BLOG DO NAIM CARDOSO


Naim Cardoso é Engenheiro Civil, Gestor, Consultor, Palestrante e Coach. Com a vivência de 22 anos em Angola, tendo desenvolvido atividades como Diretor Geral de Projetos de Mineração e também como CEO em empresa de Mineração, obteve sólida experiência em gestão de adversidades, gestão de pessoas e gerenciamento de conflitos em situações altamente adversas e complexas.

Especializou-se em questões relacionadas à gestão empresarial, prestando suporte profissional através de palestras e de consultoria nas áreas de análise do perfil profissional de gestores e colaboradores; adequabilidade das ações operacionais às demandas do negócio; percepção de fatores críticos na gestão; garantia do foco nos objetivos da empresa; fortalecimento da comunicação como ferramenta de gestão e na utilização da criatividade para a busca de melhorias operacionais.

Ainda em Angola tornou-se empresário na construção civil, atuando em diversas obras de infraestrutura no País. Atualmente atua como Consultor e Palestrante em Gestão Empresarial com foco na profissionalização da gestão. Clique AQUI para conhecer a NCO, empresa de Naim Cardoso.

Leia os artigos e assista aos vídeos. Se gostar, curta, comente e compartilhe com os amigos.


♦ MELHORAR? ONDE?

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MELHORAR certamente é a ação que sempre esteve e continuará a estar nas prioridades dos empresários.

A concorrência obriga a manter esta condição em constante busca.

O momento que o mundo corporativo vive em que a concorrência ficou muito mais agressiva tendo em vista a globalização, fez com que a procura do melhor seja uma obrigação dos Empresários.

Não há mais lugar para o “mesmismo”. Não sobreviverão aqueles produtos que sempre venderam apesar de não receberem qualquer melhoria na sua forma ou na sua utilidade. Acabou a época da “geladeira da vovó” que durava 40 anos. Ninguém compra produto que não se renova.

Foco na criatividade, foco no novo, foco no que faz diferença, são efetivamente atitudes que levam a que as Empresas possam estar presentes no mercado de forma mais efetiva, garantindo aos seus clientes confiança ao comprar seus produtos.

Tudo isso é necessário, mas por outro lado, tudo isso é possível ter em qualquer empresa, bastando para tal comprar tecnologia, comprar meios que agreguem valor ao seu produto, contratar empresa de marketing para fazer a divulgação, enfim, medidas que credibilizam ações e/ou produtos.

Entretanto, uma coisa faz diferença e é primordial para efetivamente agregar valores à sua marca e, consequentemente, ao seu produto. São os seus colaboradores. Eles precisam estar felizes e gostar do que fazem. Eles precisam estar motivados. Eles precisam estar comprometidos com os objetivos da Empresa.

Garantir estas condições é que representa a grande melhoria.

Estudos desenvolvidos por cientistas americanos indicam que pessoas felizes dobram sua produtividade e as infelizes reduzem em 40%.

Encontrar os fatores que propiciem as condições que gerem a felicidade dos colaboradores é o grande desafio dos Líderes.

Dobrar a produtividade é a estratégia correta. É a grande mudança. É onde o Empresário terá efetivas melhorias no seu produto ou no seu processo produtivo.

Para garantir esta tal felicidade, são cinco os fatores que os Líderes precisam focar. São eles:

  1. Comunicação – abertura na relação Líder – Liderado – Líder;
  2. Objetividade – atenção com o que está sendo dito, evitando mensagens subjetivas. Prática do feedback;
  3. Criatividade – permitir que os liderados contribuam com ideias criativas para o processo produtivo e/ou de gestão;
  4. Comprometimento – faça com que o liderado perceba a importância do trabalho dele para a Organização;
  5. Corresponsabilidade – o liderado precisa se sentir “dono” do negócio.

Analise bem estes fatores. Conclua sobre a sua forma de liderar e se nela você pratica todos eles. Verifique se as melhorias estão acontecendo através de seus colaboradores.

Boa sorte.

Naim Cardoso


♦ A IMPORTÂNCIA DO FEEDBACK

Nas consultorias que presto a empresas tenho constatado que, invariavelmente, a comunicação (ou a sua falta) se apresenta como fator crítico. Esta conclusão é dos Líderes com quem interajo.

Interessante que por vezes trato com empresas que tem atividades por muitos anos e, apesar do sucesso alcançado, têm na comunicação um fator de fragilidade para a eficácia de sua gestão.

Muitos são os fatores que dificultam a comunicação entre as pessoas, em particular entre Líderes e Liderados nas Organizações. A própria heterogeneidade das equipes que, após o advento da globalização, passou a ser a realidade de todas as Empresas, contribuiu significativamente para dificultar a relação entre todos.

Entretanto, uma coisa é verdade: os Líderes precisam perceber a real condição de debilidade na comunicação e assumir posição mais efetiva para minimizar esta situação.

Uma das ferramentas mais adequadas na busca desta melhoria certamente é a prática do feedback.

Douglas Stone & Sheila Heen autores do livro Obrigado pelo Feedback, definem feedback como sendo a maneira como passamos a nos conhecer através das nossas próprias experiências e das outras pessoas.

É exatamente esta troca proposta por estes autores que parece ser a maneira mais adequada de, no mundo corporativo, praticar a liderança na busca da melhoria da comunicação.

Para tal se faz necessário a aceitação de um outro conceito fundamental: o feedback tem dois sentidos ou seja: aquele que se dá da Empresa ou do Líder para os Liderados e o inverso, do Liderado para o Líder ou a Empresa.

Aceitando esta condição é que uma boa parte da mudança no processo de comunicação estará resolvida.

Entretanto surge um outro ponto de relevância e que define da mesma forma a qualidade do resultado a ser alcançado. Trata-se da capacidade de quem recebe o feedback, principalmente se tratar de questões relacionadas à necessidade de mudanças por parte do receptor.

Os receptores controlam o que querem assimilar, o modo como dão sentido ao que estão ouvindo e se acham que devem ou não mudar. Entretanto, precisam necessariamente ter abertura e desprendimento para criar condições para que o emissor do feedback se sinta à vontade para expressar seu entendimento.

Um gestor que não está disposto a ouvir críticas, tanto a ele como à empresa, serve apenas para atrasar o desenvolvimento de sua empresa.

A busca do feedback dos colaboradores só tem força e significado se, e somente se, anteriormente os objetivos e as estratégias da Empresa tenham sido transmitidos de forma clara e transparente e, principalmente, se existiu o entendimento de todos.

Posicionar a equipe sobre o andamento das metas, do seu cumprimento e das ações necessárias a superá-las é uma medida que gera motivação e maior integração, fortalecendo a comunicação do grupo.

Medite sobre isso.

Naim Cardoso


♦ CONVIVÊNCIA NO AMBIENTE DE TRABALHO

De uma forma geral as Organizações contam com equipes heterogêneas para obter os resultados previstos em seus programas de ação.

São raras as empresas que têm funcionários com longo período de relação laboral. Atualmente esta relação é muito diferente “daqueles tempos” em que ao ingressarmos numa Organização, a quase maioria lá ficava até a sua aposentadoria.

Lembro do tempo em que ao analisar um curriculum, bastava que o candidato tivesse tido muitos empregos e de pouca duração, para que fosse recusado ou pelo menos a avaliação já começasse com ponto negativo.

Nesta era da globalização a estabilidade deu lugar a mudanças aceleradas e imprevisíveis. Essas mudanças romperam o tradicional pacto entre empresa e trabalhador e o plano de carreira que o acompanhava.

Hoje existe um certo pragmatismo na relação entre Empresa e Colaboradores que de longe lembra aquela época de um certo romantismo, onde a visão era ter a fidelidade do trabalhador representada pela total dedicação e as vezes sacrifícios pela Empresa. Por outro lado, a própria Empresa sentia-se obrigada a garantir a evolução do seu colaborador, financiando formações voltadas a fortalecer a sua presença e contribuição intelectual para com ela.

As Empresas atualmente fomentam a disputa entre os trabalhadores, dando ao “vencedor” prerrogativas diferenciadas. Esta pode parecer uma estratégia justa na visão da Direção da Empresa, mas certamente gera desmotivação junto aos demais colaboradores.

A consequência natural é que a rotatividade da força de trabalho aconteça e, naturalmente, o círculo vicioso de mudanças dos trabalhadores, acaba por fortalecer ainda mais a heterogeneidade da equipe.

Esta é a grande questão e que dificulta a convivência no ambiente de trabalho. Neste ambiente heterogêneo acabamos por conviver com pessoas de culturas diferentes, origens diferentes, percepções diferentes dos objetivos da Empresa e muitos outros aspectos que poderiam ser aqui enumerados.

O desafio do Líder é buscar a harmonia apesar da heterogeneidade.

Por outro lado, uma coisa é certa: tudo mudou!

Antigamente a relação era para todo o sempre. A garantia do emprego era um fato e a lealdade e a moderação nas reivindicações eram as contrapartidas dos trabalhadores à Empresa.

Atualmente os laços rígidos de lealdade de ambos os lados não existem. O que acontece é a busca constante de uma aliança que gere benefícios às partes.

Voltando à questão da convivência e da heterogeneidade, lembrei do discurso do presidente da Netflix – Reed Hastings sobre a cultura da empresa, que declarou: “Somos uma equipe, não uma família”.

Estas seis palavras me fizeram analisar de maneira diferente a questão da convivência e da própria liderança.

É verdade, as empresas atualmente têm equipes!!. Não são mais uma grande família.

Esta condição precisa ser entendida e os Líderes buscarem a tal convivência dentro desta nova realidade.

Medite sobre isso.

Naim Cardoso


♦ ADMINISTRAR O TEMPO – UMA NECESSIDADE

Muito já se escreveu sobre este tema.

Fiquei impressionado quando fui pesquisar no Google e, ao digitar “administração do tempo”, recebi a informação da existência de 1.440.000 resultados para que eu analisasse. Claro que “não tive tempo” para realizar esta pesquisa em todos os artigos disponíveis.

A quantidade de dicas é enorme. Muitos também são os vídeos com orientações, assim como artigos de profissionais renomados trazendo para os leitores soluções diferenciadas para a obtenção de melhores resultados na vida pessoal e profissional ao fazer uma boa administração do tempo.

Sem querer ser repetitivo ao escrever este artigo e apresentar sugestões que certamente estarão contidas em muitas destas publicações já existentes, preferi abordar o tema apresentando duas experiências pessoais que me trouxeram ensinamentos interessantes sobre a importância de como utilizar o tempo como ferramenta de gestão empresarial.

Assim sendo vamos a elas:

1 – Vivi por muitos anos na África, mais particularmente em Angola. Assim que lá cheguei encontrei algo cuja experiência nunca tinha vivido. O estado de guerra no País. Na capital, durante algum tempo, se fazia necessário a prática do toque de recolher, o que obrigava a todos não circularem nas ruas a partir de determinado horário. Nunca geri tão bem o meu tempo nas reuniões e encontros, de forma a garantir que estaria em casa antes da hora limite estabelecida. A necessidade faz com que sejamos eficazes na gestão do tempo.

