me conta depois o que achou disso.


♥ DICAS DE COMO ENFRENTAR OS CONFRONTOS DO DIA A DIA

39129857 - two hands: man and woman, isolated on white
39129857 – two hands: man and woman, isolated on white

Antes de começar, preciso dizer que não sou praticante de Aikido, mas até ajudei a montar um grupo na minha cidade. É que sou apaixonada pela filosofia que permeia essa arte marcial japonesa, desenvolvida aproximadamente entre os anos de 1930 e 1960 por Morihei Ueshiba. O objetivo dele era criar uma arte em que os seus praticantes pudessem defender-se a si próprios a partir do ataque adversário.

O aikido é, também, traduzido como “o caminho da unificação, da energia da vida” ou, ainda, “o caminho do espírito harmonioso”.

Um dos membros desse grupo da minha cidade,  enviou-nos um texto muito legal com dicas preciosas do Morihei Ueshiba, que servem como uma luva para nossa vida, afinal, quem nunca teve que enfrentar um confronto?

Em resumo, ele diz que, sabendo que quando você estiver em busca de um objetivo irá defrontar-se com forças opostas, precisa usar essa força a seu favor. Na verdade, aprenda a detectar e resolver os problemas, antes que eles se manifestem e é sempre bom buscar a harmonia e o entendimento, antes de qualquer coisa.

Se o problema já estiver formado, não focar nele: é preciso entendê-lo para saber como confrontá-lo. Você precisa, também, estar preparado para grandes provas a fim de resistir e aguentar firme no seu caminho.

Para isso, não gaste a sua energia desnecessariamente e aceite tudo aquilo que a vida lhe oferecer.Dependendo das circunstâncias, seja duro como um diamante, flexível como uma pena, generoso como a água ou vazio como o ar.

Aí estão, na íntegra, as dicas de Morihei Ueshiba sobre como enfrentar os confrontos do dia a dia:

1) Quem tem um objetivo na vida, fatalmente irá defrontar-se com uma força oposta. Para eliminar essa força, é preciso fazê-la trabalhar a seu favor.

2) Um verdadeiro guerreiro jamais sacrifica seus amigos para derrotar o adversário: ele tem que aprender a detectar e resolver os problemas, antes que eles se manifestem.

3) A melhor maneira de enfrentar-se com o adversário é convencê-lo da inutilidade de seus gestos. O guerreiromostra que seu objetivo não é destruir nada, mas construir sua própria vida. Quem caminha em direção ao seu sonho busca a harmonia e o entendimento antes de qualquer coisa.

4) Não fique olhando o tempo todo os problemas que estão no seu caminho: eles terminarão por hipnotizá-lo, impedindo qualquer ação.

5) A força de um homem não está na coragem de atacar, mas na capacidade de resistir aos ataques. Desta maneira, prepare-se – através de meditação, exercícios, e uma profunda consciência de seus propósitos – para aguentar firme e continuar no caminho, mesmo que procurem afastá-lo de sua meta.

6) Esteja preparado para grandes provas, à medida que o sonho se torna realidade.

7) Não olhe sua vida com ressentimento, e esteja preparado para aceitar tudo aquilo que ela lhe oferece; cada dia traz em si a alegria e a fúria, dor e prazer, escuridão e luz, crescimento e decadência. Tudo isso faz parte do ciclo da natureza – portanto não tente reclamar ou lutar contra a vida. Aceite-a, e ela o aceitará.

8) Quando perceber que um adversário se aproxima, avance e lhe diga palavras delicadas. Se ele insistir na sua agressividade, não aceite a luta a não ser que ela vá lhe acrescentar algo; neste caso, utilize a força do oponente, e não gaste a sua energia.

9) Se a origem do seu problema é o fogo, não adianta contra-atacar com mais fogo, porque isso só irá aumentar o incêndio: neste caso, apenas a água será capaz de combater o mal.

10) Saiba o momento correto de usar cada uma das quatro qualidades que a natureza nos ensina. Dependendo das circunstâncias, seja duro como um diamante, flexível como uma pena, generoso como a água ou vazio como o ar.

Se gostou, deixe seu comentário e compartilhe com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales
sua coach

……………….

 

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