2 – Ainda em Angola tive outra experiência muito interessante quando da implantação de um super projeto de exploração mineira no interior do País. O número de atividades a serem realizadas simultaneamente era enorme e, além do mais, existiam cerca de dezoito nacionalidades diferentes no grupo dirigente do empreendimento, obrigando que as reuniões fossem feitas com tradutores. Unificar o entendimento das estratégias empresariais era um dos desafios. O tempo perdido para a divulgação das orientações era da mesma forma muito grande.

A solução para minimizar o tempo perdido foi a de fortalecer o sistema de comunicação através de clareza e objetividade nas informações. Solução simples, mas de difícil implementação tendo em vista a diversidade de culturas.

Para finalizar gostaria de deixar um pensamento muito apropriado para o tema deste artigo, escrito pelo filósofo alemão – Arthur Schopenhaeur, que diz o seguinte: “As pessoas comuns preocupam-se apenas em passar o tempo. As que têm talento, em utilizá-lo” .

Naim Cardoso


♦ ROTINA – ALGO A SER EVITADO

A prática da rotina é uma atitude bastante interessante e que precisa ser bem gerida para evitar que se torne em algo desconfortável no dia a dia do profissional.

Alguns executivos, na busca de encontrar condições ideais para seu crescimento profissional, acabam por estabelecer metas e objetivos nem sempre factíveis e, assim sendo, priorizam apenas o trabalho, transformando isso em seu único propósito na vida. Criam rotina pesada em obter, o mais rapidamente possível, os objetivos preconizados.

Nada contra aos que têm ambição profissional, faz parte do comportamento humano. A questão é como conseguir esses objetivos.

Essa rotina de excesso de trabalho na busca deste tal objetivo, acaba por levar à exaustão e ao estresse.

O problema do estresse é que, estando ele presente no dia a dia do executivo, acaba por reduzir os resultados e, ao fazê-lo, a falta de concentração é uma consequência natural.

Quando a falta de concentração acontece, a redução da qualidade também acontece e, desta forma, o Cliente percebe de imediato a mudança.

Neste momento o estresse cresce muito e, para minimizar o desconforto do Cliente, o executivo aumenta suas atividades e acaba por gerar dificuldades na família com sua ausência constante.

Esta rotina gera um círculo vicioso onde: o executivo está estressado porque não dá resultados e dão dá resultados porque está estressado.

Você é um executivo que se encontra neste estágio? A sua vida pessoal se encontra conturbada e seus resultados diminuídos?

As suas metas estão difíceis de serem atingidas?

E a sua rotina? Está muito intensa?

Evitar estresse na rotina de trabalho é fundamental.

Reveja seus conceitos sobre as forças de obter resultados. Qualifique a sua rotina no sentido de preservar a sua saúde e de atingir objetivos factíveis.

Boa sorte!

Naim Cardoso


♦ PATO OU ÁGUIA? VOCÊ DECIDE!

Recentemente, recebi de uma amiga um texto que gostei muito.

Nada mais verdadeiro e que nos faz meditar sobre as nossas opções na vida pessoal, familiar e profissional.

Não sei quem é o autor desse artigo mas admito que gostaria de ter sido eu.

Aí vai. Pense bem sobre suas opções. DECIDA!!

Boa sorte

…………….

Eu estava no aeroporto quando um taxista se aproximou. A primeira coisa que notei foi um táxi limpo e brilhante. O motorista bem vestido, camisa branca e calças bem passadas, com gravata.

O taxista saiu, me abriu a porta e disse: “Eu sou João, seu chofer. Enquanto guardo sua bagagem, gostaria que o senhor lesse neste cartão qual é a minha missão.

No cartão estava escrito: < Missão de João – Levar meus clientes a seu destino de forma rápida, segura e econômica, oferecendo um ambiente amigável > Fiquei impressionado.

O interior do táxi estava igualmente limpo.

João me perguntou: “O senhor aceita um café?”. Brincando com ele. eu disse: “Não, eu prefiro um suco”.

Imediatamente ele respondeu: “Sem problema. Eu tenho uma térmica com suco normal e também diet, bem como água”. Também me disse: “Se desejar ler, tenho o jornal de hoje e também algumas revistas.”

Ao começar a corrida João me disse:

“Essas são as estações de rádio que tenho e esse é os repertórios que elas tocam.” Como se já não fosse muito, o João ainda me perguntou se a temperatura do ar condicionado estava boa.

Daí me avisou qual era a melhor rota para meu destino e se eu queria conversar com ele ou se preferia que eu não fosse interrompido.

Eu perguntei: “Você sempre atende seus clientes assim?”. “Não”, ele respondeu. “Nem sempre. Somente nos últimos dois anos. Meus primeiros anos como taxista, passei a maior parte do tempo me queixando igual aos demais taxistas. Um dia ouvi um doutor especialista em desenvolvimento pessoal. Ele escreveu um livro chamado Quem você é faz a diferença.

Ele dizia: Se você levanta pela manhã esperando ter um péssimo dia, certamente o terá. Não seja um pato. Seja uma águia! Os patos só fazem barulho e se queixam, as águias se elevam acima do grupo Eu estava todo o tempo fazendo barulho e me queixando.

Então decidi mudar minhas atitudes e ser uma águia. Olhei os outros táxis e motoristas. Os táxis sujos, os motoristas pouco amigáveis e os clientes insatisfeitos.

Decidi fazer umas mudanças. Quando meus clientes responderam bem, fiz mais algumas mudanças.

No meu primeiro ano como águia dupliquei meu faturamento. Este ano já quadrupliquei. O senhor teve sorte de tomar meu táxi hoje. Já não estou mais na parada de táxis. Meus clientes fazem reserva pelo meu celular ou mandam mensagens. Se não posso atender, consigo um amigo taxista ‘águia’ confiável para fazer o serviço.”

João era diferente. Oferecia um serviço de limusine em um táxi normal. João o taxista decidiu deixar de fazer ruído e queixar-se como fazem os patos e passou a voar por sobre o grupo, como fazem as águias.

Não importa se você trabalha em um escritório, com manutenção, professor, servidor público, político, executivo, empregado ou profissional liberal ou taxista!

Como você se comporta? Se dedica a fazer barulho e se queixar? Ou está se elevando acima dos demais?

Lembre-se: A DECISÃO É SUA.

Essa chave só abre pelo lado de dentro!

E CADA VEZ VOCÊ TEM MENOS TEMPO PARA MUDAR!

Naim Cardoso


♦ OS 4 D`s DO SUCESSO

Em minhas palestras sempre deixo uma mensagem a todos os participantes através do conhecimento dos 4 D´s do sucesso.

Infelizmente este pensamento não é meu. Gostaria muito que tivesse sido pensado por mim. Aliás nem sei quem o escreveu mas tenho muita admiração por este desconhecido.

A proposta é alertar a todos da necessidade de foco em aspectos muito importantes e que, se não considerados, não atingiremos nossos objetivos.

Os 4 D´s são os seguintes: Desejo – Decisão – Determinação – Disciplina.

O pensamento é: Se você tem o desejo de mudar, a decisão para agir, a determinação para persistir em seu caminho adiante e a disciplina para obedecer a tudo que precisa fazer, sua autoconfiança e seu sucesso serão inevitáveis.

Parece simples, mas não é.

Priorizar sempre essas ações no sentido de dar o foco adequado às atitudes é, indiscutivelmente, o “x” da questão.

Muitas são as vezes que nos desviamos de alguns desses D´s devido a outros aspectos que, em determinado momento, se apresentam para nós como mais simples e cômodos, nos levando a assumir a zona de conforto como a mais adequada.

Grande risco!

Definir o que é importante para nós, estabelecer de forma clara quais são as nossas prioridades na vida, quais os nossos reais objetivos, geram convicções que fortalecem ações para a prática dos 4 D´s e, com o devido foco, daremos a prioridade necessária para vencer nossas resistências internas.

Pense nisso.

Como estão seus objetivos? Estão bem claras as suas metas?

Analise suas convicções para a prática dos 4 D´s para o sucesso.

Boa sorte!

Naim Cardoso


♦ DIVERSIDADE DE CULTURAS

A globalização é uma realidade. Nada a fazer se não a considerar como parte das ações e decisões de empresários e/ou líderes.

Evidente que as Organizações passam a ter equipes heterogêneas e, desta forma, a liderança requer maior atenção e concentração na gestão das pessoas.

Entender claramente a lógica do raciocínio dos colaboradores é, sem qualquer dúvida, o principal foco dos Líderes.

Este aspecto se apresenta de forma mais contundente quando a equipe é constituída de profissionais oriundos de países diferentes e, como tal, com diferenças culturais mais relevantes.

As dificuldades de emprego em diversos países, em especial os do terceiro mundo, tem levado a entrada maciça de profissionais nos mercados de trabalho daqueles que ainda tem disponibilidade para receber profissionais em diversas áreas.

Independentemente das qualificações técnicas destes trabalhadores, é neste momento em que os Líderes precisam ter competência para perceber as diversidades culturais e, buscar resultados apesar da heterogeneidade da equipe.

Gerir equipes heterogêneas é o grande desafio dos Líderes atuais!

A visão popular da globalização é a de ausência de fronteiras e barreiras para o comércio entre nações.

Alguns estudiosos entendem que essa conceituação da globalização como ausência de fronteiras, leva a concluir que desta forma estará sendo produzida uma tendência a homogeneidade e uniformidade cultural.

Não é de todo impossível imaginar ser esta conclusão algo possível. Entretanto, da mesma forma é possível imaginar que tal fato pode levar ao fortalecimento da percepção das diversidades e diferenças culturais.

O tempo dirá!

Uma coisa é certa, a diversidade doméstica e a internacional que a globalização gera, levará o processo criativo nas Organizações estarem mais presentes e, desta forma, propiciará oportunidades no mercado global, gerando empregos para pessoas de todo o mundo.

Os Líderes precisam estar conscientes deste grande desafio de obter resultados através da gestão de pessoas de culturas diversas.

Naim Cardoso


♦ NO AVIÃO

Interessante como em um avião, seja qual for o destino, pensamos na vida e em soluções para sua melhoria.

Tenho feito muitos voos para vários lugares e, invariavelmente, de longa duração.

Inicialmente aquele sono que não consigo vencer, depois um wisky (Chivas Reagel de preferência), uma refeição, aquela sonolência natural que o vinho e o wisky trazem, eventualmente uma leitura e pronto, lá vêm os pensamentos.

Acontece sempre, pelo menos comigo, de começar a pensar nos problemas de trabalho que tive que deixar sem solução em terra, por falta de tempo ou, até mesmo, por não saber naquele momento qual a solução. Neste ultimo caso, vale aquela máxima – se não tem solução…. é por que não tem problema.

Na verdade, não é bem assim e, desta forma, aquelas horas nas alturas quase sempre servem para encontrar a tal solução para o tal problema que efetivamente existe.

Em seguida, começam aqueles instantes agradáveis onde se está sozinho consigo mesmo, o que permite navegar longamente nas hipóteses de soluções diferentes das que se tem no momento.

Naqueles instantes vale tudo. Não há críticas, não existem questionamentos, não existem regras pré-estabelecidas para serem seguidas. É só viajar com os pensamentos.

Pensa-se na família, nos amigos, nos colegas de trabalho, na Empresa onde se trabalha, no negócio que se tem, no que os livros de negócios sugerem para se ser um vencedor, na nossa eficiência enfim, em muitas coisas que estão normalmente no nosso entorno e que, com o dia-a-dia, acabamos por não reservar tempo suficiente para sua meditação.

Por que será que é assim? Será que não conseguimos reservar um tempo para nós mesmos porque priorizamos aspectos puramente operacionais da vida pessoal, familiar e profissional?

Será que temos dificuldades para estar conosco mesmo?

Eu tenho…

Naim Cardoso


♦ UNIFORMIZAÇÃO DE LINGUAGEM

Só existe uma maneira de nivelar conhecimentos e uniformizar a linguagem numa Organização: basta garantir a comunicação entre as pessoas.

Parece simples, mas não é.

Existem várias interpretações relacionadas com o conceito de comunicação no meio corporativo. Para citar algumas, começo por DuBRIN (1998), que entende que a comunicação consiste no processo de troca de informações através do uso de palavras, letras, símbolos, ou comportamento não-verbal e é justamente o que mantém a organização unida.

Para DAFT (1999) significa “compartilhar”, funcionando como via de mão dupla, utilizada com o intuito de motivar ou influenciar o comportamento dos funcionários; enquanto que MEGGINSON (1998) vê a comunicação organizacional como uma cadeia de entendimento que liga os membros de várias unidades de uma organização em diferentes níveis e áreas.

Estas são definições institucionais e acadêmicas. Certamente todas com muita verdade e expressando pontos de vista coerentes. Certamente se pesquisássemos encontraríamos muito mais definições para comunicação.

A questão principal é como o Líder utiliza a comunicação como ferramenta de gestão empresarial propiciando motivação, sinergia e, principalmente, comprometimento e corresponsabilidade dos liderados.

O canal de comunicação entre Líder e Liderado precisa ser em dois sentidos. Para que assim seja, cabe ao Líder criar as condições para que o Liderado se sinta a vontade para o diálogo. É desta forma que o Líder vai poder melhor perceber fatores importantes relacionados ao seu Liderado tais como, personalidade, maturidade, pontos fortes e debilidades.

Ainda como fator importante para fazer da comunicação ferramenta adequada para uma boa gestão e, consequentemente gerar a uniformização da linguagem entre todos, destaca-se necessidade de perceber o perfil dos Liderados, criando condições de ser a liderança praticada de forma adequada e compatível com as características comportamentais de cada um.

Outro aspecto importante para que a comunicação flua e atinja os objetivos, é o de saber se comunicar. É fundamental ter cuidado com a forma de falar, o uso das palavras adequadas e principalmente o tom de voz. Existem pessoas, que, apesar de terem as melhores intenções para obtenção de resultados, comunicam-se de maneira agressiva, falam berrando e se expressam tão confusamente que não conseguem gerar a motivação nos seus Liderados.

Aos Líderes que desejam que a linguagem nas suas Empresas seja o mais uniforme possível, é importante que entendam que são o espelho do grupo e que, desta forma, os Liderados tendem a copiá-los. Ter linguagem transparente, objetiva e estruturada é a maneira mais adequada de dar qualidade ao sistema de comunicação.

Pense nisso.

Naïm Cardoso


♦ A FIDELIDADE

A fidelidade no meio corporativo é, indiscutivelmente, fator de sucesso nas Organizações.

Preparando o artigo desta semana que entra, pesquisei várias fontes sobre este tema e encontrei, nas palavras escritas pelo antropólogo Luiz Almeida Marins ( PhD) uma síntese perfeita.

O Prof. Marins é um profissional de excelência, além de um palestrante de qualidade. Achei que o ideal seria partilhar com os leitores do Blog a íntegra do artigo do Marins. Espero que gostem:

Como consultor e antropólogo, tenho o hábito de pesquisar, constantemente, a razão do sucesso de empresas e pessoas. Esse questionamento faz parte do nosso dia-a-dia como antropólogo, pois estamos sempre questionando os atributos humanos que proporcionam o sucesso ou que trazem o fracasso de empresas e pessoas.

Numa análise antropológica que fizemos, chegamos a uma constatação simples – um dos grandes fatores do sucesso de pessoas e empresas é a fidelidade.

E fidelidade a tudo. A empresa de sucesso é aquela que tem e demonstra uma fidelidade a seu cliente. Uma real e visível fidelidade de total comprometimento ao sucesso de seu cliente. Os funcionários mais bem avaliados são aqueles que possuem e demonstram total fidelidade à marca dos produtos que sua empresa tem, às políticas, diretrizes, missão, foco e visão da empresa em que trabalham.

Analisando a própria política, vemos que os políticos de sucesso são aqueles que mantêm uma indiscutível fidelidade a seu partido, aos seus dirigentes e líderes, à filosofia e ideologia partidárias e assim por diante.

As pessoas confiam mais nas pessoas que têm e demonstram por atos concretos no dia-a-dia uma fidelidade que outras não têm.

Isso não quer dizer que devamos ter fidelidade a qualquer preço. Se nossa empresa ou líder desrespeita princípios éticos e morais fundamentais, não podemos e não devemos ser “fiéis” a ela ou ele. Mas não podemos nos esquecer de que a fidelidade inclui a coragem de manifestar a nossa opinião e a nossa discordância sobre os atos e fatos que tomamos conhecimento e com os quais discordamos. Faz também parte da fidelidade correr riscos em benefício daquele líder ou empresa a que devemos fidelidade.

Pense nisso: Você é “fiel” à sua empresa, à sua liderança, aos seus amigos? Você é visto como alguém “fiel”? Seu comportamento consegue demonstrar a sua fidelidade a pessoas e à sua empresa, à sua marca?

Naim Cardoso


♦ CULTURA LOCAL – CONHECÊ-LA É FUNDAMENTAL

Neste momento encontro-me em Luanda (Angola) e a cerca de dois dias atrás fiz uma palestra para colaboradores de um cliente.

Durante a interação com um dos participantes, veio à tona a questão da cultura local e sua importância no meio corporativo, na condução das ações de um Líder.

Foi um diálogo interessante e, apesar de já ter postado neste blog um vídeo onde abordo esta questão, resolvi voltar a tratá-la, trazendo para os leitores um artigo que escrevi em março de 2016.

Espero que gostem. Foi ele:

Uma boa parte da minha vida profissional, passei em território africano, em Angola, na grande parte do tempo.

Tive oportunidade de interagir como várias comunidades angolanas que, pelas inúmeras etnias (em torno de 18), permitiram que eu percebesse a diversidade de culturas existentes no mesmo país. Muito interessante e enriquecedora esta experiência vivida.

A África, considerada o berço da humanidade, é uma escola fantástica para aprofundar conhecimento a respeito das pessoas, suas formas de estar na vida, suas particularidades, seus hábitos e seus costumes.

Lá percebemos muitas das razões de comportamentos de algumas culturas de outros povos, em especial dos brasileiros.

Para quem viveu na Bahia, como eu, por alguns anos, esta percepção é mais aguçada permitindo, por várias vezes, se sentir em Salvador, interagindo com os amigos baianos, comendo suas deliciosas comidas típicas e ouvindo as músicas e danças tão comuns no Pelourinho.

Do ponto de vista empresarial, o Líder que não tiver o cuidado de conhecer, entender e, principalmente, vivenciar os hábitos da comunidade onde estiver trabalhando, estará fadado ao insucesso.

Perceber as formas de se relacionar com a comunidade, perceber o papel dos líderes tradicionais (são os SOBAS – autoridades tradicionais), perceber as expectativas que têm a respeito do empreendimento que está sendo implantado em suas terras e perceber outros aspectos também importantes, é fundamental para a harmonia da relação com aquela comunidade.

Especificamente sobre o SOBA, o seu papel é de liderar uma comunidade e, desta forma, tomar decisões, organizar eventos especiais, desempenhar o papel de juiz e agir de forma a prevenir o aparecimento de problemas externos à comunidade, tais como a feitiçaria. As suas funções são a de fazer a ponte entre a comunidade e governo, informarem-se dos problemas, investigar as causas e obter soluções, tais como problemas relacionados com a morte, doença ou outros assuntos similares. Assim sendo, caberá ao SOBA interagir com o Líder de um Empreendimento para transmitir os desejos e necessidades da comunidade que ele representa na sociedade local.

Apesar de ser o português a língua oficial do país, são vários os dialetos nas suas diversas províncias. Em algumas comunidades, encontram-se pessoas que não falam a língua oficial e, sendo ele um trabalhador, necessário se faz criar um canal de comunicação que permita o entendimento das diretrizes da empresa. Tarefa para um tradutor que precisa estar atento às necessidades, além de conhecer não só a língua, como também os hábitos.

Conhecer produtos de melhor aceitação da comunidade quanto à alimentação é fundamental para a harmonia do conjunto. Este fator é importante ter em conta para evitar disponibilizar alimentos nos refeitórios incompatíveis com o gosto local.

Outro fator de suma importância é o das datas comemorativas do país, bem como as da região onde se encontra a empreendimento em implantação. Respeitar estas datas e promover a comemoração seguindo as maneiras de realizar os festejos faz enorme diferença na aceitação da liderança por parte da comunidade.

No caso específico de Angola, a depender da região onde se encontra, muitos outros aspectos culturais precisam ser conhecidos. Aspectos como o entendimento sobre a morte e o respectivo enterro, o nascimento de uma criança, o papel do homem e da mulher na comunidade, a percepção que as pessoas têm a respeito dos direitos e deveres dos cidadãos enfim, inúmeros outros aspectos que constituem a cultura local e que, se não percebidos claramente, gerarão sérias dificuldades no processo de gestão do empreendimento que esteja sendo implantado.

Medite sobre isso.

Naim Cardoso


♦ A IMPORTÂNCIA DO ENDOMARKETING

Endomarketing é uma das mais novas áreas da administração e busca adaptar estratégias e elementos do marketing tradicional, normalmente utilizado no meio externo às empresas, para uso no ambiente interno das Organizações.

O termo Endo é oriundo do grego Endus e significa para dentro, logo seu conceito é definido como: o estudo das necessidades e desejos dos consumidores.

No caso do meio corporativo, entenda-se consumidores como sendo os colaboradores de uma Empresa.

É assim que o endomarketing tem como principal estratégia, estabelecer formas práticas de dar a todos os colaboradores, o entendimento claro e uniforme dos objetivos, diretrizes e prioridades da Organização onde trabalham.

Dentro deste pressuposto, o endomarketing garantirá a integração das relações entre a Empresa e seus funcionários, tendo como consequência natural a absorção da cultura empresarial.

A comunicação no meio corporativo é sabidamente fundamental. A Organização que não prioriza os sistemas de comunicação entre todos os seus colaboradores, está fadada ao insucesso.

A integração de todos os Departamentos é de suma importância no fortalecimento da gestão, tendo em vista ser ela um fator de uniformização da linguagem entre os Líderes e Liderados. O endomarketing é a ferramenta ideal para atingir este objetivo.

Além de garantir a divulgação das estratégias técnicas, comerciais e filosóficas da Empresa, o endomarketing assume papel preponderante na garantia da capacitação de todos os colaboradores, tornando-os agentes propagadores do produto, da marca ou do serviço que a Empresa comercializa.

A globalização e o consequente acirramento da concorrência entre as empresas, obrigou aos empresários incorporar fatores de gestão que agregassem valores que diferenciassem seus produtos no mercado.

É neste contexto que surge a necessidade de rever as estruturas pouco flexíveis das empresas e o foco nas pessoas passa a assumir importância diferenciada. A Área de RH assume papel estratégico e a Gestão de Pessoas uma ferramenta de gestão fundamental.

Priorizar a comunicação entre as equipes, fomentar a criatividade, incentivar a inovação e, principalmente, utilizar o endomarketing como estratégica para a garantia da eficácia das empresas foram, e ainda são, formas diferenciadas de garantir uma presença de qualidade neste atual mercado tão competitivo.

Na sua Empresa se pratica endomarketing? Os resultados são positivos?

Medite sobre isso.


♦ REVIRAVOLTA

Existem momentos que rever alguns ou todos os conceitos e métodos de vida se faz necessário e importante.

Temos uma tendência natural a nos acomodar quando existem facilidades tanto na vida pessoal, como na profissional. É neste momento que questionar se tudo está bem ou se experimentar outras formas de estar na vida, parece ser o ideal.

Não é nada fácil romper com paradigmas. A resistência dentro de nós mesmos é muito grande. A incerteza sobre o resultado a ser alcançado, a insegurança com relação a garantia da manutenção dos aspectos materiais já conquistados são também fatores que dificultam a tomada de decisão.

Por outro lado, ser otimista demais e acreditar que a mudança necessariamente alcançará resultados sempre positivos, é uma atitude perigosa.

O equilíbrio está no bom senso e na maturidade.

Analisar todos os aspectos positivos e negativos, saber dar o peso devido a cada um é condição fundamental para proceder à mudança.

Tomada a decisão cabe garantir a sua manutenção. No início é importante a constante avaliação e reavaliação dos resultados e a percepção da necessidade de mudanças de rumos, até que a rotina se estabeleça e exista o conforto pessoal na nova situação criada.

Tudo isso vale até a próxima “reviravolta”.

Naim Cardoso


♦ MUDANÇAS INEVITÁVEIS

Recentemente minha secretária, que trabalha comigo há mais de 10 anos, me fez uma declaração que muito me incomodou. Ela simplesmente me disse que cada vez mais tinha dificuldades de entender o que eu escrevo nos despachos que faço no dia-a-dia.

Fiquei pensando como ela poderia fazer uma declaração tão desagradável para mim, depois de 10 anos de convívio. Pensei imediatamente que ela estava ficando velhinha e, desta forma, já não conseguia ler o que eu, com a minha letra redondinha e bem feita, escrevia com tanta qualidade.

De qualquer forma deixei que ela falasse um pouco mais sobre esta sua deficiência para que eu pudesse, de alguma maneira, ajudá-la na melhoria da sua performance. Ela voltou a referir que não entendia o que eu escrevia e que a minha letra de bonitinha estava passando a ser um “garrancho”.

Que coisa desagradável! Como ela pode fazer uma afirmação desta? Logo eu, que sempre me orgulhei da beleza da minha letra escrita. Que chatice!!! O que fazer com aquela secretária que dava o primeiro sintoma de ineficiência?

Em casa, voltei a pensar naquela declaração. Li algumas coisas que escrevi e continuei a concluir que errada era ela. A minha letra continuava bonita e inteligível.

No dia seguinte, já no escritório, pedi àquela ingrata que me trouxesse os despachos que fiz no último mês. Li o primeiro, li o segundo e, no terceiro, a dificuldade de entender o que lá estava escrito, apareceu. Como pode, pensei eu!! Onde estava a minha letra bonita? Afinal a ingrata tinha razão? Triste constatação. Ela estava certa!!!

Com certeza, isso deve acontecer com muitas pessoas.

Perdemos o hábito de escrever. Agora teclamos !!!

É uma verdade. Já não sei mais usar uma caneta por mais de 2 minutos. Passo a ter dores musculares. Não tenho paciência de manter a letra bonitinha.

O interessante é ver os jovens escreverem. Eles escrevem (digitam) da mesma maneira que falam.

São as modernidades que, inevitavelmente, impõem mudanças nos nossos comportamentos e não conseguimos lutar contra elas.

Aliás, nem percebemos que elas estão presentes. Somente quando somos chamados a atenção por alguém é que a nossa “ficha cai”.

Acontece com você também?

Naim Cardoso


♦ A IMPORTÂNCIA DA “COISA SIMPLES”

Como é complicado encontrar a coisa simples !

Este foi o pensamento que veio à minha mente antes de começar a escrever este artigo.

Estou certo de que isto foi causado por uma provocação que um amigo me fez recentemente quando ele me questionava sobre a razão de eu continuar trabalhando em Angola depois de mais de 16 anos seguidos e sem a presença da família.

Ele afirmava que eu já tinha alcançado tudo o que profissionalmente poderia alcançar e, agora, caberia curtir a vida. Para curtir a vida, eu deveria encontrar o que me satisfaz fora do trabalho.

Contou-me inclusive uma história de um executivo que, como eu, trabalhou pesado por longos anos e, de um dia para o outro, deixou tudo e foi viver fora da pressão das reuniões, dos contratos, das decisões difíceis, etc…

Resolveu viver em uma fazenda, longe do grande centro.

Passado algum tempo, conheceu um homem simples, lá da região da fazenda, conversaram muito e por várias ocasiões e, naqueles encontros, o executivo conheceu a forma eficiente como o homem simples preparava o terreno, plantava mudas de banana, fazia a recolha e, em seguida, as comercializava.

Evidente que a produção era pequena, tendo em vista as limitações financeiras do homem simples.

Não deu outra. O executivo viu naquela condição eficiente do homem, uma oportunidade de transformá-la em um negócio lucrativo e, em pouco tempo, já se se tornara em um dos maiores fornecedores de banana no mercado nacional e, em seguida, passou a exportar o produto.

Essas histórias de sucesso são sempre agradáveis de conhecer.

O executivo teve, lá no passado, que tomar a decisão de parar. Ao fazê-lo, não tinha planos de se tornar um exportador de banana e sim de aproveitar a vida e usufruir das coisas simples. Conseguiu tornar a decisão de estar no estado de “não stress” (será que existe isso?) independentemente de qualquer outra consequência que tal decisão pudesse trazer.

Ele encontrou a “coisa simples”. O negócio foi uma consequência natural e que, certamente, não lhe trouxe qualquer tipo de stress.

Nada fácil tomar a decisão!!!

É importante tentar.

Talvez a questão seja a de analisar, com carinho não o que se faz e sim, o que gostaria de fazer.

Naim Cardoso


♦ MEDO DA COMPETÊNCIA ALHEIA

João Alberto Catalão*

O palestrante, especialista em negociações, master em Coaching e outras muitas mais qualificações profissionais que o destacam no cenário empresarial nacional e internacional, o português João Alberto Catalão, dos muitos pensamentos que já escreveu, destaco o seguinte:

CONHECIMENTO é saber o que fazer,

HABILIDADE é saber como fazer,

COMPETÊNCIA é CONCRETIZAR.

Este pensamento define claramente a diferença entre os que têm ou não competência.

Certamente aqueles que, conforme é feito referência no título deste artigo, têm medo da competência alheia, sofrem de incompetência para concretizar ações.

O fato é que em quase tudo que fazemos buscamos satisfazer a duas grandes necessidades: ser aceitos e ser reconhecidos, porque tememos ser desaprovados e, consequentemente, rejeitados. Neste contexto é que aqueles que, circunstancialmente, encontram-se em situação de liderança, mas sem a devida competência para concretizar ações de fortalecimento desta liderança, têm aguçada a expectativa de desaprovação e rejeição.

Para os que têm medo da competência alheia julgo importante terem em conta as seguintes quatro ações para superarem esta condição:

  1. Permita-se errar: treinar, acertar e errar é o tripé que sustenta as habilidades. É por tentativa, erro e correção que se alcança mais qualidade e segurança para terem suas competências ratificadas;
  2. Planeje suas ações: priorize a organização das medidas para se qualificar como Líder e, como consequência, obter a aceitação dos seus Liderados;
  3. Comunique-se com outros Líderes: interaja constantemente com Líderes de outras áreas. Conheça as competências deles. Verifique onde você pode melhorar nas suas ações;
  4. Gere proatividade: perceba o perfil dos seus liderados. Encontre a forma de fortalecer os fatores de motivação dos seus colaboradores. Utilize este conhecimento para fortalecer a proatividade deles em relação aos seus objetivos.

A prática destas ações certamente dará a segurança necessária para fortalecer a competência, garantindo a concretização das medidas necessárias à eficácia da gestão e da liderança.

Naim Cardoso

*Especialista em Marketing e Trade-Marketing. Psicossociologia do Consumo, Negociação e Vendas, Assessoria e Consultoria Comercial, Coaching, Administração de Empresas, Direção Geral.


♦ QUAL O SEU PAPEL

Em quase tudo que fazemos buscamos satisfazer duas grandes necessidades: sermos aceitos e sermos reconhecidos. Isso ocorre porque tememos ser desaprovados e, consequentemente, rejeitados.

Neste contexto é que aqueles que, circunstancialmente, se encontram em situação de liderança, mas sem a devida competência para concretizar ações de fortalecimento desta liderança, têm aguçada a expectativa de desaprovação e rejeição.

A meta do Líder é fazer com que a Empresa tenha uma marca, uma característica de comportamento bem perceptível aos olhos de quem a vai avaliar. O mercado precisa ver de maneira única.

Não é nada fácil fazer isso porque as Empresas são feitas de pessoas e as pessoas são diferentes. É aí que o papel do Líder se torna fundamental.

Alinhar pensamentos, alinhar procedimentos e alinhar posturas é o grande desafio a ser vencido.

A estratégia é focar na persistência e na perseverança, priorizando a uniformização do diálogo dos colaboradores e, principalmente, o entendimento e a prática dos objetivos da Empresa.

Só assim o crescimento da Empresa acontecerá e você como Líder crescerá também.

Naim Cardoso


♦ O QUE FAZER COM A CRISE???

Grande questão, não é mesmo?

O momento atual é de total desconforto. Acordamos pensando nos problemas com esta crise talvez nunca antes vivida e, ao deitarmos para tentar descansar, ela ainda está nas nossas mentes. Parece não ter fim este momento!

Volta a pergunta que não quer calar. O QUE FAZER COM A CRISE??

Se encontrarmos formas de fazer dela uma alavanca para o crescimento, esta será a condição ideal. Neste momento a criatividade e, principalmente a determinação, serão fundamentais.

Recentemente li uma frase do banqueiro brasileiro Roberto Setúbal que dizia o seguinte:

“A questão não é ter o problema, mas a forma como reagir a ele”.

Interessante e adequada ao momento. Claro que o “problema” é a crise. Como devemos reagir a ela? Talvez o mais adequado seja de nos perguntar sobre o que fazermos na crise e não com a crise.

Sendo esta a estratégia ideal, e se considerarmos que a crise está presente em todos os aspectos das nossas vidas, convém analisar criteriosamente o que fazer para cada uma das situações.

O empresário que necessita garantir a sobrevivência de sua empresa, vai precisar de muito foco e objetividade para fazer, como diz o dito popular, “ do limão uma limonada”.

O dia a dia nas Empresas é normalmente atribulado e acaba por ocupar uma boa parte do tempo do gestor no trato das coisas operacionais.

Nos momentos de recessão que o mercado vive, a redução dos custos através da concentração maior de responsabilidades nos gestores, evitando contratações, faz com que seja ainda mais importante a busca da máxima produtividade da equipe, como fator preponderante para garantir não só sobrevivência como também o crescimento da Empresa.

O Líder necessita ter bem claro na sua gestão aspectos fundamentais para o monitoramento da eficácia da sua Empresa. Destaco a seguir 6 ações de relevância para uma melhor maneira de, na crise, garantir esta eficácia.

São elas:

  1. Análise do perfil profissional dos gestores e colaboradores

Através de contato pessoal e de convívio constante, perceber o comportamento e características profissionais de cada um;

  1. Adequabilidade das ações operacionais às demandas do Negócio

Divulgar claramente o(s) Objetivo(s) da Empresa e perceber a compatibilidade da prática das ações dos colaboradores com a necessidade empresarial;

  1. Percepção de fatores críticos na gestão

A má interação entre setores da Empresa, a falta de procedimentos claros para orientar os colaboradores, a relação desgastada com Clientes, etc.. podem representar fatores desestruturantes da gestão. São os Fatores Críticos. Identifica-los e trata-los é fundamental;

  1. Garantia do foco nos Objetivos da Empresa

O(s) Objetivo(s) da Empresa precisam estar bem absorvido(s) por todos e direcionadas as ações para o seu cumprimento;

  1. Fortalecimento da comunicação como ferramenta de gestão

A falta de comunicação clara e objetiva na Empresa é fator de desmotivação e de baixa produtividade. Priorizar a comunicação como agente de motivação da equipe é estratégia fundamental para obtenção de resultados efetivos.

  1. Utilização da criatividade na busca de melhorias operacionais

No meio empresarial a Criatividade se apresenta como uma necessidade. A concorrência é forte e as Empresas precisam buscar fatores relevantes para terem seus produtos apresentados ao mercado de forma diferenciada. Fortalecer a criatividade é uma ferramenta estratégica.

Verifique se você, na qualidade de Líder, pratica estes pontos como forma de gerir o desconforto e de reagir na crise.

Naim Cardoso


♦ ÉTICA PROFISSIONAL

“Ética” e a “falta de ética” são temas atuais e bastante analisados e questionados em todo o mundo.

Talvez a “falta de ética” esteja mais presente em muitas pessoas e instituições, levando à necessidade de refletir sobre as efetivas razões de assim ser.

Convém separar o conceito de ética (ou sua falta) no ambiente de trabalho em duas componentes bem distintas, quais sejam a pessoal e a profissional/ empresarial.

Parece existir uma tendência mundial de fazer prevalecer a “falta de ética” em detrimento dos bons hábitos e costumes que tomamos conhecimento na nossa infância através dos nossos pais.

Por outro lado, os sistemas de comunicação no passado não tinham a eficiência dos atuais e, desta forma, divulgar as informações relacionadas ao comportamento ético profissional das pessoas e das instituições era insipiente e de domínio restrito.

Se recordarmos os grandes filmes da idade média onde Reis usavam e abusavam do poder, ultrapassando abertamente os limites daquilo que hoje entendemos como ética, concluiremos que este é um tema antigo, diferenciando-se da situação atual apenas pela falta de divulgação do comportamento daqueles Líderes do passado.

Outra consideração pode também ser feita para analisar esta questão do comportamento antiético ocasionado pelo abuso de poder dos Líderes. Trata-se do aspecto cultural de determinadas civilizações.

Em alguns Países da África, o entendimento que os subordinados têm sobre as prerrogativas de liderança do CHEFE é totalmente diferente daquele existente no mundo Ocidental. Lá o CHEFE tudo pode. Suas decisões são, de certa forma, inquestionáveis. É neste contexto que o “nosso” conceito de falta de ética se confunde com poder adquirido por tradição. Trata-se de obediência a costumes e hábitos recebidos.

Deixando de lado estas características pontuais de culturas específicas e regressando à situação atual da prática (ou não) de comportamentos éticos profissionais, convém destacar que a ética busca fundamentar as ações morais exclusivamente pela razão e tornou-se uma das maiores prioridades no ambiente corporativo.

Três aspectos são importantes ter em conta por parte das Empresas quando se trata de moldar o comportamento ético. São eles:

– Respeito pelos valores humanos essenciais, que determina o limiar moral absoluto para todas as atividades de negócios;

– Respeito pelas tradições locais;

– Crença em que o contexto é importante nas decisões sobre o que é certo e errado.

Certamente muito há para falar sobre ética profissional. Um dos principais fatores de fortalecimento da sua prática é a educação. Cabe a todos fazer com que seus filhos possam ser geradores de mudanças comportamentais que priorizem a ética como forma de estar na vida pessoal e profissional, gerando qualidade e eficácia nas instituições em que eles venham interagir no futuro.

Medite sobre isso.


♦ O ESPERTO ALMOÇA … MAS NÃO JANTA!!!

Um dia, passeando de barco com um grande amigo angolano na linda Baía do Mussulo em Luanda – Angola, falávamos de frustrações que por vezes temos com as pessoas quando, aparentemente e sem qualquer motivo perceptível, elas mudam de atitude. Passam a estar na relação de forma menos descontraída ou mesmo pouco participativa e transparente.

A frustração é bastante grande principalmente quando não encontramos uma razão plausível que nos faça entender o motivo de tal mudança.

Acabamos por aprofundar mais a conversa e referimos não só às pessoas que nos causam decepção, mas também àquelas que nos usam em benefício próprio.

São os famosos “espertos”. Aqueles que se convencem de que são mais inteligentes do que qualquer um e, desta forma e por assim pensarem, sentem-se no direito de usar as pessoas para atingir seus objetivos.

Quem não conhece um “esperto”? Eu conheço vários.

Eles normalmente são pessoas comunicativas, envolventes e, quase sempre, estão disponíveis para “ajudar” a quem quer que seja.

Na continuação do passeio falamos sobre essas pessoas, sobre as características de suas personalidades e, por que não confessar, citamos alguns “espertos” que fazem parte da nossa relação pessoal e profissional.

De repente este meu amigo se refere ao que sua mãe sempre dizia para ele: Meu filho, o esperto almoça…. mas não janta.

Fiquei pensando sobre este ensinamento da mais velha. O esperto almoça, mas não janta. Fantástico!!!

Puxei um pouco pela minha memória e trouxe à mente a “lista de espertos” que passaram pela minha vida e constatei que, na sua grande maioria, essas pessoas não tinham realmente conseguido atingir seus objetivos. Elas conseguiram, sim, alcançar o imediato, no entanto não conseguiram dar continuidade às conquistas. Elas almoçaram… mas não jantaram.

Que grande verdade.

Analise bem as pessoas que estão no seu entorno. Identifique os “espertos”. Verifique se eles estão usando você. Resista ao seu charme. Tente evitar que eles “almocem” às suas custas. De qualquer forma pode estar certo de que jantar eles não vão.

Medite sobre isso.


♦ INOVAÇÃO – UM COMPONENTE DA GESTÃO

Certamente que nas Organizações, além das Áreas de Gestão de Pessoas, de Finanças, de Administração, de Produção, de Marketing e de Tecnologia da Informação (TI), faz-se necessário priorizar as atividades de Inovação como uma componente fundamental no processo da gestão empresarial.

A competição é cada vez maior e, com a globalização, aquele que não agregar algum valor diferenciado ao seu produto, estará fadado a estar na vala comum e, como consequência, correrá elevado risco de perder representatividade no mercado.

Por outro lado, entender Inovação pressupõe ter claramente enraizado nos seus Líderes e colaboradores, a prática de estratégias voltadas a perceberem claramente os fatores de demanda do mercado.

É importante que ao pesquisar esta demanda, as Empresas não sejam levadas a incorrer no erro de imitar soluções inovadoras que uma determinada empresa implementou no mercado, uma vez que copiar processos alheios não é a resposta ideal, visto que não há um sistema que se encaixe igualmente bem em todas as empresas. Aquele que segue o caminho mais fácil da cópia, pode ter como resposta um processo de inovação frustrante.

Na perspectiva de que a Inovação é uma componente da gestão de uma empresa, é fundamental que o Empresário fortaleça a área de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), dando a ela o papel fundamental e estratégico de garantir a integração e alinhamento das perspectivas em torno de prioridades comuns nas diversas áreas de atuação da Empresa, evitando desta forma a dispersão de ideias que pode enfraquecer ou mesmo destruir o resultado.

Na estratégia que se faz necessária à P&D para a eficácia de um processo de inovação, três aspectos são importantes ter em conta. São eles:

conhecer como poderá criar valor para os Clientes potenciais e que tipo de novidade este processo trará ao mercado. A Apple adotou como resposta a esta questão, tornar seus produtos mais fáceis de usar do que os dos concorrentes;

saber de que maneira a empresa pode captar uma parcela do valor criado pelas inovações, já que para este tipo de novidade, os imitadores e os Clientes acontecem quase que na mesma velocidade. Utilizando também a Apple como referencial, a sua estratégia foi de criar complementariedade entre seus dispositivos e serviços para que o dono de Iphone ache mais atrativo usar um Ipad do que um tablet do concorrente, tendo em vista a certeza da qualidade do produto;

perceber quais tipos de inovação podem permitir criar e captar valor para a empresa, permitindo neste caso aflorar a criatividade como forma de estabelecer esta condição. Exemplos clássicos desta situação de total pioneirismo são a Netflix, Linkedin, Uber e Amazon .

Este tripé de ações que suportam a estratégia das Empresas que priorizam a Inovação como ferramenta de gestão, permite perceber claramente a forma ideal de estabelecer o plano de ação para o fortalecimento da imagem e a credibilização do produto e/ou serviço a ser lançado no mercado.

Cabe ao empresário manter fortalecida a busca constante de novas ações de inovação, não permitindo que o sucesso de uma campanha iniba outras iniciativas. Exemplos clássicos de perseverança como a Google, que experimentou um crescimento rápido com ajuda de inovações mas continua constantemente trazendo novidades para o seu público. Nesta mesma linha pode ser feito referência à Apple que não descansa sobre os louros do Iphone.

Inovar é preciso, mas ter estratégias para o fazer é fundamental.

 


♦ A IMPORTÂNCIA DO RESPEITO À CULTURA LOCAL

No vídeo abaixo, Naim Cardoso mostra a importância do respeito à cultura local, um fator de grande importância para o Gestor quando, por qualquer circunstância, está diante da Liderança de um Projeto fora da sua área de conhecimento da cultura local.


♦ A IMPORTÂNCIA DA LIBERDADE

O primeiro presidente dos Estados Unidos – George Washington, fez uma frase muito interessante. Daquelas que qualquer um gostaria de ter dito. Foi a seguinte:

“ Liberdade, quando começa a dar raízes, é uma planta de rápido crescimento”

Pensamento simples, mas profundo. São várias as situações em que podemos utilizá-lo para retratar uma condição.

A liberdade é fundamental para o ser humano. Ela define o estado de espírito das pessoas.

No meio corporativo, o papel do colaborador é fundamental não só no desenvolvimento das atividades a ele inerentes, mas, fundamentalmente, na contribuição para a criatividade no processo produtivo, permitindo gerar mais valia à Empresa.

Fomentar a criatividade pressupõe criar condições de motivação através de espaços para a manifestação de ideias, assim como de estimulo à responsabilização para desenvolvimento de projetos. Essas condições geram nos colaboradores a sensação de crença na sua importância para a Empresa.

A liberdade para interagir com a gestão, seja ela de médio ou alto escalão no processo decisório de uma Empresa, é fator preponderante para fortalecer o compromisso dos colaboradores com a Organização.

É fato que quase todo profissional tem o sonho de trabalhar em uma corporação na qual possa ser ouvido, ser livre e que seja aproveitado o melhor do seu potencial. Isso significa, entre outros aspectos, poder gerenciar seu tempo, suas obrigações e metas, em um ambiente menos rígido do que a maioria das Empresas oferece.

Eventualmente esta é a situação ideal e encontrar a condição para a sua prática é o grande desafio das Organizações.

Os processos seletivos de pessoal podem representar um primeiro passo na identificação de profissionais que reúnam perfil adequado para estar diante de condições como estas.

Esta é uma plataforma de trabalho que necessita de ajustes não só por parte das Empresas como também dos colaboradores. Contudo, uma questão surge na construção dessa nova plataforma: como alinhar liberdade com responsabilidade? Como lidar com estes dois lados da moeda?

Se por um lado Liberdade e mais concretamente a Liberdade moral, diz respeito a uma capacidade humana para escolher ou decidir racionalmente quais os atos a praticar e praticá-los sem coações extremas, a Responsabilidade moral é uma capacidade, e ao mesmo tempo uma obrigação, de assumirmos os nossos atos. É reconhecermo-nos nos nossos atos, compreender que são eles que nos constroem e moldam como pessoas.

O limite da liberdade é aquele que o senso de responsabilidade indica. A responsabilidade limita a liberdade, pois não permite que se faça determinadas coisas.

Percebido claramente pelo colaborador a necessidade da prática da liberdade com responsabilidade, estarão criadas as condições para o rápido crescimento das raízes da liberdade.

Medite sobre isso.


♦ SERIEDADE NO COMPORTAMENTO

Naim Cardoso gravou um vídeo onde aborda um tema é bastante atual, pois fala da seriedade ( ou a falta dela) nos comportamentos das pessoas diante das coisas da vida. Confira:


♦ COMO TORNAR SUA EQUIPE MAIS PRODUTIVA – 4°

ENTRE EM AÇÃO AGORA!

Bem agora é com você!!!

Quero te desafiar neste exato momento a meditar sobre algumas coisas para, ainda hoje, pôr em prática ações direcionadas a tornar a sua equipe mais produtiva.

Pense como é a sua relação com os seus liderados.

Você se comunica com eles de forma descontraída permitindo que eles relaxem na sua presença?

Você percebe a diferença de comportamentos dos seus colaboradores? Percebe as diferenças de maturidades? Consegue enquadrá-los nos diversos quadrantes e tratá-los de forma adequada aos conceitos referidos para cada um deles?

E os Objetivos da Empresa? Estão bem difundidos e entendidos por todos?

Existe ambiente para os seus colaboradores interagirem com a Empresa de maneira a contribuírem com ideias criativas para melhoria dos processos operacionais?

Pense em todas estas provocações. Não esqueça de analisar como está o comprometimento de todos e também a condição de corresponsabilidade.

Questione tudo!!! Entre na Empresa com outro foco. Olhe para tudo e pergunte para si próprio como estão todos estes fatores.

Boa sorte e conte comigo!!


♦ COMO TORNAR SUA EQUIPE MAIS PRODUTIVA – 3°

5 FATORES DE FORTALECIMENTO DA FELICIDADE COMO AGENTE DE MELHORIA DE PRODUTIVIDADE

  • Comunicação

A relação com os colaboradores necessita ter uma boa dose de descontração, na perspectiva de retirar a formalidade como única forma de trato no dia a dia. O liderado precisa ter a sensação clara de que o Líder é uma pessoa normal e com quem se pode contar para qualquer situação.

Por outro lado, cabe ao Líder conhecer seus liderados, suas características de personalidade, seus níveis de maturidade, suas debilidades e pontos fortes.

Existem quatro tipos de perfis de colaboradores que o Líder precisa conhecer e, de forma competente, conduzir a comunicação / liderança tendo em conta as características de cada um. Para facilitar a caracterização destes perfis, vou identifica-los como Quadrantes. Assim temos:

Quadrante 1 – pessoas com baixa maturidade e com baixa iniciativa operacional, mas que só realizam tarefas se receberem orientação específica. A elas não interessam as razões de fazerem o trabalho. Precisam somente receber a indicação do que fazer;

Quadrante 2 – pessoas com média maturidade e com média iniciativa operacional, que realizam as tarefas ao receberem orientação específica, mas que necessitam saber a razão de o fazer. Pessoas deste quadrante não questionam a orientação, apenas precisam saber o porquê fazer;

Quadrante 3 – pessoas com média maturidade e com alta iniciativa operacional, que realizam as tarefas ao receberem orientação específica, mas que necessitam interagir com o Líder de forma a conhecer e opinar sobre a tarefa e sobre a forma de a fazer. São pessoas que fazem questão de participar do processo decisório;

Quadrante 4 – pessoas de alta maturidade e com alta iniciativa operacional, que não necessitam de orientações para realizar as tarefas. Elas têm iniciativa, são focadas nas necessidades da Empresa e dão ao Líder a tranquilidade do resultado correto para todas as tarefas.

Verifique se você pratica o quadrante adequado com cada um dos seus colaboradores. Se não o fizer, pode estar certo de que os fatores de felicidade e, consequentemente, de produtividade, não serão alcançados de forma adequadas.

  • Objetividade

O colaborador precisa conhecer os Objetivos da Empresa, precisa se sentir participante do processo e, fundamentalmente, precisa ter a sensação de que o que faz corrobora com as necessidades da Organização.

O papel do Líder é se fazer entender. Em uma linha de produção, o funcionário que não sabe qual é o foco e a missão da Empresa, trabalha sem ter ideia do significado de sua tarefa como parte de um processo. Por isso, acaba desmotivado, sua produtividade será baixa e tornar-se-á o elo fraco da corrente.

  • Criatividade

Infelizmente uma boa parte dos empresários enxergam a Criatividade como um tabu e, apesar de terem a consciência da necessidade de fortalecer a imagem de seus produtos ou de incrementar eficácia na sua produção, não utilizam o diálogo interno (e mais barato) para buscar junto aos seus colaboradores ideias para melhoria dos processos.

Para a motivação dos colaboradores como fator de melhoria nos processos produtivos, é importante ter em conta de que a percepção das pessoas se altera à medida que novas informações são adquiridas. Assim sendo, permitir um canal de comunicação com todos os colaboradores da Empresa no sentido de buscar deles contribuições criativas para melhorias é, do ponto de vista estratégico, uma grande valia.

É preciso ter em conta de que muitas vezes limitamos nossa mente a enxergar apenas o que é mais óbvio. É fundamental examinar as situações a partir de ângulos diferentes. Criar as condições para que seja possível discutir procedimentos, processos, comportamentos, etc… com todos os níveis da empresa, e daí retirar sugestões fruto da experiência do dia-a-dia, certamente trará resultados positivos para a Organização.

A Criatividade é componente da gestão. Convém meditar sobre as palavras de Roger Von Oech, especialista em criatividade e inovação:

“ Descobrir consiste em olhar para o que todo mundo está vendo e pensar uma coisa diferente”

  • Comprometimento

Existem pessoas que são avessas ao risco e, assim sendo, não agem. Para elas faltam o comprometimento e o entusiasmo. Falta a percepção do valor que elas têm. Sem ela a autoconfiança não aflora.

O Líder precisa perceber estas pessoas. Gerar ações que impulsionem o seu entusiasmo. As pessoas entusiasmadas acreditam na capacidade de transformar as coisas, de fazerem dar certo. Estas pessoas agem, se comprometem e, como consequência natural, dão mais sentido à vida e o seu papel nas Organizações.

Todos nós temos competências e delas podemos fazer uso para nosso crescimento e automotivação. A nossa capacidade é gigante, principalmente quando nos comprometemos em priorizar questões relacionadas às nossas vidas, dando a elas o foco necessário.

Encontre os fatores que despertem nos seus colaboradores o senso de comprometimento. Verás que essas pessoas mudarão significativamente e passarão a estar no processo produtivo de forma muito mais proativa.

  • Corresponsabilidade

Este fator é o que aglutina todos os demais. Nada mais motivador do que se sentir parte de um todo. Ter a sensação de que contribuiu para o resultado.

Do funcionário mais humilde de uma Organização até aquele que se encontra no topo do processo decisório, é importante que sejam identificadas formas deles perceberem sua importância e sua condição estratégica na obtenção das metas da Empresa. Reconhecimento é fundamental para o colaborador ter a certeza de estar no caminho certo, aumentando ainda mais a vontade de produzir resultados cada vez melhores além de fortalecer a identidade com a Empresa.

Já tive oportunidade de conhecer um Líder que passou por momentos muito difíceis para obter maior produtividade de sua equipe.

Na verdade, a este Líder tinha sido dado o desafio de implantar conceitos novos de gestão em um Projeto que já se encontrava em andamento, mas com uma condição bastante inadequada do ponto de vista organizacional.

O empreendimento contava com excesso de pessoal, normas e procedimentos pouco respeitados, total falta de comunicação entre a Empresa e seus colaboradores, inexistência de interação com a comunidade onde fora implantado o Projeto enfim, condições pouco apropriadas para contar com a felicidade e muito menos a produtividade dos colaboradores e mesmo dos gestores operacionais como alavanca para criar condições ideais para a implantação.

A busca da comunicação como forma de descontrair a relação entre as partes (colaboradores e gestores) foi a primeira tentativa, mas sem qualquer sucesso. O desgaste na relação tinha trazido enormes sequelas e esta abordagem inicial não permitia qualquer flexibilização nas condições existentes.

O projeto era muito grande e tinha um efetivo de mais de 1.200 trabalhadores, fato que dificultava ainda mais a comunicação.

A busca da criação de condições para permitir o arranque do Projeto com o mínimo de condição se deu com o primeiro passo de apresentar aos representantes dos colaboradores, os Objetivos da Empresa, a metas pretendidas e, principalmente, o que era esperado de cada um. Naquele momento todos tinham em mente o que deveriam fazer e, paralelamente, foi criado um canal de comunicação com a massa de trabalhadores, através de uma Área Social que foi criada com este objetivo no momento inicial.

Aberto este canal, o segundo passo foi o de ouvir as expectativas dos trabalhadores relativamente aos direitos de todos no tocante às Políticas da Empresa e, em contrapartida, a Empresa os provocou sobre as contribuições de cada um para as melhorias no processo de comunicação e de produção do Projeto.

Diante das contribuições de todos foi fácil acordar níveis de responsabilização para cada um e, desta forma, a corresponsabilidade passou a ser um fator de grande importância no processo de melhoria de produção do empreendimento.

Fruto de um ambiente mais descontraído, a comunicação fluiu de forma mais efetiva e, com a felicidade reinante no ambiente de trabalho, a produtividade aconteceu.


♦ COMO TORNAR SUA EQUIPE MAIS PRODUTIVA – 2°

TORNE SUA EQUIPE FELIZ

É inegável que uma pessoa motivada tem muito mais disponibilidade para vencer desafios. Faça uma autoanálise e verifique o seu comportamento diante das adversidades da vida nos momentos em que você se encontrava motivado. Você vai constatar que os resultados que obteve foram muito mais efetivos, tendo em vista o seu estado de espírito.

Estar feliz com o que faz, com a empresa que trabalha, com os amigos ou colegas que o cercam, com a família, etc… representa um forte fator de motivação.
Entretanto, segundo pesquisas feitas por cientistas renomados, a felicidade de uma pessoa é formada dos seguintes parâmetros: 50% são genéticos; 10% vêm das circunstâncias da vida e 40% ocorrem em função dos pensamentos e ações.

Aí está uma pesquisa importante e que dá ao Líder a real dimensão do seu desafio de usar a felicidade como fator de motivação da sua equipe.

Se formos analisar estas componentes veremos que, se dermos sorte de nos 50% correspondentes às condições genéticas de um colaborador, encontrarmos felicidade nas ações do dia a dia do trabalho, será uma grande vantagem. Caso não aconteça, restarão os outros 50% para serem trabalhados e buscadas parcelas para fortalecer o estado de felicidade nas atividades laborais.

Uma coisa é certa, será pouco provável que possamos ter esta outra parcela da felicidade integralmente voltada para as ações no trabalho.

Ocorre que a felicidade resulta necessariamente em melhor produtividade no trabalho.

Estudo publicado pela revista inglesa de negócios no mundo, a Management Today, informa que pessoas infelizes são 40% menos produtivas e as pessoas felizes chegam a alcançar o dobro da produtividade.

Sendo esta uma realidade, gerir ações voltadas a encontrar fatores de felicidade nos colaboradores das Empresas é, certamente, a estratégia mais adequada para fomentar a produtividade da equipe.

A partir de agora vou lhe apresentar 05 fatores de fortalecimento da felicidade como agente de melhoria de produtividade.

São eles:

  1. Comunicação;
  2. Objetividade;
  3. Criatividade;
  4. Comprometimento;
  5. Corresponsabilidade.

Conheça no próximo artigo cada um deles.


♦ COMO TORNAR SUA EQUIPE MAIS PRODUTIVA

Caros Leitores,

Vocês devem ter assistido ao vídeo que, recentemente, postei no blog a respeito da Felicidade como ferramenta de gestão. Espero que tenham gostado.

Esse vídeo teve e ainda tem uma repercussão muito interessante tanto na minha fanpage (Naim Cardoso COACH) como também no meu canal de Youtube (naim cardoso). O tema provoca e ressalta fatores importantes no processo de liderança. Costumo trazê-lo com uma certa frequência nas palestras que faço sobre aspectos de gestão empresarial.

Resolvi então partilhar com vocês, através de 04 artigos sequenciais aqui no site da Barra Grande News, o ebook que lancei com o tema COMO TORNAR SUA EQUIPE MAIS PRODUTIVA. Este ebook vocês poderão baixa-lo na minha fanpage e, ao fazê-lo, receberão também 4 vídeos com temas interessantes, além do ebook mais amplo com o tema em questão.

Vocês verificarão que a questão da Felicidade consta do ebook e é fator de destaque. Alguns temas que aqui abordei poderão fazer parte destes artigos.

Eles são parte do conceito global. Releia-os com esta nova tônica

Vamos ao primeiro artigo:

COMO TORNAR SUA EQUIPE MAIS PRODUTIVA – 1°

Alinhar pensamentos, alinhar posturas, alinhar comportamentos é, provavelmente, um dos aspectos de maior dificuldade para um Líder pôr em prática quando se trata de questões no meio corporativo. Quanto mais heterogêneo for o grupo, maior a demora para atingir o alinhamento pretendido. Saiba que gerir pessoas não é tarefa fácil. Se todos os problemas de uma organização fossem técnicos, a gestão seria muito mais fácil. Este é um desafio das lideranças empresariais em todo o mundo.

A complexidade e a variabilidade do ser humano fazem com que o fortalecimento da comunicação seja um fator preponderante para o sucesso de uma Empresa.

Henry Ford, o famoso empresário americano na produção de carros, disse uma vez uma verdade – “ o problema é que cada vez que eu preciso de um par de mãos, vem sempre um ser humano com elas…”, referindo-se às dificuldades de ter disponíveis pessoas alinhadas com todos os objetivos de sua organização.

Neste e-book vou ajudar a você a perceber melhor como buscar a máxima eficiência dos seus liderados.

É bastante provável que você tenha dificuldades para perceber a forma ou as formas ideais para obter a máxima produtividade de sua equipe, tendo em vista a sua heterogeneidade.

Estas dificuldades representam certamente estresse para você, função de resultados esperados que não acontecem. A pressão da liderança superior é imediata. O estresse leva a problemas de concentração e, como consequência natural, você entra num círculo vicioso em que não produz por que não tem eficiência e não é eficiente, porque não produz.

A falta de resultados com qualidade acaba por chegar até o Cliente e, ao perceber, ele inicia um processo de descrédito com o seu produto e, mais uma vez, a cobrança e a pressão só fazem aumentar o seu estresse.

Se não bastasse tudo isso, o fato de estar sob muita ansiedade, leva a não estar relaxado o suficiente para interagir com os filhos e a esposa, levando a ser esta condição mais um fator de aumento do estresse.

Eu estive nesta mesma situação há alguns anos, quando fui convidado a dirigir a implantação de um Projeto de mineração de diamantes na África, mais propriamente em Angola. As atividades mineiras seriam realizadas a cerca de 1.100 km da capital – Luanda, com o agravante de o País estar em guerra civil e, na região do Projeto, as ações militares eram muito intensas.

Independentemente do aspecto militar, a empresa criada para desenvolver as atividades era formada por três sócios, sendo um deles brasileiro, outro angolano e um terceiro de nacionalidade russa que, inclusive, detinha o conhecimento técnico para o tipo de exploração que deveria ser realizada.

Os brasileiros e os angolanos falavam a língua portuguesa e, portanto, não representavam problema nos aspectos de comunicação. Entretanto, a língua russa era de total desconhecimento nosso, obrigando que todo o relacionamento formal e informal, se desse através de tradutores.

De comum nas três nacionalidades tínhamos o fato de que as percepções sobre os aspectos de gestão empresarial não coincidiam e, desta forma, o grande desafio era aglutinar as diversidades de culturas em uma única, como fator preponderante para a garantia da produtividade pretendida pelos Sócios.

Comecei por orientar, principalmente os brasileiros, no sentido de buscar aproximação pessoal com os demais. Funcionou com os angolanos, mas com os russos, não. Passei a promover palestras com temas diversos, inclusive de relacionamento interpessoal, de comportamento humano e outros, mas também não surtiram o efeito desejado. Na verdade, palestra com estes temas sendo traduzidas simultaneamente, tornava-a enfadonha, pois demoravam em demasia.

Finalmente consegui encontrar um caminho, após ter pesquisado e me consultado com diversos especialistas em comunicação. A solução foi, para cada área da gestão da empresa, juntar os representantes especialistas de cada Empresa Sócia e, consensarem cada item que compunha a gestão da área específica. Demorou meses, mas o trabalho ficou muito bom e, com o consenso criado, foi possível, apesar da diversidade da língua, harmonizar o entendimento e facilitar a gestão empresarial.

Quero deixar aqui para você, TRÊS estratégias que considero fundamentais para garantir a produtividade de sua equipe. São elas:

1 – a persistência é fator importante na busca da eficácia da equipe;

2 – a comunicação transparente permite que a equipe perceba claramente os objetivos da Empresa e, desta forma, interaja de maneira mais comprometida;

3 – colaborador feliz é colaborador proativo.

(continua na próxima segunda-feira)


♦ FELICIDADE COMO FERRAMENTA DE GESTÃO

Neste vídeo, Naim Cardoso que aborda a estratégia de utilizar a Felicidade como ferramenta para a gestão: “As pessoas felizes são mais proativas, mais disponíveis, mais produtivas e eficazes. Criar ambiente favorável nas Empresas que permita a seus colaboradores estarem felizes é, certamente, uma correta estratégia de gestão na busca do máximo resultado com as pessoas”.

Assista ao vídeo e medite sobre isso.


♦ A IMPORTÂNCIA DO SUBSTITUTO

Indiscutivelmente a essência das Empresas são as pessoas que nelas trabalham.

Tê-las produtivas, proativas e motivadas é um dos fatores importantes para a garantia da sobrevivência e do crescimento das Organizações.

Várias são as formas de obter estes resultados e cada Líder estabelece sua maneira para chegar à máxima produtividade de seus colaboradores.

Ocorre, entretanto, que necessária se faz a visão do empresário para aspectos relacionados com a perpetuidade da Empresa. A estratégia empresarial para alcançar tal objetivo necessita ter em conta a priorização de procedimentos voltados à garantia da continuidade da política de gestão e de princípios.

Por outro lado, é da mesma forma importante ter a consciência de que as Normas e Procedimentos serão praticadas pelas pessoas e, assim sendo, é através delas que a estratégia se materializará.

É exatamente por isso que se torna prioritário garantir que a conscientização por parte de todos os colaboradores das Empresas a respeito de suas políticas se dê de forma única e que a prática aconteça.

A garantia da continuidade é o segredo!

As Organizações precisam fazer constar em suas culturas empresariais, o compromisso de cada colaborador identificar seu substituto.

A formação de substitutos é sem dúvida a garantia da sobrevivência e ao mesmo tempo fator preponderante para a promoção do crescimento, além de ser fortalecedor das ações voltadas à perpetuidade de uma Organização.

É preciso criar um tipo de “escola de formação de substitutos”, que deve ter como princípio básico a criação na mentalidade de seus alunos, da necessidade da formação de seu substituto, permitindo a consolidação da filosofia empresarial da Empresa, bem como o seu crescimento pessoal.

Em resumo, para promover e até mesmo forçar o crescimento dos colaboradores e da Empresa é que cada um, em todos os níveis, deve identificar e formar seu substituto.

Medite sobre isso!

 


♦ ALINHAMENTO DE POSIÇÕES

 

Alinhar pensamentos, alinhar posturas, alinhar comportamentos é, provavelmente, um dos aspectos de maior dificuldade de pôr em prática por um Líder, quando trata-se de questões no meio corporativo.

Quanto mais heterogêneo for o grupo, maior a demora para atingir o alinhamento pretendido.

O Líder precisa estar preparado suficientemente para estabelecer junto aos seus liderados o espírito de equipe. É este espírito que vai permitir a sinergia e, através dela, o sucesso do grupo e, como consequência, da Empresa.

Conhecendo os pontos fortes e fracos de cada membro da equipe, é possível ao Líder estabelecer a melhor forma de garantir produtividade máxima do conjunto.

Por outro lado, é da mesma forma importante que o Líder perceba o grau de motivação e entrega de cada colaborador, permitindo desta forma que o processo de criação do espírito de equipe aconteça. Esta percepção é prioritária, uma vez que quem não se integra num grupo de trabalho não é somente o elo mais fraco da corrente; É NOCIVO. É preciso agir de forma contundente e evitar que faça parte da corrente.

A comunicação é certamente a ferramenta mais eficiente para obtenção de resultados tanto na vida pessoal, familiar ou profissional. Garantir que todos conheçam os objetivos e estratégias da Organização é, sem sombra de dúvida, o meio mais eficaz de obtenção de resultados no meio Empresarial.

O papel do Líder é se fazer entender. ‘‘Em uma linha de produção, o funcionário que não sabe qual é o foco e a missão da Empresa, trabalha sem ter ideia do significado de sua tarefa como parte de um processo. Por isso, acaba desmotivado’’

Quanto mais transparentes as organizações forem, mais comprometidos e motivados serão os empregados.

Medite sobre isso.

 


♦ VOCÊ ESTÁ COMPROMETIDO?

Estar comprometido é estar em risco. Entretanto, o risco faz parte da vida, principalmente para aqueles que buscam o crescimento profissional. 
Assista ao vídeo e medite sobre isso. Boa sorte!


♦ OS “RODA-PRESA”

Tem pessoas que não conseguem fazer as coisas de forma simples. Aliás, costumam fazer da forma mais complicada possível.

Com elas tudo é difícil, demorado e confuso. Elas optam sempre pelo caminho mais longo e tortuoso. Normalmente não percebem a existência de formas mais fáceis de realizar o seu trabalho ou mesmo de estar na vida.

Normalmente têm uma característica comum: a de não aceitar ajuda. Partem do princípio de que estão agindo da forma mais correta possível e, assim sendo, não conseguem perceber que necessitam de ajuda.

Ah…. como atrapalham !!!

São conhecidos como os “roda-presa”. Creio que esta expressão está associada ao fato de que, impedindo que um processo produtivo flua normalmente, essas pessoas acabam por prender o andamento, tal qual um carro com uma roda travada (presa) não consegue andar.

O conceito de tempo para elas também é diferente. Seguem a filosofia de que podendo concluir amanhã, porque terminar hoje.

Não que sejam preguiçosos ou incompetentes, apenas têm conceitos do que é certo diferente da média.

Trabalhar com essas pessoas é extremamente desagradável. Elas não têm espírito de equipe. São solitárias. Não conseguem ter sinergia e, desta forma, também não conseguem ser líderes.

A melhor forma de expressar a sua conduta está numa expressão bem brasileira que refere que essas pessoas têm o “complicômetro ligado”.

Verifique como anda o seu “complicômetro”

Medite sobre isso.


♦ ACARAJÉ COM SALSICHA

acarajeNo mundo da globalização é incrível que ainda existam empresas que tentam, de forma pouco responsável, impor produtos e/ou soluções inadequadas às necessidades de seus Clientes.

São empresas que não estão comprometidas com as necessidades dos Clientes. Não se importam em conhecer o foco do Cliente. A elas interessa apenas ter o foco no Cliente.

Se o Cliente não tem capacidade de análise do produto que lhe é ofertado, certamente irá comprar “gato por lebre”.

As empresas que assim se posicionam no mercado terão vida curta. De qualquer forma elas, no curto espaço de tempo de vida, conseguem encontrar condições para impor seus produtos.

Felizmente é cada vez mais difícil que este tipo de cultura empresarial sobreviva. Os sistemas de comunicação atuais permitem deixar as Empresas – Clientes conhecedoras das técnicas e diversidades de produtos disponíveis no mercado e, assim sendo, por mais marginalizado que esteja o Cliente, é possível uma análise da solução que lhe é apresentada.

Por outro lado, existe Cliente que, para implementar solução para alguma questão que no seu negócio, na sua cidade ou no seu País ainda não tenha identificado, recorre a soluções de sucesso que conheceu em outro negócio, outra cidade ou outro País.

Esta é uma medida muito perigosa. A avaliação da adequabilidade das soluções de sucesso é fundamental. Sem ela a probabilidade de insucesso é bastante grande.

O fato de ter dado certo em um determinado contexto não quer necessariamente dizer que em outro poderá ter o mesmo resultado.

O Cliente, o Líder, o Empresário e o Investidor precisam ter em conta as peculiaridades de cada situação que tenham diante de si.

Não há nada mais gostoso que um acarajé. Se a ele juntarmos uma boa pimenta, um pouco de vatapá e camarão seco, ficará irresistível. As baianas que comercializam esta especiaria são empresárias de sucesso.

Por outro lado uma boa salsicha, colocada em um pão próprio e se a ela adicionarmos um pouco de ketchup e mostarda, teremos outra iguaria fantástica que é o famoso cachorro quente.

Agora abra um acarajé e coloque uma salsicha dentro. É garantia de insucesso.

Medite sobre isso.


♦ GESTÃO COM DELICADEZA

Nesse vídeo, Naim Cardoso mostra que a proatividade é fundamental para o crescimento e perpetuidade das Empresas. Cabe ao Líder fortalecer este estado de espírito para garantir a máxima produtividade da equipe.


♦ CRIATIVIDADE NO MEIO EMPRESARIAL – UMA NECESSIDADE

criatividade-bgn-1As dificuldades vividas pelas Empresas em todo o mundo e em especial no Brasil, obriga aos empresários a agregar valores aos seus produtos, tornando-os diferenciados e, desta forma, atraentes aos potenciais compradores.

Esta é uma realidade inquestionável e, aquele empresário que não perceber esta necessidade está fadado ao insucesso.

Neste contexto, a criatividade se torna fator preponderante no processo de sobrevivência e crescimento das Empresas.

Infelizmente uma boa parte dos empresários enxergam a Criatividade como um tabu e, apesar de terem a consciência da necessidade de fortalecer a imagem de seus produtos ou de incrementar eficácia na sua produção, acabam por entregar a empresas prestadoras de serviços a responsabilidade de implementar a criatividade nas suas Empresas.

Não tenho a mínima pretensão de defender a ideia de que não se deve utilizar os conhecimentos técnicos destas empresas, entretanto entendo que conhecer a opinião dos colaboradores que participam direta ou indiretamente das ações produtivas é fundamental para melhoria dos processos, além de permitir um significativo aumento no aspecto motivacional de todos.

Cabe ao Líder fomentar a participação de todos na busca do novo. Todos nós temos habilidade de encontrar saídas para problemas, inventar coisas e procurar maneiras novas de executar atividades.

O estresse e as dificuldades do dia-a-dia minam a nossa criatividade e é difícil fugir do lugar comum ou das velhas práticas (caminho mais fácil). É neste momento que a perseverança do Líder se faz necessária.

Para ser criativo é necessário agir. CRIATIVIDADE (criar + atividade) não é só uma inspiração, não aparece do nada. Há que querer. A criatividade é o caminho mental que percorremos para descobrir novas relações entre as coisas.

Voltando à questão da motivação dos colaboradores como fator de melhoria nos processos produtivos, é importante ter em conta de que a percepção das pessoas se altera à medida que novas informações são adquiridas. Assim sendo, permitir um canal de comunicação com todos os colaboradores da Empresa no sentido de buscar deles contribuições criativas para melhorias é, do ponto de vista estratégico, uma grande valia.

É preciso ter em conta de que muitas vezes limitamos nossa mente a enxergar apenas o que é mais óbvio. É fundamental examinar as situações a partir de ângulos diferentes. Criar as condições para que seja possível discutir procedimentos, processos, comportamentos, etc… com todos os níveis da empresa, e daí retirar sugestões fruto da experiência do dia-a-dia, certamente trará resultados positivos para a Organização.

A prática constante da Criatividade é o grande segredo do mercado pois para que exista, é necessário buscar todos os dias informações do ambiente e do consumidor, a fim de melhorar seus produtos e serviços.

Para concluir fica um pensamento de Roger Von Oech, especialista em criatividade e inovação:

“ Descobrir consiste em olhar para o que todo mundo está vendo e pensar uma coisa diferente”

Medite sobre isso.

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